segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Preparados para candidatura a deputados sem direito a subvenções

É preciso ter peninha dos políticos, não é?
A recente polémica das subvenções dos políticos até parecia comédia no início, mas o desenvolvimento da coisa foi mais para a tragicomédia. Os pobrezinhos, obrigados a desempenhar cargos públicos, acham que merecem, depois de 12 anos ao serviço do país, levar com um bruto dum subsídio para a vida toda.
Carrega Portugal. Portugal, dos pequeninos, pois tá claro!
Queixam-se, suas excelências, que o facto de sacrificarem a família é merecedor de compensações. Ai é?
E aqueles que são obrigados a imigrar e só veem as suas famílias de mês a mês ou ano a ano, porque os políticos não conseguem políticas de emprego que garantam a sua permanência com as famílias? E os Professores que têm de ir para qualquer parte do país e nem por isso recebem mais se fossem colocados à porta de casa? Também porque os mesmos políticos nunca conseguiram encontrar um concurso mais eficaz…
Mas acho giro este recurso à dor que os próprios causam nas suas famílias, bem felizes por sinal por eles estarem bem longe lá para Lisboa, pois é garante de um estilo de vida bem mais confortável do que a maioria das pessoas e ainda são tratados com a real vénia campónia. Se estão assim tão sofridos, por que será que não deixam os seus lugares para outros? Por que será que guerreiam entre eles para estarem em lugares elegíveis? Por que não deixam que a renovação aconteça definitivamente?
Antes que me perguntem, parece-me justo que quando chegarem à idade da reforma, também por eles estabelecida em 65 anos, tenham rendimentos de acordo com os seus descontos, mas já considero um absurdo quererem usufruir do dinheiro dos contribuintes – designado pomposamente de subvenções – e continuarem as suas vidinhas como uns verdadeiros Reis na República!
A Carbonária precisa de atuar novamente para derrubar estes tiques Monárquicos. Sem sangue, mas com uma verdadeira luta cultural. Pelos vistos, analisando as atitudes públicas de alguns quadrantes da política, até já está a acontecer e as pessoas estão a gostar…
Acreditando que estes senhores não querem mais nada com a política se acabarem com as subvenções – e porque querem dedicar-se somente às suas famílias, os caros leitores estão disponíveis para servir o país sem direito a essas regalias?

in Jornal Povo de Fafe (29-01-2016)

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Novos cursos para Formação Contínua de Professores aprovados

Num trabalho conjunto com a CASA DO PROFESSOR (BRAGA), preparei estes cursos que foram aprovados recentemente pelo CCPFC (Conselho Científico Pedagógico da Formação Contínua). Mais do que a teoria sobre o Texto Dramático, a abordagem incidirá muito em trabalhos de experimentação e troca de experiências.

Através destas formações:
«Visa-se a atualização do conhecimento sobre o texto dramático no geral e a construção da personagem em particular, identificar dificuldades na sua aplicação à sala de aula, estabelecer interligações com outros géneros e analisar a presença de outras categorias.
Pretende-se, ainda, aprofundar o conhecimento de procedimentos compositivos e estilísticos comuns com outras artes de forma a integrar a literatura no domínio das manifestações de arte.
Desenvolver-se-ão competências de avaliação da qualidade propostas, projetos ou materiais educativos e ainda de práticas letivas e experiências específicas.»



TEATRO - ESCRITA TEATRAL E DESIGN DE CENA
grupos 100, 110, 200, 240, 300, 410, 600, 910, 920 e 930
área B / curso 25h / pedro miguel sousa
BREVEMENTE, DATAS DISPONÍVEIS
+info: http://www.casadoprofessor.pt/formacao/305

TEATRO - A CONSTRUÇÃO DA PERSONAGEM
grupos 100, 110, 200, 240, 300, 410, 600, 910, 920 e 930
área B / curso 25h / pedro miguel sousa
BREVEMENTE, DATAS DISPONÍVEIS
+info: http://www.casadoprofessor.pt/formacao/306

domingo, 17 de janeiro de 2016

Com Fafe, Ninguém Fanfe

     
     
     Não se pode ignorar o que é genuíno. Voltamos a Fafe. Chegamos fisicamente algumas vezes e de pensamento todos os dias. Fafe viu-nos nascer e crescer. Mesmo se nos adaptamos com facilidade a outras localidades por força do ofício, o certo é que aquele é o nosso cantinho. Há sempre uma atenção redobrada em torno das suas gentes, usos e costumes. Fafe é terra da Justiça e é essa a imagem que melhor vende Fafe. Valorize-se o símbolo da Justiça de Fafe!
     Considero que é na procura de elementos especiais que fazem correr as televisões aos locais sem que haja para isso uma catástrofe. As televisões também são capazes de promover cultura sem levar milhares aos bolsos dos contribuintes nos programas de domingo à tarde. As sextas-feiras 13 em Montalegre. A festa de chocolate de Óbidos. A feira medieval de Santa Maria da Feira… e agora Cabeça Aldeia Natal em Seia.
     Fafe precisa deixar de ter vergonha do epíteto da justiça. Eu sou de Fafe e tenho orgulho em me afirmar pelos valores da Justiça de Fafe. O gajo que agarra pelos colarinhos a injustiça e a ingratidão e lhe dá a maior das sovas. Não há que ter vergonha de enfrentar os problemas ou como se diz no Alentejo ‘o touro pelos cornos’.
     Mas o que interessa isso para Fafe?
     As questões da cultura são muitas vezes desvalorizadas porque não se vê facilmente o lucro imediato. A economia é quem manda e é preciso dar-lhe atenção porque se assim não for ninguém se importará.
     Considero que deveria ser facilmente identificável o símbolo da Justiça de Fafe nas entradas principais da cidade. Uma espécie da figura do homem de capa preta quando se visita a Régua. Aproveitar as festas do concelho (16 de Maio) para construir um evento cultural que envolvesse a temática, por exemplo, uma espécie de ‘julgabestamento’ que seria resolvido ‘à paulada’ numa representação alegórica em praça pública.
     Neste julgamento da besta, estariam presentes as mais variadas temáticas: a subida das taxas, a fuga aos impostos, a discrepância entre ricos e pobres, a injustiça social… enfim, tudo o que coubesse num evento que de alguma forma pudesse envolver a população fortemente armada com a vara transformada em matéria leve.
     “Ridendum castigat mores” (A rir castigam-se os costumes!), afirmava Gil Vicente e, em Fafe, já se podia dizer que se faz justiça popular como em Guimarães se celebra o Pinheiro, no Porto o S. João e na Guarda se julga o pobre do Galo.
     O resultado parece óbvio: os escritores prepararão os textos, os atores a sua representação, as pessoas envolvem-se na festa, os comerciantes apressar-se-ão em conseguir elementos alusivos das mais variadas espécies, as televisões têm novidade, os forasteiros querem presenciar e Fafe fica a ganhar com a sua imagem de marca, porque “Com Fafe, Ninguém Fanfe”.

In Jornal Povo de Fafe (14/01/2016)

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

E já lá vão 4 anos


SOUSA, Pedro Miguel Teixeira,
A Obra Performativa de Armando Azevedo (Volumes I e II), Coimbra, 2011 (Tese de Mestrado apresentada à Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, UC Biblioteca Geral – cotas: 10-(1)-6-24-27 Vol. 1; 10-(1)-6-24-28 Vol. 2; CD-A-2375).

A 13 de Janeiro de 2012 defendia a tese de Mestrado "A Obra Performativa de Armando Azevedo". Um trabalho de pesquisa sobre a Arte da Performance e a sua importância na década que abrangeu o 25 de Abril. Há uma semana, 4 anos depois - assim de repente, sou contactado pela artista Vânia Robisco que me falou do projeto 'Arquitetura Atual da Cultura - AADK', patente em Portugal, Alemanhã e Espanha e vejo que a minha pesquisa começa a fazer novamente sentido.
AADK é um projeto artístico, mas também de pesquisa, experimentação e diálogo.
Inserido neste projeto, surge o "Reacting to time". Numa busca aos projetos originais, Vânia Robisco atualiza-os com a leitura atual e apresenta-os ao público.

Há projetos que são intemporais, este parece que é um deles!

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Coretos de Portugal


Não é um, são dois coretos que este Portugal ainda pouco conhece. Esta fotografia, ainda que bem identificada, é do enorme espólio de Jesus Martinho na página Fafe - Minha Terra. Ainda hoje são utilizados para eventos culturais, destacando-se as atuações no Carnaval e, mais ainda, a disputa das Bandas de Música na Festa de S. Francisco de Assis.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Por que é que defendo uma escola pública? Só por isto...

Porque continuo a acreditar que só assim é que os mais desfavorecidos têm a oportunidade de mostrarem as suas capacidades.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

A minha pátria é a língua portuguesa

A propósito da Língua Portuguesa, destaco a crónica de António Vilhena "O futuro morreu jovem". em particular o trecho: «Neste país, onde o que tem futuro morre jovem, onde o verniz serve para esconder os fungos das unhas, onde o embuste é premiado, onde a ética é vista como caligrafia dos fracos, sobra um mar de revolta e alguma aspereza.»
É tempo de agir!

O Associativismo Juvenil não diz que faz, faz mesmo!


«O Presidente da República recebeu, em audiência, a Direção da FNAJ. Entre outros assuntos, foram apresentadas as conclusões do 14º ENAJ - Encontro Nacional de Associações Juvenis, onde participaram mais de 1100 participantes de cerca de 230 associações de todos os Distritos do País e das Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores».
Esta nota, publicada na página do Facebook da FNAJ, é merecedora de atenção não só porque a Associação da qual faço parte como dirigente associativismo (CLUB ALFA) esteve representada, mas porque considero que é fundamental que o Associativismo Juvenil se afirme como uma verdadeira escola de cidadania e com isso contribua para uma sociedade mais fraterna, igual e livre.
O futuro das associações passa por uma responsabilização maior. Diria mesmo a nível profissional. É certo que já foi criada a figura do Técnico de Juventude, mas é preciso atribuir mais responsabilidades sociais às associações para que estas possam oferecer mais e melhores serviços.
As relações com os diferentes setores da sociedade são essenciais para que o mesmo possa vigorar. Mas é sobretudo a classe política que tem de olhar para as associações juvenis como entidades capazes de transformar o mundo futuro.
Insisto na necessidade de criar projetos maiores (Academias Juvenis, por exemplo), devidamente planeados, e que possam ser assinados contrato-programas com as associações que melhores condições apresentem, em cada município, para executar esses mesmos planos.
A Academia Juvenil nunca deverá perder a noção de educação não-formal, até porque a função é mesmo abranger todos aqueles que não se revêem, pelo menos numa fase inicial, em outras organizações mais formais.
Esta audiência dos dirigentes da FNAJ recebidos pelo Presidente da República pode representar o início de um longo caminho.