ESCRITA | ARTE | PUBLICAÇÕES | PROJETOS
sexta-feira, 8 de janeiro de 2016
Por que é que defendo uma escola pública? Só por isto...
Porque continuo a acreditar que só assim é que os mais desfavorecidos têm a oportunidade de mostrarem as suas capacidades.
quinta-feira, 7 de janeiro de 2016
A minha pátria é a língua portuguesa
A propósito da Língua Portuguesa, destaco a crónica de António Vilhena "O futuro morreu jovem". em particular o trecho: «Neste país, onde o que tem futuro morre jovem, onde o verniz serve para esconder os fungos das unhas, onde o embuste é premiado, onde a ética é vista como caligrafia dos fracos, sobra um mar de revolta e alguma aspereza.»
É tempo de agir!
É tempo de agir!
O Associativismo Juvenil não diz que faz, faz mesmo!
«O Presidente da República recebeu, em audiência, a Direção da FNAJ. Entre outros assuntos, foram apresentadas as conclusões do 14º ENAJ - Encontro Nacional de Associações Juvenis, onde participaram mais de 1100 participantes de cerca de 230 associações de todos os Distritos do País e das Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores».
Esta nota, publicada na página do Facebook da FNAJ, é merecedora de atenção não só porque a Associação da qual faço parte como dirigente associativismo (CLUB ALFA) esteve representada, mas porque considero que é fundamental que o Associativismo Juvenil se afirme como uma verdadeira escola de cidadania e com isso contribua para uma sociedade mais fraterna, igual e livre.
O futuro das associações passa por uma responsabilização maior. Diria mesmo a nível profissional. É certo que já foi criada a figura do Técnico de Juventude, mas é preciso atribuir mais responsabilidades sociais às associações para que estas possam oferecer mais e melhores serviços.
As relações com os diferentes setores da sociedade são essenciais para que o mesmo possa vigorar. Mas é sobretudo a classe política que tem de olhar para as associações juvenis como entidades capazes de transformar o mundo futuro.
Insisto na necessidade de criar projetos maiores (Academias Juvenis, por exemplo), devidamente planeados, e que possam ser assinados contrato-programas com as associações que melhores condições apresentem, em cada município, para executar esses mesmos planos.
A Academia Juvenil nunca deverá perder a noção de educação não-formal, até porque a função é mesmo abranger todos aqueles que não se revêem, pelo menos numa fase inicial, em outras organizações mais formais.
Esta audiência dos dirigentes da FNAJ recebidos pelo Presidente da República pode representar o início de um longo caminho.
Algo me diz que a coisa vai correr bem
Não sei porquê, mas estou cá com um pressentimento que a coisa vai correr mesmo bem. Sou pessoa de trabalho em equipa. Modéstia à parte, reconheço a capacidade da liderança, sobretudo da planificação e da gestão, mas sinto-me bem mais confiante com um grupo coeso quando se trata de avançar.
Os meus amigos, se verdadeiros, sabem que estou com eles até à morte. E quando abraçam comigo projetos... eh pá, ninguém nos derruba! Melhor, até pode derrubar, mas terá de vir lá do alto... P'rá frente é que é caminho!
Os meus amigos, se verdadeiros, sabem que estou com eles até à morte. E quando abraçam comigo projetos... eh pá, ninguém nos derruba! Melhor, até pode derrubar, mas terá de vir lá do alto... P'rá frente é que é caminho!
segunda-feira, 4 de janeiro de 2016
As Artes e o Desporto na Escola Pública
O Ministro da Educação, pode-se ler no Expresso, deu hoje sinal da sua existência e, ao que parece, há novidades a caminho. Numa demonstração clara do sistema de ensino, tendo escolhido uma escola em que as carências sociais são mais que evidentes, consegue-se aperceber o que realmente é preciso fazer para o sucesso escolar.
Levar os alunos às aulas é uma tarefa nada fácil. Ameaçar com cortes de bolsas ou subsídios nada resolve. É preciso trabalhar definitivamente a motivação e essa pode muito bem estar numa oferta diversificada nas áreas do desporto e das artes.
Da mesma forma com que se criaram condições para o ensino artístico especializado, pode-se também criar outras ofertas educativas, ou mesmo só disciplinas específicas, como o teatro, o surf, o ping pong, o bowling, o futebol, a pintura, a escultura, o desenho... para envolver mais os alunos em torno de algo que os motive. Construir equipas e avaliar o desenvolvimento cognitivo do atleta pode representar a preparação para um grande artista ou desportista.
Não se deve colocar de lado o ensino de bases de excelência como as línguas, a cultura, as matemáticas e as ciências, mas é preciso permitir aos educandos experimentar.
Possibilitar aos jovens uma educação em que estes testes as suas capacidades, dando-lhes ferramentas no campo físico e intelectual, irá representar uma maior dedicação à escola e com isso uma aproximação vocacional mais exata.
As ideias não estão erradas, vamos ver o que sai daí...
Levar os alunos às aulas é uma tarefa nada fácil. Ameaçar com cortes de bolsas ou subsídios nada resolve. É preciso trabalhar definitivamente a motivação e essa pode muito bem estar numa oferta diversificada nas áreas do desporto e das artes.
Da mesma forma com que se criaram condições para o ensino artístico especializado, pode-se também criar outras ofertas educativas, ou mesmo só disciplinas específicas, como o teatro, o surf, o ping pong, o bowling, o futebol, a pintura, a escultura, o desenho... para envolver mais os alunos em torno de algo que os motive. Construir equipas e avaliar o desenvolvimento cognitivo do atleta pode representar a preparação para um grande artista ou desportista.
Não se deve colocar de lado o ensino de bases de excelência como as línguas, a cultura, as matemáticas e as ciências, mas é preciso permitir aos educandos experimentar.
Possibilitar aos jovens uma educação em que estes testes as suas capacidades, dando-lhes ferramentas no campo físico e intelectual, irá representar uma maior dedicação à escola e com isso uma aproximação vocacional mais exata.
As ideias não estão erradas, vamos ver o que sai daí...
domingo, 3 de janeiro de 2016
Passagem de Ano no Multiusos, lembram-se do meu artigo?
Lembram-se da polémica com a tenda da passagem de ano em frente à Câmara? E do artigo que eu escrevi com uma solução? Fizeram como eu disse e já me disseram que foi um sucesso...
Deixo aqui para relembrar:
A Câmara de Fafe e a tenda da passagem de ano
Deixo aqui para relembrar:
A Câmara de Fafe e a tenda da passagem de ano
A polémica podia ter sido evitada? Podia!
Não era para me debruçar sobre este assunto, até porque acho que já causou alguma confusão e a mim, sinceramente, o que mais me parece neste caso é que faltou alguma ponderação.
Tive conhecimento do artigo do Notícias de Fafe e li o post do COMBOIOdefafe e respetivoscomentários. Para ser muito sincero, compreendo todas as partes e aceito-as com muita tranquilidade, acho mesmo que todas as partes envolvidas têm razão, o que me surge é uma ideia que poderia evitar todo este burburinho.
Ora vejamos onde reside o problema:
1 – Há uma queixa por causa de perturbações às pessoas aí moradoras;
2 - Câmara cobra dinheiro aos automobilistas mas não cobrou os dias que este parque esteve ocupado com uma tenda (é que não é só a noite que está em causa).
Agora vamos pensar em reformular isto tudo:
1 – A Câmara em vez de dar licença para montar a tenda, podia ter contratualizado pelo mesmo valor o espaço do Multiusos;
2 – Os vizinhos não eram incomodados;
3 – A Câmara recebia um valor que serviria para a manutenção do pavilhão e, mais importante do que isso, era mais uma atividade num espaço tão mal aproveitado;
4 – Os promotores do evento ainda tinham a possibilidade de aproveitar as alas superiores do pavilhão e disponibilizar umas mesas para quem quisesse uma passagem de ano com mais requinte e juntar a família e amigos (com alimentos preparados por um dos promotores - promoção);
5 – Com um bocadinho de sorte ainda se podia promover também os doces da região e o vinho espumante e assim é que se trabalharia para a promoção do turismo.
No início ainda pensei que a tenda pudesse trazer alguns dissabores para outros espaços que tinham também a passagem de ano como atividade a realizar, mas ao que assisti na Zona Bowling e ao que me falaram noutros espaços, tudo estava muito bem compostinho. Sendo que ao Bowling só lhe faltava arrebentar pelas costuras, por isso… o problema não foi dar prioridade a uns e não a outros, ainda que aqui concorde que há uma precedência aberta!
Apareçam mais iniciativas que Fafe precisa! Convinha era que fossem bem analisadas…
sábado, 26 de dezembro de 2015
Fafe ainda tem muito trabalho pela frente, mas só tem caminho para a frente, ok?
Respira-se
melhor em Fafe. Há ventos bem mais favoráveis na cidade. Mudar faz bem. Fafe
mudou e as pessoas, lentamente, estão a mudar também.
Sempre
defendi uma política para as pessoas. Uma política para todos. Basta juntar os
meus artigos desde o ano 2000 até 2015 e, sem qualquer dúvida, lá estará sempre
a mesma objetividade de pensamento. A política ou a gestão da pólis (cidade
estado) é dever de todos os cidadãos. A democracia é o poder do povo. Assim, na
sua origem, a política tem de orientar a ação do povo para o povo.
Finalmente,
temos um Município de portas abertas. Uma Câmara capaz de receber e ouvir as
mais distintas propostas. É fácil falar com o Presidente da Câmara e também
funciona do mesmo modo com alguns Vereadores. É verdade que ainda há muita
burocracia que precisa ser ultrapassada. Mas também é verdade que as coisas não
se mudam de uma só vez. E, na verdade, a mudança é sempre um dilema, mesmo que
seja para benefício de todos. As pessoas ficam tão acomodadas às rotinas que se
um requerimento deixa de ter uma linha para passar a ter um quadrado e escolher
a melhor opção, já é um caos.
Já
se ouvem alguns rumores relativos às próximas autárquicas. Entre mais ou menos
surpresas, há políticos que dão sinal de alguma aflição e nem se apercebem
disso. Há uns dias atrás participava numa reunião com políticos fafenses e
discutia-se a questão do ‘Orçamento Participativo’. Nas várias explicações
foram dizendo que só podiam ser candidatos ao projetos residentes ou
fafenses. Sendo a reunião informal (acho que até demais), deixei escapar que ‘o
Dr. Raúl não podia…’ Logo um político se pronunciou em defesa do líder e disse
‘mas pode mandar fazer’. Raúl Cunha, bem ao seu estilo, até porque já tínhamos
tido essa conversa antes, disse em tom de brincadeira: «eu costumo dizer que
nem em mim posso votar, mas dava muito jeito». Estes pormenores podem parecer
pouco importantes, mas revelam bem o nervoso miudinho que assombra o partido
socialista. Raúl Cunha veio trazer democracia a Fafe e muito mais ao PS.
Algumas juntas de freguesia ainda continuam a apoiar só quem lhes dá o voto ou
a arranjar favores aos familiares, mas Raúl Cunha abre as portas a toda a
gente.
Numa
entrevista recente ao anterior Edil, podia-se ler a indignação em saber que um
militante socialista foi aliciado para alinhar pelos independentes, mas não foi
isso que o seu partido fez durante décadas aos militantes e simpatizantes do PSD
e até do CDS para as juntas?
Há
uma marca que separa a política em Fafe antes e depois de Raúl Cunha. Sem
dúvida. Sinceramente, acho que há duas opções para o futuro: Raúl Cunha reforça
a liderança com mentalidades mais ao seu estilo ou precisamos de um novo
Presidente que no dia a seguir às eleições consiga abrir as portas da Câmara a
todas as propostas e, depois de análise, saiba escolher as melhores.
Fafe
não pode regressar mais ao passado!
As
políticas de agora em diante terão de ser devidamente planeadas. Unir esforços
entre Associações, Escolas e Autarquia será uma mais-valia na Educação,
Cultura, Deporto e Juventude. A ação conjunta levará a que cada um seja o
complemento do outro. A Escola trabalha a instrução, a Autarquia cria condições
logísticas e o Associativismo oferece a produção cultural, artística e
desportiva, onde se pode colocar em prática a aprendizagem da Escola e utilizar
o palco do Município. Juntar forças entre Associações Empresariais, Município e
IEFP também representará uma melhor articulação na luta contra o desemprego ou
mesmo na criação de propostas de promoção de iniciativas que promovam a
exportação da marca Fafe.
O
caminho ainda é longo. É possível chegar lá. Haja vontade…
Note-se,
aqui e agora, que os meus escritos nunca pretenderam ser lei, muito pelo
contrário, sou Professor e habituei-me à linguagem da construção crítica. Os
meus alunos, depois de conhecerem as matérias, são obrigados a tomar posições
sobre os assuntos abordados e optar por si mesmos depois da troca de ideias. Nos
meus artigos procuro seguir os mesmos critérios. Os leitores têm sempre a
última palavra.
A
todos, um Feliz 2016.
Pedro Sousa
sexta-feira, 27 de novembro de 2015
Um Governo quê? Da preferência da maioria?
Agora que as birras estão a acalmar, importa deixar dois pensamentos:
1 - Humildade!
Quem hoje manda, amanhã será mandado, nem que seja para o 'caralho!'
2 - Governo de preferência da maioria dos portugueses?
Não me parece. É que não sei se repararam, mas o PS não ganhou mesmo as eleições. A coligação PàF foi a mais votada... Dizer que juntos (PS, CDU e BE) têm mais votos? Aí é verdade! Mas seguindo esta ordem de ideias, o Governo seria preferência se fosse constituído por elementos dos três partidos... o que não é!
O que podemos aceitar, facilmente, é como diz o Psicólogo Rocha "Governo da preferência da maioria Parlamentar".
Aqui, a conversa já é outra!
1 - Humildade!
Quem hoje manda, amanhã será mandado, nem que seja para o 'caralho!'
2 - Governo de preferência da maioria dos portugueses?
Não me parece. É que não sei se repararam, mas o PS não ganhou mesmo as eleições. A coligação PàF foi a mais votada... Dizer que juntos (PS, CDU e BE) têm mais votos? Aí é verdade! Mas seguindo esta ordem de ideias, o Governo seria preferência se fosse constituído por elementos dos três partidos... o que não é!
O que podemos aceitar, facilmente, é como diz o Psicólogo Rocha "Governo da preferência da maioria Parlamentar".
Aqui, a conversa já é outra!
Subscrever:
Mensagens (Atom)
