sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Passos não percebeu o que eu disse há um mês, só pode!

Ó Pá, vê lá se te orientas!
Eu escrevi no dia 13 de Outubro «… o que António Costa anda a fazer é legítimo. Está contemplado na constituição. Se há alguma coisa errada, então mude-se primeiro a Constituição!»
Mas, vamos agir como deve ser, ou seja, não é agora que se deve mudar a Constituição só porque já não serve… isso ou era antes ou depois de serenar as coisas. Se bem que eu continuo a achar que neste aspeto não tem de mudar nada. O que tem de mudar é a atitude dos políticos e perceber de uma vez por todas que o Povo é que mais ordena.
Continuo a considerar que o Partido mais votado deve governar! Mas depois disto, todos ficámos a saber que as coisas já não serão mais assim e… sabem que mais… ainda bem!
Os políticos perdem com maior facilidade o poleiro se ‘se armam aos cágados’ e o Povo começa a pensar duas vezes antes de eleger alguém…
E, ó Passos, acho que deves continuar as sessões de esclarecimento que iniciaste pelo país… mas sem birras, ok?

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

O país neste impasse tem benefícios

Começo a acreditar que este é um bom momento na política nacional.
1 - Ouve-se falar mais nas propostas dos partidos do que em tempo de eleições;
2 - Todos prometem um futuro risonho: uns querem devolver dinheiro outros baixar impostos...
QUE MARAVILHA!
Até parece período de férias...
Será que podiam adiar a tomada de posse para Setembro de 2016?

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Este ano foi mais fácil colocar os professores do que os políticos

Este ano não está fácil dar início aos trabalhos na Assembleia da República! E, pelos vistos, o Governo corre sérios riscos de ser substituído já no primeiro mês, o que não constituirá problema para voltar a ser chamado, visto que se trata da primeira colocação após os resultados e pode ser denunciada.
Claro que estamos à espera que volte para a 'Bolsa de Recrutamento'. Depois, ou entra na BCE ou em Oferta de Escola... se tiver oportunidade, ou seja, se não estiver ninguém com maior graduação, obviamente!
Estas colocações são mesmo uma chatice, mas é assim enquanto não mudarem as regras!

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

É legítimo?

Já há Governo. Finalmente. À primeira vista até parece tudo voltar ao normal, não fossem as notícias hora a hora de quem viaja de automóvel e ter por hábito fazer-se acompanhar pela emissão da rádio. Passos Coelho foi indigitado Primeiro-ministro e, assim, deve continuar até novas eleições ou alguma força em contrário.
A maioria dos votantes elegeu a Coligação. Goste-se ou não, teve a maioria dos votos. Também sei que a constituição permite que se juntem as forças menos votadas e se predisponham a formar governo, contudo, independentemente de contas e continhas, haverá sempre uma coligação mais votada.
Estas eleições são um marco importante na história da democracia. Abriu definitivamente um precedente com a nova postura dos partidos da esquerda em construir alianças, o que vejo com bons olhos desde já e sei que vai fazer com que as crispações no futuro sejam muito mais moderadas.
A partir de agora, todos podem fazer parte do governo e isso vai obrigar a que haja mais humildade dos políticos, porque hoje podem mandar e já amanhã serem mandados.
Discute-se nas diferentes cores políticas distritais os cargos para IEFP, IPDJ, Segurança Social… o que significa que em causa não está só a eleição de um governo, mas tudo o que isso representa. Seja quem for para o Governo, há já muitos ‘tachos’ para distribuir… e isso aguça o apetite! Se assim não fosse, nem um terço destas questões estaria em causa e já havia governo há muito…
A política precisa de renovação e, muito sinceramente, acho que isso já começa a verificar-se. Nada será como até aqui!
No final, deste jogo, só para nós que ninguém nos ouve, António Costa pode não sair muito bem. É que se não aprovar o programa do governo, com a abstenção, e se prontificar com o BE e a CDU em formar governo, as coisas podem não correr bem e aí… o povo não vai perdoar e, internamente, acho que também não! Se constituírem governo, terão de rezar todos os dias para que tudo corra pelo melhor…
Seja como for, ainda tenho sérias dúvidas que o Presidente da República passe logo para essa hipótese!

A ver vamos!

sábado, 24 de outubro de 2015

Fafe não serviu de exemplo à formação de Governo

Será que a coligação em Fafe chegou ao conhecimento de Passos coelho e de António Costa?
Há dois anos atrás escrevia a minha tomada de posição relativamente à coligação que se estabelecia entre o PS e o PSD em Fafe. Não estava de acordo, inicialmente, mas não me foi dada a hipótese de demonstrar isso antes de estar tudo acordado entre as partes. Não conheço os contornos socialistas, mas do lado da social democracia a comissão política concelhia optou por negociar o acordo sem consultar o plenário.
Já de mãos dadas, eis que surge o plenário e foi aí que demonstrei a minha tomada de posição:
1 – “Estabelecer acordo sem a consulta prévia do plenário foi um erro.”
Na minha ótica, devia ter sido feita a consulta ao plenário e, democraticamente, seria feita a vontade da maioria. Eu sabia que iria ficar exatamente como está (neste momento), mas pelo menos era dada a voz aos militantes que também serviram para ajudar na eleição de 2 vereadores.
2 – “Desacordo com a coligação porque a política seguida pelo PS Fafe não asseguravam que todos os fafenses fossem tratados por igual.”
O protecionismo e caciquismo eram mais que evidentes... E, na verdade, a maior parte dos membros transitaram do anterior executivo.
A coligação avançou e, já me referi também a esse assunto, Raúl Cunha começa a mostrar atitudes mais democráticas do que até então. A sua política é virada para Fafe e os Fafenses e há abertura do Município para além dos socialistas. É verdade que só iniciou, mas isso já demonstra vontade de alguma mudança…
Eis que o modelo de Fafe, coligação PS e PSD, começa a ser muito badalado nos discursos políticos. Era tão bom, diziam, que até era discutido lá para Lisboa…
Oh terrinha…
Claro que passar esta mensagem era bom para os intervenientes, sobretudo para justificar o compromisso assumido, mas chegar ao ponto de querer associar esta ideia ao país, alto e para o baile! É óbvio que importa que se entendam em Fafe, mas ponto! Começa e acaba aí!
Se dúvidas existiam, essas estão dissipadas. Em nenhum momento Passos Coelho se referiu ao exemplo de Fafe e… António Costa nem tão pouco deu espaço para abertura a esse entendimento!

Ora bem, o Governo ainda não foi apresentado, tudo pode ser possível até lá! Continuar assim é que me parece prejudicial ao país...


terça-feira, 13 de outubro de 2015

António Costa está a fazer o que a Constituição lhe permite

Por um se ganha e por um se perde

A novela anda animada. Uma reunião aqui, outra acolá… faz-me lembrar quando um gajo quer comprar um carro novo. Primeiro escolhe-se o carro, depois percorrem-se os stands da própria marca para ver quem dá mais (desconto à compra).
No início, acreditava que António Costa andava a juntar munições junto do BE e da CDU para conseguir ganhar a batalha à Coligação. Não para ser indigitado Primeiro Ministro, mas para obrigar a Coligação a aceitar as suas propostas. Hoje não me parece tanto isso…
Primeiro, para que fique claro, o que António Costa anda a fazer é legítimo. Está contemplado na constituição. Se há alguma coisa errada, então mude-se primeiro a Constituição!
Segundo, parece-me bem que Costa reúna as tropas no Largo do Rato e, democraticamente, assumam uma posição. Parecia-me mal era se o Costa fizesse isso sozinho ou com dois ou três.
Terceiro, vejo que estas eleições serão um marco histórico pela abertura do BE e da CDU, coisa que até agora nem se imaginava.
Quarto, e para concluir, continuo a achar que quem deve governar é a Coligação, porque foi a mais votada. É evidente que terá de saber negociar muito bem, mas será fácil, até porque Passos Coelho já demonstrou que tem firmeza noutras circunstâncias, como foi a demissão ‘irrevogável’ do Portas…
Já António Costa, não me parece que estará em bons lençóis. Ele tinha a obrigatoriedade de ganhar. Não achei piada nenhuma ao que fez ao seu camarada Tozé. Se queria ser candidato, deixava António José Seguro cumprir o seu mandato e candidatava-se a seguir… não com facadas nas costas! Mas, vá…, esta posição tenho-a há anos em relação a muita coisa… Se António Costa se colocar em bicos de pé para ser Primeiro Ministro, terá muitas dificuldades quer na sua legitimidade popular quer dentro do seu próprio partido.
Saber perder é tão importante como saber ganhar!

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Clube de Leitura Teatral


O Espetáculo vai começar! Por favor, desliguem os telemóveis.
Não se ouviu esta frase. Também nenhum telemóvel tocou. O público parece já acostumado. Ou então é tão pobre que até os telemóveis têm medo de tocar para não gastar bateria. Na verdade, nenhum telemóvel tocou. Parecia que não havia mundo lá fora. Os Leitores/Atores ou Atores/Leitores ou simplesmente aqueles que se prontificaram em agarrar no texto e preparar esta primeira sessão das leituras encenadas foram magníficos. Ricardo Correia recorre ao texto de Luíz Pacheco ("Cá em casa a nossa cama é a nossa liberdade imediata. Tem os nomes que quiserem.") e transforma-o em dramaturgia. O público não teve lugar na plateia. O público éramos nós. Espetadores/Atores sentados ali. Mesmo ali naqueles colchões do princípio ao fim. Naquela cama estavam todos. Entre movimentos mais e menos apressados. Encontrões tão normais de quem está numa cama. Todos cabiam naquele espaço tão minúsculo mas ao mesmo tempo tão livre. Ali, mesmo ali, cabiam todos os sonhos do mundo.
Depois do espetáculo, há sempre um momento de partilha e análise. Às vezes precisamos mais de ouvir do que falar. Ontem foi assim para mim. Fiquei a pensar no espetáculo. Na brilhante condução performativa de Ricardo Correia. Dei por mim, ainda no espetáculo, a pensar ‘… nem parece que estão a ler.’
Hoje, depois de alguma reflexão, gostava de salientar duas questões:
1 – A arte muda claramente a forma de ver o mundo;
2 – A Escola tem de abrir as portas ao mundo artístico. Os Professores precisam de ser libertados da burocracia dos papéis e viver mais estes momentos. Um aluno, mesmo o mais distraído, iria gostar muito mais de analisar um texto sentado num colchão, por mais roto que estivesse, do que na sua secretária chata e maçuda.
A Escola precisa ser reinventada. Este Clube de Leitura tem a receita.

TAGV e d’A Escola da Noite
Clube de Leitura Teatral
dirigido por Ricardo Correia e António Augusto Barros
Texto Sessão 1 - Luíz Pacheco: "Cá em casa a nossa cama é a nossa liberdade imediata. Tem os nomes que quiserem."
Fotografias de Cláudia Morais
ENTRADA LIVRE