Começo a acreditar que este é um bom momento na política nacional.
1 - Ouve-se falar mais nas propostas dos partidos do que em tempo de eleições;
2 - Todos prometem um futuro risonho: uns querem devolver dinheiro outros baixar impostos...
QUE MARAVILHA!
Até parece período de férias...
Será que podiam adiar a tomada de posse para Setembro de 2016?
ESCRITA | ARTE | PUBLICAÇÕES | PROJETOS
quinta-feira, 5 de novembro de 2015
quarta-feira, 4 de novembro de 2015
Este ano foi mais fácil colocar os professores do que os políticos
Este ano não está fácil dar início aos trabalhos na Assembleia da República! E, pelos vistos, o Governo corre sérios riscos de ser substituído já no primeiro mês, o que não constituirá problema para voltar a ser chamado, visto que se trata da primeira colocação após os resultados e pode ser denunciada.
Claro que estamos à espera que volte para a 'Bolsa de Recrutamento'. Depois, ou entra na BCE ou em Oferta de Escola... se tiver oportunidade, ou seja, se não estiver ninguém com maior graduação, obviamente!
Estas colocações são mesmo uma chatice, mas é assim enquanto não mudarem as regras!
Claro que estamos à espera que volte para a 'Bolsa de Recrutamento'. Depois, ou entra na BCE ou em Oferta de Escola... se tiver oportunidade, ou seja, se não estiver ninguém com maior graduação, obviamente!
Estas colocações são mesmo uma chatice, mas é assim enquanto não mudarem as regras!
sexta-feira, 30 de outubro de 2015
É legítimo?
Já há Governo. Finalmente.
À primeira vista até parece tudo voltar ao normal, não fossem as notícias hora
a hora de quem viaja de automóvel e ter por hábito fazer-se acompanhar pela
emissão da rádio. Passos Coelho foi indigitado Primeiro-ministro e, assim, deve
continuar até novas eleições ou alguma força em contrário.
A maioria dos votantes
elegeu a Coligação. Goste-se ou não, teve a maioria dos votos. Também sei que a
constituição permite que se juntem as forças menos votadas e se predisponham a
formar governo, contudo, independentemente de contas e continhas, haverá sempre
uma coligação mais votada.
Estas eleições são um
marco importante na história da democracia. Abriu definitivamente um precedente
com a nova postura dos partidos da esquerda em construir alianças, o que vejo
com bons olhos desde já e sei que vai fazer com que as crispações no futuro sejam
muito mais moderadas.
A partir de agora, todos
podem fazer parte do governo e isso vai obrigar a que haja mais humildade dos
políticos, porque hoje podem mandar e já amanhã serem mandados.
Discute-se nas diferentes
cores políticas distritais os cargos para IEFP, IPDJ, Segurança Social… o que
significa que em causa não está só a eleição de um governo, mas tudo o que isso
representa. Seja quem for para o Governo, há já muitos ‘tachos’ para distribuir…
e isso aguça o apetite! Se assim não fosse, nem um terço destas questões
estaria em causa e já havia governo há muito…
A política precisa de
renovação e, muito sinceramente, acho que isso já começa a verificar-se. Nada
será como até aqui!
No final, deste jogo, só
para nós que ninguém nos ouve, António Costa pode não sair muito bem. É que se
não aprovar o programa do governo, com a abstenção, e se prontificar com o BE e
a CDU em formar governo, as coisas podem não correr bem e aí… o povo não vai
perdoar e, internamente, acho que também não! Se constituírem governo, terão de
rezar todos os dias para que tudo corra pelo melhor…
Seja como for, ainda tenho
sérias dúvidas que o Presidente da República passe logo para essa hipótese!
A ver vamos!
sábado, 24 de outubro de 2015
Fafe não serviu de exemplo à formação de Governo
Será que a coligação em Fafe chegou ao conhecimento de
Passos coelho e de António Costa?
Há dois anos atrás escrevia a minha tomada de posição
relativamente à coligação que se estabelecia entre o PS e o PSD em Fafe. Não
estava de acordo, inicialmente, mas não me foi dada a hipótese de demonstrar
isso antes de estar tudo acordado entre as partes. Não conheço os contornos
socialistas, mas do lado da social democracia a comissão política concelhia
optou por negociar o acordo sem consultar o plenário.
Já de mãos dadas, eis que surge o plenário e foi aí que
demonstrei a minha tomada de posição:
1 – “Estabelecer acordo sem a consulta prévia do plenário
foi um erro.”
Na minha ótica, devia ter sido feita a consulta ao
plenário e, democraticamente, seria feita a vontade da maioria. Eu sabia que
iria ficar exatamente como está (neste momento), mas pelo menos era dada a voz
aos militantes que também serviram para ajudar na eleição de 2 vereadores.
2 – “Desacordo com a coligação porque a política seguida
pelo PS Fafe não asseguravam que todos os fafenses fossem tratados por igual.”
O protecionismo e caciquismo eram mais que evidentes... E, na verdade, a maior parte dos membros
transitaram do anterior executivo.
A coligação avançou e, já me referi também a esse assunto, Raúl Cunha começa a mostrar atitudes mais democráticas do que até
então. A sua política é virada para Fafe e os Fafenses e há abertura do
Município para além dos socialistas. É verdade que só iniciou, mas isso já
demonstra vontade de alguma mudança…
Eis que o modelo de Fafe, coligação PS e PSD, começa a
ser muito badalado nos discursos políticos. Era tão bom, diziam, que até era
discutido lá para Lisboa…
Oh terrinha…
Claro que passar esta mensagem era bom para os
intervenientes, sobretudo para justificar o compromisso assumido, mas chegar ao
ponto de querer associar esta ideia ao país, alto e para o baile! É óbvio que
importa que se entendam em Fafe, mas ponto! Começa e acaba aí!
Se dúvidas existiam, essas estão dissipadas. Em nenhum
momento Passos Coelho se referiu ao exemplo de Fafe e… António Costa nem tão
pouco deu espaço para abertura a esse entendimento!
Ora bem, o Governo ainda não foi apresentado, tudo pode ser possível até lá! Continuar assim é que me parece prejudicial ao país...
quinta-feira, 15 de outubro de 2015
terça-feira, 13 de outubro de 2015
António Costa está a fazer o que a Constituição lhe permite
Por um se ganha e por um
se perde
A novela anda animada.
Uma reunião aqui, outra acolá… faz-me lembrar quando um gajo quer comprar um
carro novo. Primeiro escolhe-se o carro, depois percorrem-se os stands da
própria marca para ver quem dá mais (desconto à compra).
No início, acreditava que
António Costa andava a juntar munições junto do BE e da CDU para conseguir ganhar
a batalha à Coligação. Não para ser indigitado Primeiro Ministro, mas para
obrigar a Coligação a aceitar as suas propostas. Hoje não me parece tanto isso…
Primeiro, para que fique
claro, o que António Costa anda a fazer é legítimo. Está contemplado na
constituição. Se há alguma coisa errada, então mude-se primeiro a Constituição!
Segundo, parece-me bem
que Costa reúna as tropas no Largo do Rato e, democraticamente, assumam uma
posição. Parecia-me mal era se o Costa fizesse isso sozinho ou com dois ou
três.
Terceiro, vejo que estas
eleições serão um marco histórico pela abertura do BE e da CDU, coisa que até
agora nem se imaginava.
Quarto, e para concluir, continuo
a achar que quem deve governar é a Coligação, porque foi a mais votada. É
evidente que terá de saber negociar muito bem, mas será fácil, até porque
Passos Coelho já demonstrou que tem firmeza noutras circunstâncias, como foi a
demissão ‘irrevogável’ do Portas…
Já António Costa, não me
parece que estará em bons lençóis. Ele tinha a obrigatoriedade de ganhar. Não
achei piada nenhuma ao que fez ao seu camarada Tozé. Se queria ser candidato,
deixava António José Seguro cumprir o seu mandato e candidatava-se a seguir…
não com facadas nas costas! Mas, vá…, esta posição tenho-a há anos em relação a
muita coisa… Se António Costa se colocar em bicos de pé para ser Primeiro
Ministro, terá muitas dificuldades quer na sua legitimidade popular quer dentro
do seu próprio partido.
Saber perder é tão
importante como saber ganhar!
quarta-feira, 7 de outubro de 2015
Clube de Leitura Teatral
O Espetáculo vai começar! Por favor, desliguem os telemóveis.
Não se ouviu esta frase. Também nenhum telemóvel tocou. O público parece
já acostumado. Ou então é tão pobre que até os telemóveis têm medo de tocar
para não gastar bateria. Na verdade, nenhum telemóvel tocou. Parecia que não
havia mundo lá fora. Os Leitores/Atores ou Atores/Leitores ou simplesmente
aqueles que se prontificaram em agarrar no texto e preparar esta primeira
sessão das leituras encenadas foram magníficos. Ricardo Correia recorre ao
texto de Luíz Pacheco ("Cá em casa a nossa
cama é a nossa liberdade imediata. Tem os nomes que quiserem.") e
transforma-o em dramaturgia. O público não teve lugar na plateia. O público
éramos nós. Espetadores/Atores sentados ali. Mesmo ali naqueles colchões do
princípio ao fim. Naquela cama estavam todos. Entre movimentos mais e menos
apressados. Encontrões tão normais de quem está numa cama. Todos cabiam naquele
espaço tão minúsculo mas ao mesmo tempo tão livre. Ali, mesmo ali, cabiam todos
os sonhos do mundo.
Depois do espetáculo, há sempre um momento de
partilha e análise. Às vezes precisamos mais de ouvir do que falar. Ontem foi
assim para mim. Fiquei a pensar no espetáculo. Na brilhante condução
performativa de Ricardo Correia. Dei por mim, ainda no espetáculo, a pensar ‘… nem parece que
estão a ler.’
Hoje, depois de alguma reflexão, gostava de
salientar duas questões:
1 – A arte muda claramente a forma de ver o mundo;
2 – A Escola tem de abrir as portas ao mundo
artístico. Os Professores precisam de ser libertados da burocracia dos papéis e
viver mais estes momentos. Um aluno, mesmo o mais distraído, iria gostar muito
mais de analisar um texto sentado num colchão, por mais roto que estivesse, do
que na sua secretária chata e maçuda.
A Escola precisa ser reinventada. Este Clube de
Leitura tem a receita.
TAGV e d’A
Escola da Noite
Clube de
Leitura Teatral
dirigido por
Ricardo Correia e António Augusto Barros
Texto Sessão 1 - Luíz Pacheco: "Cá
em casa a nossa cama é a nossa liberdade imediata. Tem os nomes que
quiserem."
Fotografias de Cláudia Morais
ENTRADA LIVRE
sexta-feira, 2 de outubro de 2015
As caravanas estão quase a estacionar
A campanha termina hoje. Amanhã é dia de reflexão. Domingo são eleições. Na segunda é
preciso arrumar a propaganda, até porque está já à porta uma outra eleição.
Todas as campanhas são
alvo de muitas análises e estudos. A coloquialidade no discurso. A apresentação
física dos candidatos. Os cartazes. Os debates. A prestação dos aparelhos
partidários. Enfim… há muito em jogo e o marketing tem de ser visto ao
pormenor.
Numa análise, muito pouco
cuidada, confesso, aos principais elementos destas legislativas, há três pontos
que merecem atenção:
1 – A prestação da
Coligação PSD/CDS começa com alguns tropeços mas vai de forma crescente.
Recorrer ao passado, a um assunto que muita dor de cabeça deu aos portugueses,
não foi de todo inteligente. Quem trouxe ou deixou de trazer a ‘troika’ já não
importa mais… até porque há responsabilidades dos dois partidos mais votados na
Assembleia da República… o que importa é não se voltar a fazer o mesmo e para
isso, o que agora está em questão, é o futuro que importa discutir. Aqui o PS
ganha pontos, porque Passos não largava o assunto. Costa soube muito bem
aproveitar isso. Já o debate da rádio vira as coisas. Passos pega em assuntos
quentes como a Segurança Social e Costa não está preparado à altura para
responder. Este momento vem dar novo alento à Coligação e, a partir daí, foi só
somar… claro que tudo isto deve-se a muito trabalho na comunicação partidária... se atentarmos sobretudo nas Redes Sociais, esta foi muito bem trabalhada!
2 – Na coligação e nos partidos
menos votados (CDU, BE, Livre, PDR) é importante destacar sobretudo a figura de Jerónimo de Sousa, o seu tom combativo mas ao mesmo tempo bem firmado, como é
apanágio do PCP, e a transmissão de confiança. Jerónimo de Sousa, o avozinho da
política portuguesa, portou-se como um verdadeiro Ancião. O Chefe. O homem mais
velho da tribo portuguesa. Marinho e Pinto ainda tentou o seu discurso
característico, mas nestas eleições as pessoas votam por distrito… não são as
europeias… Julgo que se devia ter candidatado por Lisboa, se é que queria mesmo
ser eleito, ainda que o PDR tem mais a ganhar se conseguir um ou dois deputados
que não sejam Marinho e Pinto, porque assim poderá ter voz na Assembleia e no
Parlamento Europeu. Se o conseguir é uma grande vitória. O Livre foi
inteligente ao falar na união da esquerda. Mostra a abertura que nunca
aconteceu até agora nos partidos mais à esquerda. Por fim, o BE é a surpresa
mais agradável nesta campanha.
3 – O BE surpreendeu-me.
Diria antes, Catarina Martins é uma grande e agradável surpresa. A mulher preparava-se
muito bem para os debates. Rodeou-se ainda melhor com as suas camaradas. O BE
conseguiu mostrar a tal renovação que procuravam.
Domingo há eleições. Vamos votar. Há mais partidos e movimentos para além dos que estão aqui... mas se não servirem, o voto em branco também tem significado. Mas votar significa que queremos continuar a ter voz... 'continuar na mesma e são todos iguais' não serve de argumento, até porque o voto é individual... cada um pode e deve usá-lo como muito bem entende!
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