sábado, 15 de agosto de 2015

A força do (A)Mar


Esta é uma época excelente do ano. Não quer dizer que as outras não sejam, mas esta é especial. Tudo à volta parece parar. A azáfama do dia-a-dia não importa mais. Os problemas ficam estacionados. Uma ou outra notícia que ouvimos aqui e ali, mas nada importa mais do que o Mar. Mas o mar no seu todo. A praia mais propriamente. A areia e as ondas do mar. O sabor é intenso. “Sou um guardador de rebanhos, os meus rebanhos são pensamentos e os meus pensamentos são todos sensações”…
É verdade que isto não resolve os contratempos da vida, mas acalma-os… não fosse o som calmo das ondas o mais perfeito dos remédios naturais.
Ao mesmo tempo, enquanto a acalmia nos estrutura o pensamento, surge a perfeita noção dos nossos atos, das lutas que teremos de travar para conseguir fazer com que a nossa vida faça sentido e a nossa existência seja uma marca na história da humanidade. Não são os nossos bustos erigidos que procuramos para as praças, nem tão pouco livros de memórias dos nossos feitos, mas são a presença e a verdade da nossa existência.
Mais do que escrever um livro, importa viver o livro. Mais do que plantar uma árvore, é preciso tratar dessa árvore. Mais do que fazer um filho, é obrigatório amar o filho.


sábado, 25 de julho de 2015

Somos mais fortes


Mais do que uma casa, Somos a Casa. Casa da Praça que olha do alto as tradições em alvoroço. Somos a Casa que acolhe sem perguntar se tem dinheiro porque há sempre lugar para mais um e a refeição é por nossa conta. Somos a Casa que recebeu milhares de forasteiros. Somos a Casa que abriga. Somos a Casa que… de lágrimas nos olhos já mal me deixa ver o que escrevo… porque a tempestade não nos derrubou, mas uniu com unhas e dentes as tantas gerações que por lá passaram. Somos aquilo que se chama família. Somos aquilo que se chama amizade. Somos tudo o que representa a tradição de uma Universidade que às vezes tão pouco sabe apreciar na prática o que apregoa nas aulas ornamentadas de teoria.
Hoje não estou lá… na Casa. Mas também sou um pedaço dessa Casa. A Casa que o Zé Manel, o Nelo ou o Fafe me levou a conhecer. Não estou lá, mas a Casa está cá… Porque eu… Sou da Praça. Sou da República da Praça!

Quando tudo acabar… quando não existir mais nenhuma razão aparente para eu voltar àquela cidade que me acolheu de braços abertos… quando Coimbra me deixar partir de vez… eu continuarei a ter uma Casa para me fazer voltar… 

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Tomada de posse

AKTO - Direitos Humanos e Democracia

Mais um desafio em prol de causas humanas. Causas bem fortes estas. Causas em que estará em questão o apoio a situações dramáticas como o tráfico humano ou a própria falta de democracia...
Nascida em Coimbra, esta Organização Não Governamental tem o mundo como destino. No meio de tanta trapalhada social, ainda há pessoas que abraçam causas e, com a energia que as caracteriza, arrastam outras para essas missões humanistas.
Para mim, que fui arrastado, será uma aprendizagem, mas já é gratificante só pelo facto de ter o privilégio de estar junto a pessoas com espírito solidário.

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Aprender a pensar - O que os políticos não querem na Educação

São muitos. Talvez todos. Os políticos que adoram dizer a palavra 'empreendedorismo' e também os há que dizem 'criatividade'. Usem e abusem disso...
Olho para esta publicação "Aprender a pensar" e dá-me cá uma revolta quando observo o país. Ainda estamos muito agarrados aos livros de Salazar, não estamos?
Pois é, é tudo muito bonito e tal, mas quando se trata de educação, o melhor, pensam eles e não dizem, é melhor não deixar com que os meninos pensem muito, porque se pensarem os seus lugarejos vão à vida... E, claro está, a Assembleia da República deixava de ser o lugar mais monárquico de Portugal.
A Cultura Clássica pode ajudar a resolver este problema...

«Educai as crianças e não será preciso castigar os homens»
Pitágoras

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Revista alfa | Edição 7


EDITORIAL

ACADEMIA CLUB ALFA

Agora sim! A estrutura está verdadeiramente montada. Estamos atentos a todos os projetos que possam contribuir para a formação de jovens e construção humana de mulheres e homens.
O CLUB ALFA pensa a sociedade num todo. Após diversas análises sociais, temos verificado que cada entidade trabalha no ‘seu quintal’ e acreditamos que se existisse uma sintonia nas ações, seriam sempre as pessoas a ganhar.
Escolas, Autarquias e Associativismo têm de articular esforços. Ser o complemento uns dos outros. A Academia Club Alfa (www.academiaclubalfa.pt.vu), é uma estrutura pedagógica pensada para unir os diferentes polos.
O CLUB ALFA é uma associação juvenil, uma entidade privada sem fins lucrativos, e tem por missão, como definem os seus Estatutos, “Promover a formação dos jovens, tendo em vista a sua integração social; Promover o intercâmbio e cooperação com associações e organismos nacionais e estrangeiros que prossigam os mesmos objetivos.”
Para levar a cabo a missão a que se propôs, o CLUB ALFA, uma instituição ao serviço da comunidade, criou a ACADEMIA CLUB ALFA de forma a responder às reais necessidades da população em geral, nomeadamente aos cidadãos mais desfavorecidos, atenuando desta forma as assimetrias ainda evidentes. 
O momento atual obriga a reinventar novas formas de atuação face às demais necessidades impostas pela rápida transformação social, nesse sentido surgem propostas de intervenção, que se afirmarão como uma alavanca na formação de novos públicos, com a intenção de oferecer através do conhecimento a ferramenta ideal para a era da criatividade mas tendo sempre o humanismo como pilar principal.
A ACADEMIA CLUB ALFA, consciente dessa rápida transformação social, através de um plano de atividades centrado na sã convivência, procura oferecer aos academistas atividades que visem: Estimular a sensibilidade e a criatividade; Promover a autoconfiança; Promover o desenvolvimento motor, psicomotor e intelectual; Estimular o trabalho em equipa; Consciencializar a relação do indivíduo com o mundo exterior/sociedade.
 A “ACADEMIA CLUB ALFA” coloca ao serviço da população, sobretudo da mais jovem, o “Mundo Aventura” (Atividades lúdicas), a ‘Escola de Artes e Performance’ (Atividades Educativas: Cursos livres, Workshops, Clubes culturais, artísticos e recreativos…), a ‘Escola de Desporto’ (Futsal, BTT, Bowling, Zumba, Kuduro…) e o ‘Campo de Férias do Club Alfa’.
Este projeto surge porque acreditamos que as associações têm de oferecer aos jovens muito mais do que futebol, não descorando esta modalidade, mas há muitos mais jovens sem nenhuma atividade só porque o futebol é limitado quanto ao número de pessoas. Se pensamos nas raparigas não temos quase nada para oferecer. O IPDJ e a Secretaria de Estado da Juventude terão de ser sensibilizados para isso. As IPSS têm creches, infantários e lares. As escolas o ensino. As associações Juvenis podem assumir um papel de educação não-formal com o Governo de Portugal e implementar um projeto de construção da pessoa assente na arte, cultura e desporto como complemento à escola e com isto estaremos, certamente, a contribuir para a cidadania, a cultura e a vida saudável.


terça-feira, 2 de junho de 2015

O interesse de uma Escola não pode ser mais do que a formação do aluno

A Faculdade de Letras de Universidade de Coimbra até poderá ter muitos defeitos, mas no que toca a formar profissionais para o ensino, a coisa aí é de se tirar o chapéu. O aluno está em primeiro lugar. Independentemente do seu nível de aquisição de conhecimento (alto, médio ou baixo), importa que o Professor consiga, reinventando tantas vezes, a melhor estratégia para que as barreiras sejam ultrapassadas e o educando encontre a motivação para prosseguir no trilho do sucesso.
Às vezes não é nada fácil! Há situações que não vêm nos livros. Há atropelos ao funcionamento do ensino. Mas os alunos têm de continuar a ser o foco principal. A única razão da luta diária de um professor.
Obrigado FLUC


terça-feira, 26 de maio de 2015

É tão bom viver assim… já pensaste que podes dominar a felicidade?

Às vezes andamos por aí com a cabeça em água e nem entendemos muito bem o porquê. São os nervos à flor da pele. A irritação constante. A chávena que não está bem limpa. As migalhas na mesa. O carro com pó. A vizinha que fala alto. O cão que passou a noite a ladrar. (…)
CORTA! CORTA! CORTA!
Vamos recomeçar. 1, 2, Ação…
Há coisas que me fazem muito mal. Não suporto ver pessoas a aproveitarem-se de outras. Sobretudo daquelas mais ingénuas. Ou daquelas com menos capacidades de se desenrascarem. Não suporto ver pessoas a mexer nos caixotes do lixo. Arrepiei-me quando saí na Estação do Metro no Oriente e me deparo com tantas mantas a cobrir os sem-abrigo. A impotência, nesses casos, é uma frustração enorme.
Somos mesmo levados, tantas vezes, a preocupar-nos com coisinhas tão insignificantes que até nos esquecemos das verdadeiras questões. É claro que não se pede a uma pessoa do Norte que resolva os problemas de Lisboa diretamente, mas pede-se a todos que os resolvam com a exigência de leis que permitam atenuar até eliminar todos estes casos. E como fazê-lo? Muito simples, obrigar à inclusão destas situações como prioridades nos programas dos políticos e, depois, obriga-los a cumprir. Ok, eles mentem. Pois bem, então levarão cartão vermelho logo que possível.
Sejamos mais conscientes do poder do voto. Sejamos mais conscientes da humanidade.
Não adianta mais andar a ver o que veste a vizinha. Nem se o carro dela é melhor do que o meu. Se vai à missa aos domingos. Se compra vitela ou cabrito. Mas adianta deixar essas merdas e concentrar todas as forças na nossa vida e no que podemos fazer para que tudo seja bem melhor…
Os imbecis vão continuar a lutar pelos seus lugares. Vão continuar a usar e aproveitar-se dos outros para lhes bater palmas até eles chegarem ao lugarejo. Depois, logo a seguir, para ser mais preciso, descartam os seus apoiantes porque já não servem e não usam fato e gravata (como eles, entenda-se).
Hoje já não tenho paciência para tanta coisa. Ou melhor, não quero ter. Afasto-me de tudo o que possa criar confusão e de importância tenha zero. Já naquilo que acredito, ai aí a coisa pia de outra forma… Mas deixei de dar tanta opinião. Aproveito as minhas opiniões para projetos. Os meus projetos. Sendo que a maior parte deles nunca são individuais… mas são meus. São da minha autoria.
E o resto do tempo? Faço o que de melhor há na vida: estou com pessoas... que me fazem bem!
“ACEITA E SORRI!”

“AFASTA-TE DE TUDO QUE TE FAÇA MAL!”

terça-feira, 19 de maio de 2015

VALORIZA-TE

Não te consideres melhor do que ninguém, porque não és, mas também não deixes que nenhum energúmeno te pise.
A vida está cheia de oportunistas. Gentalha… é bem verdade, mas não te esqueças que não há ninguém melhor do que tu. O que há, apenas, são pessoas com outras capacidades. Até podem ser mais eficazes em determinados momentos, em certas circunstâncias, mas não são melhores, são diferentes.
Não há duas pessoas iguais. As reações são distintas de indivíduo para indivíduo. Para quê fazeres comparação com outra pessoa? Tu és peça única. Valoriza isso!
Quantas vezes somos maltratados ou vês um colega de trabalho a ser quase espezinhado por um abutre, como se este último fosse o suprassumo do conhecimento, e depois de o deixarmos a falar sozinho ele não cai? Todas as vezes. A maior parte das pessoas que mandam não sabem fazer o que os trabalhadores fazem… parece fácil de perceber o resultado, não?
Cada um tem o seu próprio poder. Experimenta convidar um ‘mandão’ fazer o teu trabalho quando disser que está mal… vais ver que ele não o faz… ele sabe que se errar ficará rebaixado perante uma plateia e sobretudo perante a tua pessoa.
Cada pessoa é única. É evidente que terá de reconhecer se errar, mas não te deixes pisar. Se tentarem fazê-lo, desvia-te… eles caem por si só!

Quanto a ti, segue o teu percurso e lembra-te ‘CADA PESSOA É ÚNICA, POR ISSO DÁ O TEU MELHOR’.