Não vou de certeza. Fui...
Tantas e tantas vezes, por razões que nem nós sabemos muito bem, tentamos aproximar-nos das pessoas com aquelas palavras de alguma simpatia, mas logo somos arrebatados com uma chapada que nem entendemos a razão.
Enquanto a paciência é nossa amiga, tentamos perceber as razões que levam àquela atitude connosco, se até aí as conversas eram amenas, mas quando estamos tão ocupados com a nossa vida e sobretudo em harmonia com uma série de coisas, o que mais queremos é que cada um fique com os seus pirolitos e, de fininho, saímos sem fazer muito barulho.
Não sei qual das duas formas é a indicada. Mas penso que respeitar o espaço da outra pessoa, principalmente naquele momento, seja o mais indicado... agora, perceber aquelas reações é que é o cabo dos trabalhos...
Pensando bem, será importante perceber?
Não! Sinceramente, não me parece! É preciso deixar as pessoas com as suas birras. Isso passa...
A não ser que seja a pessoa que está ali contigo, nesses casos, por favor, discutam o que for preciso mas não se deitem sem resolver esse conflito. As relações só funcionam se seguirmos este princípio...
Vês? É fácil não é? A vida seria bem mais agradável se não complicássemos as coisas simples. Lidar com pessoas, mesmo em questões tão banais como esta, tem sempre os seus quês...
Por isso, tranquilo... relaxa... vê uma novela... procura um filme na net... escreve... lê... faz o que bem te apetecer, mas não stresses.
Acho que estou a ficar preparado para enfrentar tubarões. E tu?
ESCRITA | ARTE | PUBLICAÇÕES | PROJETOS
quarta-feira, 13 de maio de 2015
terça-feira, 12 de maio de 2015
Queres ser feliz? Afasta-te!
A maior parte dos nossos momentos é passada a stressar
com alguma coisa: a hora de levantar; o pequeno-almoço a correr; o chefe mal
disposto; o trânsito; a comida… a vizinha que se mete na tua vida… os políticos
que só fazem merda… o teu clube que jogou mal… e ainda aparece alguém que se
acha mais fino do que toda a gente e só te apetece mandar tudo para P.Q.O.P.
SEM STRESS. NO CHANCE. YOUR LIFE…
Acho que descobri o remédio para este mal. Não é
receitado por um médico, o que aconselho a alguma prudência, mas a sua eficácia
é 99% garantida.
Afasta-te de tudo o que te possa fazer mal.
Deixar de lado quem te põe para baixo.
Não tenhas medo. Não precisas dessa gente. Eles é que
precisam de ti para se sentirem poderosos. Tu? Afasta-te. Deixa mesmo de lhes
passar bilhete. Se te tentam rebaixar constantemente não são teus amigos.
Tu vales mais do que isso. E Eles? Eles destroem-se a eles próprios... é uma questão de tempo.
Experimenta afastar-te. Sair ao final do dia e olhar para
o céu. Beber um fino. Passear com alguém que te seja especial durante meia hora.
Olhar para uma flor com atenção. Deixa-a falar contigo. Abraça o teu filho.
Liga aos teus pais só para saber se está tudo bem. Se estiveres perto, passa lá
só para lhes dar um beijinho. Viste aquela pedra n jardim? Pois, é a mesma das
outras vezes, só que hoje brilha mais… TU brilhas mais!
Amanhã voltaremos a falar!
Dorme bem!
quarta-feira, 6 de maio de 2015
Somos todos pessoas, o resto é insignificante...
Fotos de Hugo Pinheiro
Gosto disto. Isto é a
Educação a funcionar. Também é o Humanismo. A integração social. O verdadeiro
sentido das palavras “vida humana”.
O Projeto tem a
designação de “Pintar para lá dos riscos”. Já tinha ouvido falar dele, mas não
fossem as fotografias e quase me passava despercebido ainda que o Atelier do
Escultor Pedro Figueiredo esteja situado no mesmo edifício onde leciono.
Abençoadas Redes Sociais que tanta coisa fantástica nos permite. Será mais do
que evidente que é um projeto pessoal, caso contrário a comunidade escolar
estaria informada, mas neste caso é algo que requer toda a atenção de mãos artísticas
inspiradas pela criatividade e, por isso, todo o ruído não importa…
Os Escultores Pedro
Figueiredo e Carolina Lourenço moldaram o barro, tiram o molde e logo surgirá a
obra… mas a verdadeira obra já está feita neste enorme ato performativo da
construção humana.
Parabéns aos dois.
Parabéns ao autor do projeto. Parabéns ao Pedro Figueiredo, meu amigo…
Isto não é meu. Não sou
eu. Mas é a humanidade sem diferenças e eu sou feliz também!

domingo, 26 de abril de 2015
terça-feira, 21 de abril de 2015
ENCRUZILHADA
ENCRUZILHADA
| Pessoas como todas as outras. Algumas particularidades
agressivas nas suas vidas. Mas são pessoas. A praça é um local de todos. É lá
que tudo acontece num frenesim quase inexplicável. Só a atenção nos
permite perceber as manhas e artimanhas em esquemas de fala e movimento. O que
parece… pode não ser e o contrário também. Nada de novo. Uma Praça como
qualquer outra. Pessoas como todas as outras…
Esta peça, orientada a partir do tema ‘família’, abordado
nas aulas de Área de Integração, foi construída tendo por base a escolha de uma
personagem da sociedade. Cada aluno tinha de escolher a personagem, descrevê-la
física e psicologicamente, e criar um diálogo dessa personagem com um ‘ele ou
uma ela’. Apagadas as falas do ‘ele ou ela’ misturam-se as falas pelos
diferentes intervenientes. O resultado é interessante. Os dramaturgos são os
alunos. Na cenografia também... A minha parte é ajuntar a juntar as peças do puzzle e encenar… A Escola
é isto!
segunda-feira, 20 de abril de 2015
terça-feira, 14 de abril de 2015
Marcamos na praia?
Sim! Foi a última palavra que ouvi da boca dela. A tarde estava divinal. Quente como tudo, só mesmo o vidro aberto permitia saborear aquele fresquinho das árvores na berma da estrada. Eu estava feliz. Tudo parecia tão belo. Até mesmo aquele camião que não andava tinha piada... Fui com tempo. Como vou sempre. A estrada parecia não ter fim. Mesmo sabendo que ela não estava lá, não queria perder um minuto que fosse de a poder abraçar. Amo o seu abraço. Amo-a.
Vinte e três minutos depois começo a avistar um carro. Cinzento. Sim. era Ela. Deixei que saísse do carro e só depois é que me atirei nos seus braços. Aquele beijo parecia não querer acabar. As nossas faces encostadas acariciavam a mais ternurenta das paixões. Tinham sido só umas horas de distância, mas ali amava-mo-nos como se já não nos víssemos há mais de um ano.
Procurámos a duna mais escondida. Ali fizemos amor. A praia estava quase deserta. Só avistámos primeiro um e depois outro casal mais junto à água. Descemos para junto do mar e voltamos a ser felizes nos braços um do outro. Correndo um atrás do outro como dois adolescentes sem regras. Atirava-a ao chão... beijava-a... voltava a correr... voltava a beijar aquela cara mais linda que alguma vez...
Pudesse ser isto verdade. Não fosse aquela tua mensagem a dizer: 'Desculpa. Mas não vou!'
Volto ao meu carro. Feliz com o mar. A maresia faz-me bem. Acalma a dor. Alivia a pressão. Fui tão feliz naquele dia. Eu sei que também foste. Aquele abraço. Aquele beijo...
in Sem Chance
quinta-feira, 9 de abril de 2015
Desisti de ti...
No momento em que me fechaste a porta na cara! Sempre compreendi os teus atos. Eram próprios de quem ama de verdade ou talvez de quem tem medo de arriscar... Já estava decidido, mesmo antes de me mostrares com o teu jeitinho doce agora mais amargo do que nunca. Não esperava mesmo outra atitude.
As primeiras horas são mais aflitivas. Depois a distração do mundo ajuda a atenuar a dor. Só muito tempo depois voltam as forças. A vontade de cortar a barba. Olhar o espelho e sentir-me novamente confiante... Como aquele momento em que te perdia nas palavras. Em que te assustei com a minha ilusão. Em que o Jardim da cidade era o mais belo, porque tu estavas lá.
Volto a ser livre. Deixo-te com os teus pensamentos aterrorizados porque não és mulher o suficiente para me admitir. Nos admitir. Só o tempo. Esse tempo o dirá que eu estava certo. Mas isso vai demorar meses, muitos meses. Os anos suficientes para que te tornes uma linda lembrança. Um sonho de menino. Uma saudade cheia de nada.
Só o tempo me dará razão. Mas como todas as outras vezes, já não serei mais nada... Já Tu... Tu serás sempre uma amada ausente, o tal amor platónico, e eu... agora para ti... um carinho especial de há muito tempo... dirás com esses mesmos olhos brilhantes... como todas as outras paixões da adolescência.
Volto ao meu quarto. Ao meu porto de abrigo. Olho o telemóvel. Apago todas as tuas fotos... sou livre... mesmo sabendo que tu continuas lá... no meu pensamento... e eu sei isso... e sou feliz.
in Sem Chance
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