quarta-feira, 9 de julho de 2014

Não posso contar nas páginas dos jornais

     Esta é a história que não posso contar nas páginas dos jornais. O enredo não é nada de novo e muito menos traz qualquer novidade ao mundo literário. Contá-lo? Foi a pergunta mais sombria que se me colocou nos últimos meses. Mas ela merece que a conte. A imagem não me sai da cabeça. Tenho saudades. Confesso que jamais pensei que isso iria sentir-se mas a sua ausência perturba-me imenso.
     O cheiro a mar. Vê-la a correr de braços abertos pelo areal e a fugir às ondas, qual gaivota feliz.
     A chuva era imensa naquela noite. A trovoada apareceu pela madrugada e quando falhava a luz, só as velas ajudavam a afugentar as silhuetas que entravam quarto adentro cada vez que o trovão entrava mesmo sem bater. Levantei-me num ápice. As velas costumavam estar na gaveta da cozinha. Entre o ranger da porta e os clarões da trovoada, a minha sombra mais parecia um fantasma naquela casa tão grande.
    Nem as minhas viagens a Coimbra demoravam tanto como atravessar o corredor até à cozinha. Um ruído pouco habitual chamou-me a atenção. Não era medo. Era a sugestão de não saber o que esperar. Mais um clarão e o Tobias é transformado num tigre gigante.
     - Pobre gato, também não consegues dormir com este temporal?
   Uma festinha e lá foi ele para o caixote de cartão ali debaixo de um cadeirão ao lado do quarto de Joaninha.   Estava linda! Cresceu mesmo. Nem na faculdade via mulheres tão lindas. Se correr bem para o próximo ano também vai para lá.

      - Alto lá! Espera! Vou-me esconder aqui atrás do cadeirão. A mãe de Joaninha vem da cozinha com o…

folhetim #1

terça-feira, 8 de julho de 2014

Hoje foi dia de PAP's e os trabalhos são de grande profissionalismo

As avaliações são sempre momentos de alguma ansiedade. Uns encaram bem a coisa, outros são mais emotivos, mas no fundo da questão o mais importante é mesmo o resultado final.
A coisa correu bem. A 'cachopada' estava preparada e quem teve a oportunidade de passear pelos expositores conseguia ver que a qualidade é de profissionais. A EAC sabe fazer isso com mestria...
Ainda que se possam tecer muitos comentários, não há maior prazer para um professor do que ver os seus alunos evoluírem!

Ruth Marlene, pá! Não é Rute Marlene... que raio!

A festa está quase a começar e a malta só quer é fecebook! Ora vamos lá pessoal, a Ruth Marlene até tem razão: «tu qeres é facebook... e não reparas no 'seu' look»! É verdade que a Ruth Marlene não é a Rute Marlene, mas toca a dar oportunidade à Ruth pá! Não me perguntem quem é, pois quem me mostrou esta música, ora lá está, foi o pessoal do facebook.
Seja como for, independente de quem vai cantar... parece-me que a questão será mais: quem não vai?
Mas pronto, não se chateiem muito comigo, pois para mim está tudo bem...
Bora lá ver a Ruth! Só ainda não sei quando vai atuar, tenho de procurar o cartaz... até já!

domingo, 6 de julho de 2014

VII Encontro dos velhinhos da República da Praça

Ora aí está para a posteridade a notícia do Encontro dos velhinhos por terras de Fafe.
Só para dizer ao Presidente dos Bombeiros e ao Ginecologista congressista, ambos de Pinhel, ao Presidente da Junta de Marialvas, ao candidato a Ministro do Interior no Governo do próximo líder do PS, seja ele qual for, e (sem esquecer) o maior investidor de eólicas que perderam uma oportunidade única de aparecer na comunicação social...
Quanto aos outros, olha que bem que nos saímos...
in Jornal Povo de Fafe, 30/07/2014

sábado, 5 de julho de 2014

Lacrimae rerum

«Vejo na tua lágrima a voz do silêncio. A sala do restaurante do Hotel, entre brilho cristalino, pasmava com a tua presença. A prata cobria o teu corpo. Sapatos de veludo. Mala requintada. Uma verdadeira deusa do Olimpo. Afrodite só podia reagir da forma mais vil, enquanto o ciúme não se diluía nas veias febris.»
in Fragmentos de Amor

Reconverter ESCOLAS dá direito a notícia na primeira página

E é assim que as pessoas inteligentes devem fazer para aproveitar espaços que antes já tiveram vida:
Ansião aposta no turismo “low cost” e diferenciador
«Ansião inaugurou ontem, nas localidades de Aljazede e Casais da Granja, duas unidades de alojamento local que surgiram da requalificação de duas escolas primárias desactivadas e em que os edifícios se encontravam devolutos. A aposta do município tem co­mo objectivo estratégico aproveitar o ninho de mercado proveniente dos Caminhos de Santiago e os caminhos de Fátima, bem como aproveitar o projecto Villa Sicó e o seu eixo da romanização.»

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Praça das Comunidades - Feira Semanal

Segundo as informações que vão aparecendo nas redes sociais, o espaço da Feira Semanal de Fafe (Quarta-feira), está para breve. Mais do que a sua inauguração e toda a festa que se irá fazer para que os políticos possam tirar as fotografias necessárias (e desnecessárias) para a comunicação social, importará destacar que o espaço precisava de remodelação e eis que finalmente isso acontece para melhorar as condições de todos os utilizadores.
O espaço parece-me agradável. Funcional só os feirantes e clientes poderão dizer, mas penso que se tudo estiver bem organizado, sendo que nisso estou perfeitamente convencido pelo que conheço do Eng. Baptista, as coisas vão correr bem.
Há só uma nota que gostava de deixar: Quando olho para qualquer cidade, vejo um palco. Neste caso, gostava que este espaço não só funcionasse como um local comercial ou de lazer, mas sobretudo como um palco onde irão acontecer muitas 'representações' devidamente encenadas.
MAIS IMPORTANTE DO QUE O EMBELEZAMENTO DO ESPAÇO É O QUE NELE ACONTECE!


COIMBRA ALÉM DO TEMPO


 COIMBRA ALÉM DO TEMPO é uma exposição de fotografia de Marco Marcelo. Natural de Manteigas, Serra da Estrela, Marco Marcelo foi mais um dos meus camaradas que ingressou no Curso de Línguas e Literaturas Clássicas e Portuguesa da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Entre fados e guitarradas, conversas de corredor banalíssimas e sobretudo muitos momentos de uma vida estudantil nesta nobre cidade, hoje é a inauguração da sua exposição que volta a reunir a malta.
A minha geração, a tal geração light ou rasca, está a surgir dos cantos mais estranhos. Talvez sejam poucos, ou mesmo ninguém, que consiga transmitir as línguas e culturas dos nossos primórdios, mas certamente que o talento começa a ser revelado, ainda que a luta seja constante neste percurso minado.
COIMBRA ALÉM DO TEMPO pode ser visitada no Museu da Água em Coimbra, de terça a domingo, no Parque da Cidade.