A festa foi mais curta
este ano. Uma só noite do parque apenas, para mim. Mas o dia foi bem escolhido.
A malta da República da Praça não vacila e o ajuntamento da boa disposição
encantaram no tão badalado recinto da canção.
ESCRITA | ARTE | PUBLICAÇÕES | PROJETOS
segunda-feira, 19 de maio de 2014
Queima das Fitas II
Médica de um lado.
Psicóloga do outro. Protegidíssimo. Sair à noite, em altas festas estudantis,
já não é para todos. A idade começa a pesar e um tipo tem de se precaver… Há
quem se refugie no ‘guronsan’, mas a possibilidade de estar ladeado por duas
profissionais da saúde, física e psíquica, torna-me um tipo mais importante!
A vida é festa. Nem sempre
é esta festa. Até porque esta só acontece durante uma semana em cada ano. A
vida é sempre festa quando por perto estão os amigos. Aqueles que “são capazes de
tirar a camisa para nos emprestar” e só descansam quando nos veem bem. Dizem por
aí, muitos entendidos, que as novas gerações não têm valores. Não querem saber
de nada... Não se preocupam com nada... Uns até podem ser mesmo assim, mas quem sai
à rua com esta gente, quem tem o privilégio de ver, ouvir e participar nas suas
discussões, e não se resguarde em Bunkers prostibulares dando diferentes
imagens do ser aparente, consegue perceber que a sociedade continua exatamente
como antes, talvez os mais jovens só não aceitem tudo o que lhes ‘tentam vender’
sem questionar, mas no cerne da questão há muitos valores nestas gerações porque são mais diretos no trato. Basta o facto de dizerem o que pensam 'sem se esconderam por trás da cortina da hipocrisia'.
sábado, 17 de maio de 2014
A "selfie" da Queima das Fitas
Queima das Fitas de Coimbra é Queima das Fitas, mas não seria se não fosse lá! Este ano, pela primeira vez desde o ano de 1998, foi a primeira vez que só fui um dia ao recinto. Ao famoso Queimódromo que acolhe milhares de estudantes de Coimbra, mas também de outras Universidades e Politécnicos que se juntam para estes dias de muita euforia.
Após umas voltas de reconhecimento ao recinto com o Ñito, camarada de entrada em 1997, lá encontrámos o camarada Paulo Bernardo da República da Praça. Umas cervejolas e um Licor Beirão com direito a chapeuzinho não podia passar sem um registo para a posteridade e eis que o Paulo, nick name Xni, resolve puxar do seu telemóvel e surge a selfie. Claro que há festa para além daqui, mas o Xni tinha de levar o carro à inspeção no dia seguinte, e teve de se despedir. Ainda ligámos ao Fafe, às 4h00, mas ele não atendeu... bem, nós tentámos! É que um gajo tem consideração pelos amigos...
Volto já a este tema, há mais para contar...
Após umas voltas de reconhecimento ao recinto com o Ñito, camarada de entrada em 1997, lá encontrámos o camarada Paulo Bernardo da República da Praça. Umas cervejolas e um Licor Beirão com direito a chapeuzinho não podia passar sem um registo para a posteridade e eis que o Paulo, nick name Xni, resolve puxar do seu telemóvel e surge a selfie. Claro que há festa para além daqui, mas o Xni tinha de levar o carro à inspeção no dia seguinte, e teve de se despedir. Ainda ligámos ao Fafe, às 4h00, mas ele não atendeu... bem, nós tentámos! É que um gajo tem consideração pelos amigos...
Volto já a este tema, há mais para contar...
terça-feira, 13 de maio de 2014
Cuidado com o EXCELENTE
A palavra excelente é
poderosa. Quem não gostava de ver nos testes EXCELENTE? Quem não gosta de ouvir
dizer que é uma Excelente pessoa? Teve uma Excelente ideia. Um Excelente
princípio…
Desde uns tempos para cá,
comecei a aperceber-me da necessidade de alguns figurões em classificar umas
certas atividades de ‘excelente’. Não se tratando de uma pauta numérica, não
passam de meros juízos de valor. Tratando-se de um grupo que mereceu enormes
críticas, pela forma como fora introduzido na comunidade, só se pode concluir
que este ‘excelente’ não é mais do que a necessidade dos seus mentores em
afirmarem as suas próprias opções e com isso tentarem influenciar a opinião
pública.
Ora, o meu conceito de
Excelente não é o mesmo daquele ‘excelente’! Até porque há indivíduos que se
auto classificam de ‘excelentes’ e tudo o que fazem é ‘excelente’, porque são ‘excelentes’
e ninguém é mais do que ‘excelente’.
Bem, vou continuar a apostar
no Muito BOM e olhar para as muito BOAS… coisas da vida! J
Haja alegria e que o
resto seja fantasia
domingo, 11 de maio de 2014
O dia do cartolado
Já lá vão uns anitos.
Onze, para ser mais preciso. Os meus pais e a minha irmã lá vieram para me dar
aquele abraço que só eles sabem dar. O cortejo ainda era a uma terça-feira, não
era fácil para o meu pai que trabalhava no turno da noite fazer aquela viagem
quase sem dormir, mas veio ele, a minha mãe que também não trabalhou nesse dia
e a minha irmã que teve de faltar às aulas.
São muitas as fotos que
contam uma pequena história e poderia selecionar, mas esta é especial. Hoje vou
ao cortejo. Já falta pouco. A malta da minha República já deve andar em
reboliço. Deviam-se ter deitado há uma ou duas horas, a noite foi forte, mas os
velhinhos começam a chegar e ninguém dorme mais. Bem, dormir nesta altura é
brincadeira, estudante de Coimbra não dorme na Queima, só descansa.
«Ó Mãe, eu sou doutor…»
embala-me os ouvidos. Mas sou mesmo. Não é que isso seja um assunto que entre
no meu dia-a-dia. Não é o título. Todos sabem bem disso. Sou e pronto. Mas sou.
E sou porque os meus pais, ainda que de recursos sempre controlados, nunca
desistiram de mim… ou melhor… dizer de nós é mais apropriado. Os seus míseros
salários eram uma vergonha nacional. Mas nunca faltou o pão, nem o arroz, nem a
roupa, nem tudo o que fosse realmente preciso…
Esta é uma pequena
homenagem. A maior está gravada nos meus diplomas onde se conjuga o meu nome
com o deles, porque o meu curso também é deles.
Obrigado Pai, Mãe, Mana.
sexta-feira, 9 de maio de 2014
Estamos na campanha... mas a banana já estava frita
Eu e o 'mê amigue' também resolvemos entrar na campanha "Todos somos macacos". O grande problema é que a banana já estava frita, mas como em tudo na vida o que realmente conta é a intenção e disso, não temos dúvida, não há pessoas superiores, há pessoas e ponto!
quinta-feira, 8 de maio de 2014
Liberdade chega a Fafe 40 anos depois da Revolução dos Cravos
Blog Montelongo, o único órgão que não censurou os
meus artigos em Fafe
Quando me apercebi,
estava a ser convidado para escrever no Blog Montelongo que não conhecia muito
bem. Reparei que o meu blog, Pedro Miguel Sousa, inicialmente criado para um projeto
político com o nome Pedro Sousa Fafe e, depois, para colocar os artigos de
opinião que publicava no jornal Povo de Fafe já aparecia nos blogues em destaque. Essa é a razão do próprio nome,
ou seja, usava e uso o nome que estava registado na Comissão da Carteira Profissional
de Jornalista.
Fiz amigos. Organizei um
debate com os camaradas do Club Alfa, onde participaram pessoas de diferentes
posições, e já estamos a organizar o próximo. Só estou mesmo à espera que a
gráfica me entregue as revistas que serão distribuídas nesse dia que contém
excelentes artigos de gente que também escreve em blogues. Conheci finalmente o
que tanto queria que acontecesse e que na Imprensa Escrita nunca fora
alcançado: uma liberdade total, onde eu fosse o único responsável pelo que
escrevia e, por isso, poderia publicar o que bem me apetecia. Sim! Eu
responsabilizo-me pelo que faço, não preciso ter um inquisidor que me diz o que
posso e não posso… ainda que todos saibamos as razões de isso acontecer.
O Blog Montelongo
influenciou decisões políticas. Obrigou os agentes da autarquia a arrepiar
caminho e estar mais atentos ao que a população desejava. Já não estavam mais a
trabalhar num campo em que a comunicação estava controlada, agora o campo está
minado… e pode explodir a qualquer momento.
Os leitores do blogue são
mais exigentes. Uns têm coragem de dizer tudo e assinam, outros com o anonimato
dizem o que já todos sabemos, mas dizem e, nestas coisas, quem não deve não
teme. Não é a crítica pela crítica como alguns tão conhecidos tentaram mostrar,
até para denegrir a imagem da blogosfera, mas é a crítica porque fazem mal ou
só fazem conforme as conveniências. Há também a crítica que nós procurávamos,
mas nem todos a entendiam, a construtiva. Não é fácil escrever uma crítica, há
pessoas que ainda hoje não percebem o que significa ‘crítica’. Quem dera aos
escritores terem uma crítica aos seus livros…
A democracia não estava
em Fafe. As pessoas tinham medo (e ainda têm em certos casos) de falar porque
diziam: ‘podemos precisar deles’. Este clima de medo, instalado e enraizado
nesta pequenez de cidade, deixava-me ‘enojado’.
Fafe está hoje a
acordar de um coma profundo. As
últimas eleições revelaram um desprendimento monárquico e com tiques
ditatoriais. E nas aldeias? Os cães de guarda andavam por todo o lado…
ameaçavam as pessoas se não fossem seguidores do regime. E o que faziam os
poderosos quando sabiam? Nada! Não estou a falar antes do 25 de Abril, até porque
só nasci em 1979.
O Blog Montelongo cumpriu
a sua missão! Estou muito orgulhoso de ter pertencido a essa geração de malta
bem disposta que marcou ‘Presença’ em Fafe. Qual Geração da Presença? Qual
Geração Rasca? Que revolucionou a forma de pensar. Que fez a tão desejada
“Revolução Cultural”. Os seus textos não podem ser perdidos. Um dia, mesmo que
seja daqui a 30 anos, alguém vai pegar nestes textos e estudar sociologicamente
o que aqui se passou e, sem dúvida, Fafe ficará mais rica.
quarta-feira, 7 de maio de 2014
"As palavras nas Dunas do Tempo"
Pois é! Sexta-feira, 21h30, no Teatro-Cinema de Fafe, apresentação da obra "As Palavras nas Dunas do Tempo" de Artur Coimbra.
Recebi o convite, mas penso que o autor não se importa nada em eu o partilhar com os meus amigos.
Antes que digam que é mais um livro, só tenho a dizer 'é verdade', mas mais do que ser 'mais um'... e nem vou falar dele porque ainda não conheço os poemas, é precisamente o facto de ser um Livro que me leva a construir este post. O que falará este livro? Quais são as temáticas abordadas? Estará Fafe representado? O que pode contribuir para o enriquecimento pessoal e coletivo? Será que o Livro pode ser reaproveitado para explorar a cultura e o turismo fafense?
Há, com certeza, um conjunto enorme de questões que se poderiam colocar, quer do ponto de vista mais técnico quer do ponto de vista literário. A mim, esta última, a literatura é-me particularmente mais motivadora, ainda que sendo um assumido defensor que Fafe pode e deve saber aproveitar as suas potencialidades humanas e culturais para intervir de forma mais eficaz, não poderia deixar de destacar a importância que cada verso pode representar. Nem que seja para os próprios responsáveis da cultura fafense na autarquia.
Recebi o convite, mas penso que o autor não se importa nada em eu o partilhar com os meus amigos.
Antes que digam que é mais um livro, só tenho a dizer 'é verdade', mas mais do que ser 'mais um'... e nem vou falar dele porque ainda não conheço os poemas, é precisamente o facto de ser um Livro que me leva a construir este post. O que falará este livro? Quais são as temáticas abordadas? Estará Fafe representado? O que pode contribuir para o enriquecimento pessoal e coletivo? Será que o Livro pode ser reaproveitado para explorar a cultura e o turismo fafense?
Há, com certeza, um conjunto enorme de questões que se poderiam colocar, quer do ponto de vista mais técnico quer do ponto de vista literário. A mim, esta última, a literatura é-me particularmente mais motivadora, ainda que sendo um assumido defensor que Fafe pode e deve saber aproveitar as suas potencialidades humanas e culturais para intervir de forma mais eficaz, não poderia deixar de destacar a importância que cada verso pode representar. Nem que seja para os próprios responsáveis da cultura fafense na autarquia.
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