Nada agradável. Corrigir
testes é matéria que bem dispensava. Preparar aulas, isso sim. O Dicionário já
é um amigo firme, presente nos bons e maus momentos, a Gramática de Celso Cunha e Lindley Sintra, História da Literatura Portuguesa e os Manuais escolhidos… Sempre
tudo a postos para as mais diversas aventuras de confrontação e revisão. Depois
há aqueles momentos muito próprios… turmas diferentes, comportamentos
desiguais, mais ou menos dificuldades… toca a adaptar as matérias às
circunstâncias. Desistir? Jamais. Se uns aprendem os outros, só se se negarem
ao conhecimento, também chegam lá. É difícil? Aborrecido? Chatices? Tantas e
tantas vezes… Mas o que é o homem sem a problemática da própria humanidade?
ESCRITA | ARTE | PUBLICAÇÕES | PROJETOS
quinta-feira, 20 de março de 2014
quarta-feira, 19 de março de 2014
Dia do pai… é hoje e amanhã e depois também, ok?
Estes dias vi uma carinha tristinha e não consigo
deixar passar como se não fosse nada comigo. «O que se passa? Que tens? –
perguntei eu! Nada! – disse ela!» Mas eu volto a insistir e entre lágrimas lá
me confessou: «Estou farta de estar sozinha. Já não vejo a minha mãe há muitos
meses (a mãe emigrou, já me tinha dito). Eu não tenho regras. Tenho falta
disso. Se quiser, depois das aulas vou para o Porto ou para onde quiser,
ninguém me diz nada… Tenho falta de alguém a colocar-me regras…».
Deixo esta música...
Porque é o dia do Pai e a primeira cassete que o meu Pai me ofereceu tinha esta música.
Porque Zeca Afonso canta Coimbra.
Porque o meu Pai me deu uma cassete de um homem que estudou em Coimbra.
Porque eu era um menino em Fafe quando me deu a cassete.
Porque eu cresci e também fui estudar para Coimbra.
Porque meu Pai está em Fafe e eu em Coimbra... com o coração em Fafe com o Meu Pai!
A
conversa continuou apenas mais 2 ou 3 minutos. Não tive tempo de dizer muito. Esta
já não era a primeira vez que tive uma conversa do mesmo género. Compreendia a
situação. Também não gosto mesmo nada de estar sozinho. Mas tentei orientá-la,
no sentido de minimizar a dor, para que ela criasse as suas próprias regras e
até se juntar a outros colegas cozinhando uns dias numa casa outros nas outras…
aquele sacrifício representará um futuro melhor… enfim!
No dia
seguinte já vi um sorriso e motivação no trabalho… vamos lá, um dia de cada
vez!
A
sociedade até pode ser complexa, mas é nas situações mais comuns que ela se
uniformiza. A nossa juventude pode ser muito irreverente, mas cá está uma prova
que as regras são o pilar da sociedade e a família é e será sempre essa mesma
base estrutural para o saudável crescimento.
Nem sempre
a família pode estar junta. Em tempos de crise, agravam-se as situações.
Agora… aos senhores que nos (des)governam: Talvez seja altura de ouvir mais as vozes de quem sente e menos as teorias
políticas…
Eu sou
um sortudo. Não fui bafejado por presentes caros só porque passei o ano (sempre
me disseram: isso é o teu trabalho, é aí que tens de dar cartas) e nada de
roupas de marca, mas tive sempre ali uma base de apoio muito forte. Para o bem
e para o mal. Ali. Também longe tantas e tantas vezes… mas ali. Obrigado por
tudo… aos dois!
Deixo esta música...
Porque é o dia do Pai e a primeira cassete que o meu Pai me ofereceu tinha esta música.
Porque Zeca Afonso canta Coimbra.
Porque o meu Pai me deu uma cassete de um homem que estudou em Coimbra.
Porque eu era um menino em Fafe quando me deu a cassete.
Porque eu cresci e também fui estudar para Coimbra.
Porque meu Pai está em Fafe e eu em Coimbra... com o coração em Fafe com o Meu Pai!
terça-feira, 18 de março de 2014
Bom dia pessoal
Fortemente preparado para mais um dia no batente. Às vezes a tarefa não é fácil, mas nada como uma espreitadela solarenga para animar. Não sei bem a razão, mas de repente este Moinho de Vento fez-me lembrar o Moinho de Água que me recebia de braços abertos todas as vezes que chegava à minha aldeia (Regadas) em Fafe. Bastou um só metro a interferir no projeto de remodelação da estrada para o derrubarem. Enfim, aos prédios novos deixam construir mais um piso, mesmo contra todas as normas, ao pobre do Velho Moinho Centenário, lá da aldeia - porque há quem pense que somos todos uns parolos - destruíram o Moinho que tão bem me recebia. Mas pensando bem, o problema devia mesmo ter sido esse, eles deviam saber que o Moinho 'me recebia bem' e pronto... já estou a imaginar: «receber bem aquele gajo? Nem pensar!...»
Haja alegria e os belos Moinhos de Apúlia para nos recordar os outros... e, claro, o suporte digital do Jesus Martinho que não deixa morrer as memórias de Fafe.
Aquele abraço e um beijinho à fotógrafa...
Haja alegria e os belos Moinhos de Apúlia para nos recordar os outros... e, claro, o suporte digital do Jesus Martinho que não deixa morrer as memórias de Fafe.
Aquele abraço e um beijinho à fotógrafa...
domingo, 16 de março de 2014
O prédio da Sacor pode ir a baixo?
… Fafe! Política (bem) à moda de… Fafe. Não é que
deixaram construir este belo edifício e agora até já falam em demoli-lo? Oh valha-nos
Deus e os anjinhos todos… Mas que raio de administração da coisa pública nós
temos?
Sinceramente, ainda não percebi muito bem o que se passa
com este prédio… foi mal construído? Seguiu tudo à risca mas não acabaram?
Confesso que não sei mesmo o que se passa, apenas ouvi uns rumores aqui e ali e
continuo sem perceber. Li e reli o artigo no Notícias e Fafe… e continuo sem
perceber. Afinal, o que se passa? Será que alguém me pode mesmo explicar?
É claro que isto já não é novo em Fafe, há outro há anos
nos mesmos moldes, Royal Center…
Se há erros na construção… se é que é esse o problema…
quem falhou? Quem tem de ser responsabilizado?
Não haverá resolução sem ser a demolição? E será que me
podem esclarecer do que se está a passar?
sábado, 15 de março de 2014
Isto é fantástico
Recebi os meus livros da Editorial Presença. Não chegou a
5 euros o valor que paguei por estes três livros. Quando lá cheguei, tarefa
meia turbulenta porque eram muitos a sobrecarregar a rede, as opções não eram
muitas, mas mesmo assim ainda consegui três bons livros. Esta estratégia de
Marketing é excelente. Não só permite adquirir livros a preços irrisórios, mas
faz com que as pessoas andem a pedir umas às outras para tentarem adquirir os
livros pela sua conta. No meu caso não foi necessário, bastou-me partilhar e
logo uns amigos (que também gostam de livros) entraram pelo meu link e quase
logo fiquei com os pontos necessários. Afinal, tenho amigos. Obrigadinho a eles
e a elas e obrigadinho à Editorial Presença por contribuir para que a cultura
(minha/tua/nossa/vossa/deles) aumente. Viva a Cultura!
Há uma curiosidade que tenho num destes livros: será que vou encontrar
tiques dos atuais políticos idênticos aos de Luís XIV?
sexta-feira, 14 de março de 2014
quinta-feira, 13 de março de 2014
O problema é que os jornais dizem a merda que os gajos como tu não gostam de ouvir…
Mané – Ei!
Tu aí! Sim tu, ó totó… que estás para aí a dizer? Não gostas da tua vida?
Queres levar um tiro nos cornos? Ou não gostas do que dizem os jornais? Podes
sempre limpar-lhe o cú. O problema é que os jornais dizem a merda que os gajos
como tu não gostam de ouvir… porque são desmascarados… são trafulhas… deixa ver
(arranca-lhe o jornal das mãos)
«subida de impostos… fraude fiscal… mata a
amante e suicida-se a seguir… aumento de desemprego… férias de luxo… esbarra
lamborgHini e compra Ferrari…»
Filhos-da-puta! É este o país que temos…
Rute –
Chega! Deixa o homem em paz.
Mané – Ai
é? Queres que o deixe em paz? E logo tu que estavas a dizer que as nossas
famílias é que viviam sem fazer nada.
Rute – E
tu sabes bem que é verdade!
Mané – (aponta-lhe
a arma) Cala-me essa boca. Só dizes merda…
Rute – E
tu só fazes merda. Onde arranjaste essa arma? Já estiveste a fumar…
(Salvador sai sem eles se aperceberem)
Mané – (empurrando-a) Já te disse, caralho.
Cala-te!
Zé – (tira-lhe o jornal) Baixa isso.
Joca – Não
consegues ser normal? Pensas que estás sozinho? Há gente que gosta de ti…
Mané – (aponta a arma para Joca) Agora queres
dar-me tu lições… ó betinha? Mas eu perguntei-te alguma coisa? Achas que me
convences por teres uns olhos bonitos e andares sempre bonitinha?
Zé – (agarra
no Mané para lhe tirar a arma) Chega Mané! Dá cá isso, senão ainda magoas
alguém. Somos todos amigos…
Mané –
Somos o caralho. Estamos todos a lutar pela sobrevivência… ninguém é amigo de
ninguém na hora da morte… todos fogem… todos se borram de medo de ser apanhados
pela bófia… (empurra-o) e chega-te para lá…
SOUSA, Pedro Miguel Teixeira, Back to life, Cena IV (excerto).
quarta-feira, 12 de março de 2014
«Um escravo à inteira serventia da sua deusa!»
Cena IX
(Psique deslumbra-se com esta dedicatória amorosa e quando
terminam a cantoria, corre e joga-se nos braços do seu amado)
PSIQUE (Agarrada ao pescoço de Cupido e beijando-o)
Tu és louco! Tu és divinal! Tu és…
CUPIDO
… um eterno
apaixonado! Um escravo à inteira serventia da sua deusa! A mais bela e mais
carinhosa de todas as mulheres, que faz parar as chuvas e os ventos, as aves e
os animais selvagens com tamanha luz que de si irradia. Não há noite que não
clareie, nem dia que não escureça! Os rios correm para o leito e as nuvens
dissolvem-se nos mares! Tudo precipita a sua beleza!
(...)
SOUSA, Pedro Miguel Teixeira, AS NÚPCIAS DE CUPIDO E PSIQUE, Ato IV, Cena IX.
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