terça-feira, 21 de janeiro de 2014

UM BLOG SOBRE CENAS MARADAS


Maltinha. A partir de hoje vou-me dedicar à pesca. Não é essa que estão a pensar. É mesmo à pesca de cenas mais interessantes do que aquelas que tantas vezes somos levados a escrever. É claro que não ficará de lado recorrer a temas aborrecidos como aqueles em que temos de falar muitas vezes para ver, mas mesmo só para ver, se surtem algum efeito para todos viverem um bocadito melhor. Não pensem que eu não sei bem que as coisas sobre arte, cultura e literatura ainda estão pouco acarinhadas, mas também sei que se ninguém fizer nada o futuro ainda será pior. Mas como sou um tipo que acredita que 'há mais marés que marinheiros' e atrás de uma montanha existe outra ainda maior, também sei dizer que os modelos que muitos políticos seguem já não servem para nada e isto só lá vai quando um grupo de jovens, e se for uma jovem(?), resolver partir a loiça e começar a fazer coisas.

JOVENS IRREVERENTES PRECISAM-SE, OS "VELHOS" ESTÃO ACOMODADOS OU OS "ACOMODADOS" ESTÃO VELHOS!

Nota: Se não és 'velho', ainda que tenhas 120 anos, e gostas da adrenalina, escreve um poema, uma carta de amor, aquela frase que nunca tiveste coragem de dizer à tua vizinha que se mete na tua vida... faz uma música, pinta uma tela ou as cortinas lá de casa e lança a tua 'arte' pela janela. Vais-te sentir mais feliz.

O fundo da sala


O dia começou com um teste sobre "Felizmente Há Luar!" de Luís de Sttau Monteiro. Gosto desta obra. Revejo a (minha) sociedade em cada uma daquelas palavras. Devia ser estranho, sobretudo se soubermos que ela pretende retratar um Portugal do passado. Hoje seria passado do passado se não fossem as insistências nos mesmos erros de um grupo privilegiado que até se dizem defensores da pátria.
Enfim, vamos deixar para lá essas coisas e olhar para o fundo da sala. A verdadeira arte que se nos impõe. Aprecio a bota em particular. A sua expressividade feliz.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

E se em FAFE as ESCOLAS DESOCUPADAS fossem OCUPADAS com os melhores projetos culturais e artísticos?



Em Braga já acontece! Em Fafe, podia acontecer... quanto mais não fosse, disponibilizar espaços desocupados (escolas...) para que as associações se instalassem! Mas isto digo eu... não precisam concordar!!!





terça-feira, 14 de janeiro de 2014

O Cavaleiro



E se uma aldeia se transformasse num instante? Talvez uns dias... uma semana... o que poderia acontecer?

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Uma nota sobre “O falar de Fafe”

O falar de Fafe, ou mesmo de outra localidade, não está errado no que respeita à pronúncia. Essa é uma das regras bases que se aprende na Faculdade quando se estuda Fonética. Como em todas as línguas, há uma língua considerada padrão e há regionalismos. Não entrando em questões como o Mirandês que se trata de outra questão. Ora bem, a linguagem padrão está situada entre a zona litoral de Cantanhede e Lisboa, por causa de uma questão muito simples: A Universidade de Coimbra! A única Universidade durante um período de tempo muito longo... As outras pronúncias, incluindo mesmo Lisboa com o 'coâlho' ou o 'joâlho' ou em Fafe com a abertura das vogais antes das nasais, trata-se de regionalismos e, por isso, estão corretos como qualquer outros. Agora, uma coisa é a fala outra a escrita, porque nesta última não é admissível. O Minho está cheio de questões, veja-se, por exemplo, o caso do 'cão' ou do 'não' que não se pronuncia da mesma maneira em Regadas e em Fafe. Neste caso, Regadas é igual à linguagem padrão... apenas dista de Fafe de uns míseros Kms. E Felgueiras, que faz fronteira com Regadas? A Zona do Minho, por exemplo, tem 4 formas diferentes de pronunciar o 's'... e esta? Portugal é riquíssimo nesta matéria... prevaleçam as diferenças linguísticas, porque faz parte do nosso património e, digam lá, não é tão bom visitar os amigos transmontanos, que logo nos oferecem aqueles salpicões, linguiças e presuntos, e ouvir a sua pronúncia de gente que sabe receber?

Nota postada em: 
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=673199829369125&set=a.466589493363494.103990.100000373419038&type=1&theater&notif_t=photo_reply 

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Os Politécnicos agora já reagem?

Os Politécnicos já reagem, as Universidades continuam adormecidas.
A prova de Professores não foi motivo suficiente para que se pronunciassem, nem mesmo sabendo que em questão estava a qualidade de ensino, ao que parece de pouca qualidade segundo o Ministro. Honra seja feita à Escola Superior de Educação de Bragança do IPB. A única com coragem e determinação em defender que os seus alunos têm qualidade. Quanto ao resto, nem Politécnicos nem Universidades deste país tiveram o discernimento de mostrar o seu descontentamento, se é que alguma vez o tiveram, ao serem colocados em questão quanto ao ensino ministrado.

Se querem ver a qualidade dos alunos façam uma prova quando saem das faculdades a nível nacional e atestem o nível dos cursos. Depois, obriguem os professores (a custo zero) a uma constante reciclagem e vão às escolas para ver como eles trabalham e, principalmente, como eles lidam com o público cada vez mais difícil. Isso é que será uma prova de verdade.


Um professor até pode tirar 20 valores numa prova, mas não significa que seja um excelente pedagogo numa sala de aula!

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

A prova de Professores é uma vergonha para as Universidades

Exmo.(a) Sr.(a)

Informamos que na página eletrónica da PACC, em 
http://pacc.gave.min-edu.pt <http://pacc.gave.min-edu.pt/>  ,no separador Perguntas Frequentes encontra-se resposta à sua questão:

Que tempo de serviço releva para efeitos dos números 1. e 3. do Aviso n.º 14962-A/2013, de 5 de dezembro?

É considerado, para este efeito, todo o tempo de serviço devidamente certificado prestado antes e após a profissionalização, quer nos estabelecimentos da rede pública, quer nos estabelecimentos de ensino da rede privada e cooperativa.

Considera-se serviço docente qualquer atividade equiparada a função letiva, independentemente do grupo de recrutamento, designadamente, as Atividades de Enriquecimento Curricular.

Com os melhores cumprimentos,

Assessoria Direção
Gabinete de Avaliação Educacional
Travessa das Terras de Sant'Ana, 15
1250-269 Lisboa, PORTUGAL

Não faço a prova! Já tenho tempo de serviço que ultrapassa os 5 anos, mas não posso deixar de afirmar que isto tudo não passa de uma palhaçada muito feia.
Nunca coloquei em questão o facto de me avaliarem. Tenho duas licenciaturas, uma Pós-Graduação e um Mestrado, todos pela Universidade de Coimbra. Fui avaliado ‘milhentas vezes’ em cada um desses processos. Sou Professor Profissionalizado – estágio pedagógico em Português, Latim e Grego – o que me obrigou a ter direito a duas coordenadoras na Escola e dois orientadores da Faculdade. Até posso dizer que subi a minha média no ano de estágio, por tudo isto nunca me meteu medo a avaliação.
Na minha atividade profissional, para além de ser avaliado todos os dias pelos alunos, também sou formador de Professores, ou seja, pessoas habituadíssimas a avaliar… e, modéstia à parte, a coisa tem-me corrido muito bem! Mesmo sendo eu o mais novo dentro da sala de aula.
Sou contra esta prova!
Estou contra uma prova que não vai avaliar coisa nenhuma e que me levanta uma série de questões: um Professor ou Educador que tenha menos de 5 anos é pior do que o que tem mais? Desde quando? Só porque tem mais experiência? E quem sai diretamente dos estágios com toda a formação fresca da Universidade?
Por falar em Universidades: por que será que estes senhores não se pronunciam? Será que ainda não repararam que lhes estão a tirar o mérito? Se aprovaram pessoas para o ensino, atribuindo-lhes o diploma, é porque estão preparados, não será?
Se não for o caso, se as Universidades não se sentem seguras, então façam o favor de fechar os cursos!

terça-feira, 19 de novembro de 2013

O acordo PS – PSD

Não estou contente. Também não estou triste. Apreensivo, confesso. Inicialmente, esta era a hipótese que menos queria ver na minha cidade. As minhas tomadas de posição são públicas e não gosto mesmo nada da forma como o PS Fafe faz política. Há lá um ‘maquiavelismo’ que em nada contribui para o que de melhor a democracia tem. A ideia de ‘ou estás comigo ou contra mim’ faz-me alguma confusão e vê-la em quem anda de cravo ao peito como eu … não me parece mesmo nada bem! A outra ideia do ‘vale tudo’ para ganhar as eleições é das maiores pobrezas de um homem, mas deixar-se comprar por um bolinho de bacalhau na Malafaia é ainda pior!
Reconheço que o tempo é de mudança. Alguma, pelo menos. Não sei até onde vai esta flexibilidade do novo Presidente da Câmara, que até faz acordos com o PSD, e se o mesmo se vai apresentar como uma continuidade ou gradualmente deixa o que herdou para apresentar um novo rumo para Fafe. Ainda é cedo! Temos de lhe dar tempo, pelo menos de arrumar a secretária, limpar bem o pó e colocar o seu estojo!
O acordo do PSD foi um bom ‘negócio’. Admito! Honra seja feita ao negociador (José Augusto), que tem sabido orientar os destinos da Secção do PSD Fafe. Para o PSD, na minha opinião, o acordo só faria sentido se fosse em lugares estruturantes. Ao conhecer as atribuições dos pelouros, essa ideia fica esclarecida: o acordo foi um bom acordo!
Não está em causa, para mim, a capacidade dos seus executores. Já acreditava nas pessoas e no projeto antes, por isso, a minha posição mantém-se. Eugénio Marinho e José Batista estão mais do que preparados para as funções que irão desempenhar. Agora a tarefa não é fácil! Há um passado na forma como a Câmara de Fafe trabalhou que precisa ser revisto. Há a necessidade de mostrar às pessoas que os políticos estão lá para servir e não, como nos habituam todos os dias em todo o lado, para serem servidos.
Acredito que o Eugénio e o Batista vão ter isso em linha de conta, até porque é muito fácil falar com qualquer um dos dois. São pessoas acessíveis. Esperemos que as notícias das suas ações sejam as melhores para Fafe e que cheguem devidamente assinadas, porque às vezes uns trabalham e outros é que ficam com os louros!

Resta desejar muito sucesso a ambos, porque o seu sucesso será o nosso (Fafe) sucesso.