terça-feira, 14 de janeiro de 2014

O Cavaleiro



E se uma aldeia se transformasse num instante? Talvez uns dias... uma semana... o que poderia acontecer?

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Uma nota sobre “O falar de Fafe”

O falar de Fafe, ou mesmo de outra localidade, não está errado no que respeita à pronúncia. Essa é uma das regras bases que se aprende na Faculdade quando se estuda Fonética. Como em todas as línguas, há uma língua considerada padrão e há regionalismos. Não entrando em questões como o Mirandês que se trata de outra questão. Ora bem, a linguagem padrão está situada entre a zona litoral de Cantanhede e Lisboa, por causa de uma questão muito simples: A Universidade de Coimbra! A única Universidade durante um período de tempo muito longo... As outras pronúncias, incluindo mesmo Lisboa com o 'coâlho' ou o 'joâlho' ou em Fafe com a abertura das vogais antes das nasais, trata-se de regionalismos e, por isso, estão corretos como qualquer outros. Agora, uma coisa é a fala outra a escrita, porque nesta última não é admissível. O Minho está cheio de questões, veja-se, por exemplo, o caso do 'cão' ou do 'não' que não se pronuncia da mesma maneira em Regadas e em Fafe. Neste caso, Regadas é igual à linguagem padrão... apenas dista de Fafe de uns míseros Kms. E Felgueiras, que faz fronteira com Regadas? A Zona do Minho, por exemplo, tem 4 formas diferentes de pronunciar o 's'... e esta? Portugal é riquíssimo nesta matéria... prevaleçam as diferenças linguísticas, porque faz parte do nosso património e, digam lá, não é tão bom visitar os amigos transmontanos, que logo nos oferecem aqueles salpicões, linguiças e presuntos, e ouvir a sua pronúncia de gente que sabe receber?

Nota postada em: 
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=673199829369125&set=a.466589493363494.103990.100000373419038&type=1&theater&notif_t=photo_reply 

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Os Politécnicos agora já reagem?

Os Politécnicos já reagem, as Universidades continuam adormecidas.
A prova de Professores não foi motivo suficiente para que se pronunciassem, nem mesmo sabendo que em questão estava a qualidade de ensino, ao que parece de pouca qualidade segundo o Ministro. Honra seja feita à Escola Superior de Educação de Bragança do IPB. A única com coragem e determinação em defender que os seus alunos têm qualidade. Quanto ao resto, nem Politécnicos nem Universidades deste país tiveram o discernimento de mostrar o seu descontentamento, se é que alguma vez o tiveram, ao serem colocados em questão quanto ao ensino ministrado.

Se querem ver a qualidade dos alunos façam uma prova quando saem das faculdades a nível nacional e atestem o nível dos cursos. Depois, obriguem os professores (a custo zero) a uma constante reciclagem e vão às escolas para ver como eles trabalham e, principalmente, como eles lidam com o público cada vez mais difícil. Isso é que será uma prova de verdade.


Um professor até pode tirar 20 valores numa prova, mas não significa que seja um excelente pedagogo numa sala de aula!

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

A prova de Professores é uma vergonha para as Universidades

Exmo.(a) Sr.(a)

Informamos que na página eletrónica da PACC, em 
http://pacc.gave.min-edu.pt <http://pacc.gave.min-edu.pt/>  ,no separador Perguntas Frequentes encontra-se resposta à sua questão:

Que tempo de serviço releva para efeitos dos números 1. e 3. do Aviso n.º 14962-A/2013, de 5 de dezembro?

É considerado, para este efeito, todo o tempo de serviço devidamente certificado prestado antes e após a profissionalização, quer nos estabelecimentos da rede pública, quer nos estabelecimentos de ensino da rede privada e cooperativa.

Considera-se serviço docente qualquer atividade equiparada a função letiva, independentemente do grupo de recrutamento, designadamente, as Atividades de Enriquecimento Curricular.

Com os melhores cumprimentos,

Assessoria Direção
Gabinete de Avaliação Educacional
Travessa das Terras de Sant'Ana, 15
1250-269 Lisboa, PORTUGAL

Não faço a prova! Já tenho tempo de serviço que ultrapassa os 5 anos, mas não posso deixar de afirmar que isto tudo não passa de uma palhaçada muito feia.
Nunca coloquei em questão o facto de me avaliarem. Tenho duas licenciaturas, uma Pós-Graduação e um Mestrado, todos pela Universidade de Coimbra. Fui avaliado ‘milhentas vezes’ em cada um desses processos. Sou Professor Profissionalizado – estágio pedagógico em Português, Latim e Grego – o que me obrigou a ter direito a duas coordenadoras na Escola e dois orientadores da Faculdade. Até posso dizer que subi a minha média no ano de estágio, por tudo isto nunca me meteu medo a avaliação.
Na minha atividade profissional, para além de ser avaliado todos os dias pelos alunos, também sou formador de Professores, ou seja, pessoas habituadíssimas a avaliar… e, modéstia à parte, a coisa tem-me corrido muito bem! Mesmo sendo eu o mais novo dentro da sala de aula.
Sou contra esta prova!
Estou contra uma prova que não vai avaliar coisa nenhuma e que me levanta uma série de questões: um Professor ou Educador que tenha menos de 5 anos é pior do que o que tem mais? Desde quando? Só porque tem mais experiência? E quem sai diretamente dos estágios com toda a formação fresca da Universidade?
Por falar em Universidades: por que será que estes senhores não se pronunciam? Será que ainda não repararam que lhes estão a tirar o mérito? Se aprovaram pessoas para o ensino, atribuindo-lhes o diploma, é porque estão preparados, não será?
Se não for o caso, se as Universidades não se sentem seguras, então façam o favor de fechar os cursos!

terça-feira, 19 de novembro de 2013

O acordo PS – PSD

Não estou contente. Também não estou triste. Apreensivo, confesso. Inicialmente, esta era a hipótese que menos queria ver na minha cidade. As minhas tomadas de posição são públicas e não gosto mesmo nada da forma como o PS Fafe faz política. Há lá um ‘maquiavelismo’ que em nada contribui para o que de melhor a democracia tem. A ideia de ‘ou estás comigo ou contra mim’ faz-me alguma confusão e vê-la em quem anda de cravo ao peito como eu … não me parece mesmo nada bem! A outra ideia do ‘vale tudo’ para ganhar as eleições é das maiores pobrezas de um homem, mas deixar-se comprar por um bolinho de bacalhau na Malafaia é ainda pior!
Reconheço que o tempo é de mudança. Alguma, pelo menos. Não sei até onde vai esta flexibilidade do novo Presidente da Câmara, que até faz acordos com o PSD, e se o mesmo se vai apresentar como uma continuidade ou gradualmente deixa o que herdou para apresentar um novo rumo para Fafe. Ainda é cedo! Temos de lhe dar tempo, pelo menos de arrumar a secretária, limpar bem o pó e colocar o seu estojo!
O acordo do PSD foi um bom ‘negócio’. Admito! Honra seja feita ao negociador (José Augusto), que tem sabido orientar os destinos da Secção do PSD Fafe. Para o PSD, na minha opinião, o acordo só faria sentido se fosse em lugares estruturantes. Ao conhecer as atribuições dos pelouros, essa ideia fica esclarecida: o acordo foi um bom acordo!
Não está em causa, para mim, a capacidade dos seus executores. Já acreditava nas pessoas e no projeto antes, por isso, a minha posição mantém-se. Eugénio Marinho e José Batista estão mais do que preparados para as funções que irão desempenhar. Agora a tarefa não é fácil! Há um passado na forma como a Câmara de Fafe trabalhou que precisa ser revisto. Há a necessidade de mostrar às pessoas que os políticos estão lá para servir e não, como nos habituam todos os dias em todo o lado, para serem servidos.
Acredito que o Eugénio e o Batista vão ter isso em linha de conta, até porque é muito fácil falar com qualquer um dos dois. São pessoas acessíveis. Esperemos que as notícias das suas ações sejam as melhores para Fafe e que cheguem devidamente assinadas, porque às vezes uns trabalham e outros é que ficam com os louros!

Resta desejar muito sucesso a ambos, porque o seu sucesso será o nosso (Fafe) sucesso. 

Fafe, 16 de Novembro de 2013


                    Horizonte

                                    Ó mar anterior a nós, teus medos
Tinham coral e praias e arvoredos.
Desvendadas a noite e a cerração,
As tormentas passadas e o mistério,
Abria em flor o Longe, e o Sul sidério
'Splendia sobre as naus da iniciação.

Linha severa da longínqua costa —
Quando a nau se aproxima ergue-se a encosta
Em árvores onde o Longe nada tinha;
Mais perto, abre-se a terra em sons e cores:
E, no desembarcar, há aves, flores,
Onde era só, de longe a abstracta linha.

O sonho é ver as formas invisíveis
Da distância imprecisa, e, com sensíveis
Movimentos da esp'rança e da vontade,
Buscar na linha fria do horizonte
A árvore, a praia, a flor, a ave, a fonte —
Os beijos merecidos da Verdade.


                                                                                              Fernando Pessoa, Mensagem

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

DEBATE: “As Redes Sociais e a democracia participada”, 16 de Novembro, às 21h30, no Club Fafense

        Pedro Sousa                                                                 António Daniel       

Artur Coimbra                                                             Miguel Summavielle   

 Abel Castro                                                                 Jesus Martinho                


 João Carlos Lopes                                                          Daniel Bastos