segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

A prova de Professores é uma vergonha para as Universidades

Exmo.(a) Sr.(a)

Informamos que na página eletrónica da PACC, em 
http://pacc.gave.min-edu.pt <http://pacc.gave.min-edu.pt/>  ,no separador Perguntas Frequentes encontra-se resposta à sua questão:

Que tempo de serviço releva para efeitos dos números 1. e 3. do Aviso n.º 14962-A/2013, de 5 de dezembro?

É considerado, para este efeito, todo o tempo de serviço devidamente certificado prestado antes e após a profissionalização, quer nos estabelecimentos da rede pública, quer nos estabelecimentos de ensino da rede privada e cooperativa.

Considera-se serviço docente qualquer atividade equiparada a função letiva, independentemente do grupo de recrutamento, designadamente, as Atividades de Enriquecimento Curricular.

Com os melhores cumprimentos,

Assessoria Direção
Gabinete de Avaliação Educacional
Travessa das Terras de Sant'Ana, 15
1250-269 Lisboa, PORTUGAL

Não faço a prova! Já tenho tempo de serviço que ultrapassa os 5 anos, mas não posso deixar de afirmar que isto tudo não passa de uma palhaçada muito feia.
Nunca coloquei em questão o facto de me avaliarem. Tenho duas licenciaturas, uma Pós-Graduação e um Mestrado, todos pela Universidade de Coimbra. Fui avaliado ‘milhentas vezes’ em cada um desses processos. Sou Professor Profissionalizado – estágio pedagógico em Português, Latim e Grego – o que me obrigou a ter direito a duas coordenadoras na Escola e dois orientadores da Faculdade. Até posso dizer que subi a minha média no ano de estágio, por tudo isto nunca me meteu medo a avaliação.
Na minha atividade profissional, para além de ser avaliado todos os dias pelos alunos, também sou formador de Professores, ou seja, pessoas habituadíssimas a avaliar… e, modéstia à parte, a coisa tem-me corrido muito bem! Mesmo sendo eu o mais novo dentro da sala de aula.
Sou contra esta prova!
Estou contra uma prova que não vai avaliar coisa nenhuma e que me levanta uma série de questões: um Professor ou Educador que tenha menos de 5 anos é pior do que o que tem mais? Desde quando? Só porque tem mais experiência? E quem sai diretamente dos estágios com toda a formação fresca da Universidade?
Por falar em Universidades: por que será que estes senhores não se pronunciam? Será que ainda não repararam que lhes estão a tirar o mérito? Se aprovaram pessoas para o ensino, atribuindo-lhes o diploma, é porque estão preparados, não será?
Se não for o caso, se as Universidades não se sentem seguras, então façam o favor de fechar os cursos!

terça-feira, 19 de novembro de 2013

O acordo PS – PSD

Não estou contente. Também não estou triste. Apreensivo, confesso. Inicialmente, esta era a hipótese que menos queria ver na minha cidade. As minhas tomadas de posição são públicas e não gosto mesmo nada da forma como o PS Fafe faz política. Há lá um ‘maquiavelismo’ que em nada contribui para o que de melhor a democracia tem. A ideia de ‘ou estás comigo ou contra mim’ faz-me alguma confusão e vê-la em quem anda de cravo ao peito como eu … não me parece mesmo nada bem! A outra ideia do ‘vale tudo’ para ganhar as eleições é das maiores pobrezas de um homem, mas deixar-se comprar por um bolinho de bacalhau na Malafaia é ainda pior!
Reconheço que o tempo é de mudança. Alguma, pelo menos. Não sei até onde vai esta flexibilidade do novo Presidente da Câmara, que até faz acordos com o PSD, e se o mesmo se vai apresentar como uma continuidade ou gradualmente deixa o que herdou para apresentar um novo rumo para Fafe. Ainda é cedo! Temos de lhe dar tempo, pelo menos de arrumar a secretária, limpar bem o pó e colocar o seu estojo!
O acordo do PSD foi um bom ‘negócio’. Admito! Honra seja feita ao negociador (José Augusto), que tem sabido orientar os destinos da Secção do PSD Fafe. Para o PSD, na minha opinião, o acordo só faria sentido se fosse em lugares estruturantes. Ao conhecer as atribuições dos pelouros, essa ideia fica esclarecida: o acordo foi um bom acordo!
Não está em causa, para mim, a capacidade dos seus executores. Já acreditava nas pessoas e no projeto antes, por isso, a minha posição mantém-se. Eugénio Marinho e José Batista estão mais do que preparados para as funções que irão desempenhar. Agora a tarefa não é fácil! Há um passado na forma como a Câmara de Fafe trabalhou que precisa ser revisto. Há a necessidade de mostrar às pessoas que os políticos estão lá para servir e não, como nos habituam todos os dias em todo o lado, para serem servidos.
Acredito que o Eugénio e o Batista vão ter isso em linha de conta, até porque é muito fácil falar com qualquer um dos dois. São pessoas acessíveis. Esperemos que as notícias das suas ações sejam as melhores para Fafe e que cheguem devidamente assinadas, porque às vezes uns trabalham e outros é que ficam com os louros!

Resta desejar muito sucesso a ambos, porque o seu sucesso será o nosso (Fafe) sucesso. 

Fafe, 16 de Novembro de 2013


                    Horizonte

                                    Ó mar anterior a nós, teus medos
Tinham coral e praias e arvoredos.
Desvendadas a noite e a cerração,
As tormentas passadas e o mistério,
Abria em flor o Longe, e o Sul sidério
'Splendia sobre as naus da iniciação.

Linha severa da longínqua costa —
Quando a nau se aproxima ergue-se a encosta
Em árvores onde o Longe nada tinha;
Mais perto, abre-se a terra em sons e cores:
E, no desembarcar, há aves, flores,
Onde era só, de longe a abstracta linha.

O sonho é ver as formas invisíveis
Da distância imprecisa, e, com sensíveis
Movimentos da esp'rança e da vontade,
Buscar na linha fria do horizonte
A árvore, a praia, a flor, a ave, a fonte —
Os beijos merecidos da Verdade.


                                                                                              Fernando Pessoa, Mensagem

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

DEBATE: “As Redes Sociais e a democracia participada”, 16 de Novembro, às 21h30, no Club Fafense

        Pedro Sousa                                                                 António Daniel       

Artur Coimbra                                                             Miguel Summavielle   

 Abel Castro                                                                 Jesus Martinho                


 João Carlos Lopes                                                          Daniel Bastos

   
                          





segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Documentário: Regadas - A identidade de um povo

FICHA TÉCNICA 
DIREÇÃO DE PRODUÇÃO: Pedro Sousa | FOTOGRAFIA e OPERADORES DE CÂMERA: Mario Teixeira, Tiago Teixeira, Pedro Sousa | EDIÇÃO DE VÍDEO: Tiago Teixeira | VOZ OFF: Adriana Teixeira | ENREVISTADOS: João Fernandes, José Silva, Carminda Silva | PRODUÇÃO: Club Alfa | APOIO IPDJ -- Instituto Português do Desporto e Juventude no Programa OTL

terça-feira, 9 de julho de 2013

Escola de Artes de Coimbra homenageou Armando Azevedo na Festa de Encerramento do ano letivo







Apresentação da obra de Armando Azevedo

            Armando Azevedo, Professor, Artista Plástico e Performer, desenvolveu um vasto trabalho, sobretudo na década de 70 e início de 80. Com diversas participações individuais e colectivas, onde mais tarde se torna bolseiro investigador da Gulbenkian sobre ‘Trabalho individual/trabalho colectivo nas Artes Visuais’, destaca-se a cumplicidade dos seus trabalhos plásticos e performativos, percorrendo, por vezes, os mesmos lugares e, também, invadindo conscientemente o espaço de cada um.
            Numa época ainda perturbada por um regime ditatorial, começa a frequentar o CAPC (Círculo de Artes Plásticas de Coimbra) em 1969 e torna-se sócio no ano seguinte. Verdadeiramente, após algumas manifestações no campo das artes plásticas, a sua iniciação na performance acontece na resposta à “Agressão com o nome de Joseph Beuys” de Ernesto Sousa, que decorreu na galeria Ogiva em Óbidos[1].
            Embora sempre acompanhando os trabalhos artísticos que o CAPC ía desenvolvendo, neste período intervém mais nas artes plásticas, nos intervalos do cumprimento do serviço militar, regressando depois definitivamente ao CAPC, agora como professor, no início de 1976. Este mesmo ano, ainda no auge das manifestações pós-revolucionárias, numa sociedade que iniciava uma nova fase[2], ficou marcado pelo surgimento de um novo grupo no campo das artes, o Grupo PUZZLE, em que Armando Azevedo participa desde a criação, dando-lhe nome e metodologia.
            Juntamente com os elementos do PUZZLE, Armando Azevedo participa pela primeira vez nos Encontros Internacionais de Arte, os terceiros em Portugal, desta vez na Póvoa de Varzim, onde, para além das inúmeras intervenções como “puzzle”, realiza a sua performance mais elaborada (“Janela”). Desde esta data, as suas intervenções, colectivas - nos respectivos grupos em que participa (GICAPC ou PUZZLE) ou individuais, multiplicam-se e ganham uma dimensão merecedora de o levar a participar nas maiores manifestações artísticas nacionais e internacionais, como os Encontros Internacionais de Arte em Portugal (III - Póvoa de Varzim e IV - Caldas da Rainha), o 1º Symposium Internacional d’Art e Performance, organizado por Orlan em Lyon, a Semaine d’Action no Museu de Arte Moderna em Paris, convidado por Jean-Jacques Lebel e, ao mesmo tempo, expõe na Diagonale – Paris (convidado pela Galeria de Egídio Álvaro), em performática inauguração.