sexta-feira, 15 de março de 2013

Harlem Shake - Escola de Artes de Coimbra



COORDENAÇÃO: Pedro Sousa INTERVENIENTES: Pedro Figueiredo, Pedro Sousa, Diana Caracitas, André Henriques, Alison Gomes, Sofia Melo, Patrícia Tavares, Cristiano Conceição, Paulo Camacho, Inês Ferreira, Patrícia Correia, Carlos Santos, Pedro Bita, Mafalda Marques, Fábio Gonçalves, Luís Duarte, Diogo Madaleno, Pedro Antunes RECOLHA DE IMAGEM E EDIÇÃO DE VÍDEO: Flávio Neves

Harlem Shake - Zona Bowling Fafe



RECOLHA DE IMAGEM: Pedro Sousa EDIÇÃO DE VÍDEO: Flávio Neves

domingo, 10 de março de 2013

Novo rumo


O blog vai entrar noutra vida. Não significa um abandono a outras formas de escrita, mas haverá certamente mais espaço de opinião e confronto de ideias. Textos mais curtos. Fotografias. Ou outra coisa qualquer que bem me apeteça partilhar com aqueles que nos visitam. Já há muito tempo pensava orientar este espaço nesse sentido, para um blog no real sentido da palavra, o problema era mesmo a falta de tempo e a dedicação a outras coisas. Talvez agora ainda tenha o tempo mais preenchido, mas ao mesmo tempo há outras formas de organizar esse mesmo tempo. O que aqui vai encontrar não é uma visão reta, provavelmente será a mais tortuosa das visões… mas a vida é mesmo assim, feita de opiniões divergentes. Educação, Cultura, Arte, Sociedade… Noite. Amores e desamores. Tudo e nada ao mesmo tempo. O importante é a comunicação.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Arte, Cultura e Património


“Actualmente [a cultura] não tem nenhuma relação com a sociedade, e esta separação leva-nos a uma conclusão perigosa: que a cultura está estritamente ligada à lei, à produção, ao dinheiro, ao produto nacional, ao status de cada indivíduo dentro da sociedade”, Joseph Beuys.

     O setor cultural e artístico, parente pobre dos executivos sem visão estratégica, definha-se ainda mais quando em causa estão valores estritamente economicistas. Deixar este setor à mercê do acaso ou da simples benevolência de um grupo mais empenhado em servir o poder é permitir o fim da criação artística, o que vem a estrangular a identidade de uma população.
     As autarquias têm um papel fundamental na preservação da identidade da comunidade que representam. Esse papel pode ser abordado com sentido elevatório ou destruído sem deixar prevalecer as raízes culturais, artísticas e patrimoniais. Questionar a cultura nas suas origens, tradições e festejos, assim como permitir a prática da criação, pode significar não só o avanço da comunidade, numa perspetiva evolutiva no conhecimento proporcionado aos cidadãos, mas também em questões económicas se isso possibilitar uma marca capaz de provocar a lei da oferta e da procura.
     O concelho de Fafe é vasto em património cultural, mas não o tem sabido encarar com o respeito merecido. São múltiplas as aberrações cometidas ao longo do tempo, seja na destruição (escolas; moinhos…), no restauro (pontes), ou na própria descaracterização do tradicional nas mais diversas festividades. Fafe não cria identidade, porque não quer ou não sabe, não aproveita os recursos, não concebe uma estratégia capaz de levar o seu nome e ver o retorno nas visitas turísticas, sem necessitar de despojar quantias avultadas em programas televisivos.
     A cidade de Fafe está equipada com bons edifícios para prática cultural (Teatro-Cinema; Biblioteca; Casa da Cultura; Museus; Sítios Arqueológicos; Escolas… Moinhos; Alpendres… o próprio Mercado Municipal), mas falta-lhe um plano de ação, o delinear de uma estratégia que conjugue todos os esforços para uma prática constante de pesquisa e posterior promoção de eventos culturais e artísticos. Essa estratégia, por exemplo, à imagem do que já acontece com as entidades ligadas à Música, passa pela instalação de outros grupos artísticos (Artes Plásticas, Artes do Espetáculo e Performativas) no Teatro-Cinema ou mesmo em Escolas abandonadas, mas grupos obrigados a produzir e a envolver a comunidade, dotados de reconhecido valor nos seus recursos humanos, que possam contribuir para uma comunidade efetivamente criativa através da formação de novos públicos, preservar o património imaterial e, ao mesmo tempo, permitir-se enveredar pela experimentação de outras expressões artísticas (Teatro, Música, Dança, Cinema, Escultura, Pintura, Fotografia…) e literárias (Poesia, Conto, Romance, Dramaturgia…).
     Apostar na cultura é provocar o desenvolvimento. Envolver o meio empresarial nas atividades culturais e artísticas, a médio e longo prazo, representará um alargar de horizontes e ultrapassar barreiras ideológicas. Está mais do que na hora de traçar linhas de orientação sem olhar a clubismos ou partidarismos. A cultura é de todos.
in “Notícias de Fafe” (23-02-2013)

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Brindar aos amigos com dinheiros públicos


     Se correr bem há lucros para os acionistas, se correr mal o Estado repõe o dinheiro!
     A mentalidade portuguesa dos gestores das empresas públicas ou público-privadas é uma enorme fraude. Estas empresas nunca perdem e jamais pensam em abrir falência, a não ser que já estejam assegurados outros taxos para os seus gestores. Como todos comem da mesma gamela nunca está em causa a sua dissolução. Os interesses falam bem mais alto.
     A reportagem sobre o caso BPN é apenas um exemplo claro do que um só Banco fez para que hoje a vida dos portugueses esteja infernizada. Este banco tem rosto, melhor ainda, tem vários rostos, todos eles ligados à vida política, perfilando nos dois maiores partidos deste pequeno país. E o que lhes acontece? São premiados com nomeações para altos cargos nacionais e internacionais. Viva a canalhice, viva a fraude, viva a estupidez de um povo calado e sereno que só serve para ‘ralhar’ quando não lhe dão as migalhas habituais.
     Estas situações não acontecem apenas nos bancos e nos grandes, vejamos bem ao nosso lado: será que não andam por aí algumas pseudoempresas, disfarçadas de autónomas, geridas por próximos do poder político, sem produzir nada de jeito, mas que dão prejuízo e nunca ficam mal nos orçamentos porque há sempre uma mãozinha para tapar os buracos que vão deixando?
     Portugal é isto! Um grupo de indivíduos endinheirados, outro de malta bem posicionada e muitos mais a aproveitar as migalhas que vão deixando escapar entre cada ferradela no mais saboroso dos manjares reais. E as lutas, as guerras? Estas são feitas pela classe baixa. Os pobres de espírito ou de cultura, porque não conseguem perceber que os grandes se protegem, jantam juntos e até partilham as mesmas festas. Se um perder, perdem todos. Isto passou-se com o BPN, dizem uns que era gerido por malta do PSD mas a verdade o PS não deixou cair. Seria pior para o país? Não! Seria apenas mau para os tais amigos, porque se o país indemnizasse os clientes do banco ficava-lhe bem mais barato do que a nacionalização.
     Mas, por que é que não se deixou cair o banco? Não era uma empresa privada? Não há tantas empresas privadas a abrir falência? Infelizmente há, o que faz o estado para as proteger? Nada, quando a maior parte das vezes bastava perdoar a dívida ou parte dela e a empresa continuaria a laborar e a produzir.
     Deixemo-nos de lamechices e comecemos a exigir mais os nossos direitos. No poder só prevalece lá quem nós quisermos. Enquanto só pensarmos nas nossas vidas, não receberemos mais do que migalhas. Contudo, na nossa opinião, quem tem o trabalho merece o pão inteiro.
Pedro Miguel Sousa