sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

O meu bairro é o melhor

A reorganização administrativa será uma realidade nos próximos tempos. Ainda não se conhecem muito bem as reais divisões e muito menos se deram a conhecer publicamente onde serão as sedes dessas mesmas freguesias, nesse momento as coisas vão mudar de figura por uns tempos, mas logo voltam à normalidade como é o costume de terras conformistas.

Bertolt Brecht - O ANALFABETO POLÍTICO (Gestus)

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Sabe qual é a diferença entre bater numa Mulher e bater numa bateria?



Na semana passada, numa das minhas viagens pelo facebook, deparei-me com um link que remetia de imediato para um vídeo (http://youtu.be/R4ZwN5hLjr0) com o título: «Sabe qual a diferença entre bater numa Mulher e bater numa bateria?» Num primeiro momento, pensei tratar-se de mais uma brincadeira como tantas outras que surgem diariamente, mas não hesitei e resolvi ver o vídeo.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Democracia participada…

A palavra ‘democracia’ tem a sua origem na junção dos termos gregos ‘demo’ – povo e ‘kratos’ – poder. Esta aparece pela primeira vez em Heródoto, desaparece até ao século XVIII e volta a recuperar a sua importância com a Revolução Francesa. Ainda que a forma de actuação não tenha sido sempre a mesma, uma vez que passou de uma democracia directa a representativa, existia um envolvimento maior dos cidadãos através do regime de rotatividade.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

“Pensar incomoda como andar à chuva”

Alberto Caeiro, O Guardador de Rebanhos
Os raios solares invadem o meu espaço no preciso momento de uma apressada releitura de Pessoa. A sua intenção tão marcadamente natural e objectiva em Alberto Caeiro é confrontada num leitor atento, mas que continua a apostar na arte enquanto comunicação estética. Neste momento, a dimensão artística/literária ganha um outro mundo, uma nova leitura, e o verso perdido entre os demais torna-se o resultado de uma avaliação perfeita à sociedade dominada.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Regresso ao passado

Dois anos volvidos e as obras teimam em não chegar às aldeias. Algumas estradas tornaram-se insuportáveis e outras, feitas à revelia, numa pressa eleitoral para destronar as vozes incómodas até já deixam que a pequena força dos cogumelos levante o alcatrão. As mais emblemáticas são uma miragem cada vez mais ausente e as ‘ilegais’ a única realidade presente.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Novas oportunidades: Dinheiro investido em formação atirado ao lixo


Na hora de contratar funcionários, entidades que aderiram à iniciativa das novas oportunidades, funcionando principalmente como entidades promotoras, pesaram mais os favorecimentos que tinham de prestar aos comparsas do que as habilitações adquiridas por aqueles que frequentaram os cursos que os próprios promoveram.
A iniciativa ‘Novas Oportunidades’, embora enredada em questões de estatística na tentativa de colocar o país ao nível dos melhores rankings, pretendia ser uma mais-valia na colocação ou recolocação de pessoas no mundo do trabalho. Desde muito cedo se aperceberam as principais lacunas, principalmente no campo da exigência formativa, mas no que se refere à formação técnica existia uma preocupação acrescida em dotar as pessoas de ferramentas essenciais para o exercício das suas funções técnicas.
Muitos dos formandos foram colocados directamente pelas entidades formadoras, até porque os obrigatórios protocolos de estágio são uma ponte que em muitos casos permite ao estagiário passar a contratado. Em muitos outros casos, as entidades que não eram acreditadas para ministrar formação e pretendiam pessoas qualificadas para melhor responder às suas valências contratavam o serviço de uma entidade formadora e, por obrigação moral e institucional, recorria à sua bolsa de emprego para contratar novos funcionários. Noutros casos, há entidades que recorrem a tudo menos aos seus formandos. É precisamente aqui que reside o problema, ou seja, uma grande parte das instituições não estava interessada em capacitar pessoas para as contratar mas em conseguir as regalias financeiras para a sua instituição, porque na hora de contratar pessoas há entidades que nem um dos formandos contratou, sendo preteridos a pessoas sem qualquer qualificação profissional.
Certamente que todos têm o direito ao trabalho, mas o dinheiro que foi para aquela entidade foi um dinheiro muito mal empregue, afinal de nada serviu a formação, apenas para encher os bolsos à própria entidade.
Na reestruturação das Novas Oportunidades, será interessante repensar na efectiva aplicação dos dinheiros públicos e obrigar as entidades a um plano rigoroso no momento da apresentação das suas candidaturas, obrigando-as a dar preferência àqueles que adquiriram conhecimento nas suas instalações e, por isso, contribuíram para que as entidades aumentassem o seu potencial.
Pedro Miguel Sousa
in Jornal Povo de Fafe (04-11-2011)