quinta-feira, 15 de setembro de 2011

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Escultura de Albano Martins



Uma obra imponente do Escultor Albano Martins, Professor na ARCA (EUAC e EAC), para comemorar o centenário da Freguesia e Paróquia da Gafanha da Nazaré em Ílhavo.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

16ª Bienal de Cerveira

Escultura de Pedro Figueiredo



Escultura de Pedro Figueiredo





Pintura de João Dixo



Pintura de João Dixo


O Escultor Pedro Figueiredo e o Pintor João Dixo, ambos professores das escolas da ARCA em Coimbra, estão representados na 16ª Bienal de Cerveira.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Por favor, não leia esta crónica!

Se já está a ler estas palavras não passou no teste. O objectivo desta crónica é mesmo para não ser lida, até porque o que mais importante não surge nas primeiras linhas e vai chegar à conclusão que está a perder o seu tempo. Mais uma vez pedimos: por favor, não leia esta crónica!
A partir deste momento a responsabilidade é sua!
Se chegou até aqui é porque quer mesmo ler a crónica até ao fim, o que já entendeu que a responsabilidade será do leitor e jamais do responsável pela sua redacção. Este deveria ser sempre o sentimento dos leitores. Com isto não queremos desresponsabilizar os jornalistas que escrevem notícias ou os colaboradores que vão dando a sua opinião, mas queremos dizer que o que se diz não tem de ser obrigatoriamente o que se entende.
No caso das notícias, a sua construção tem de primar pela objectividade, mas nos artigos de opinião estes não necessitam de o ser. É de opinião que se trata e, por vezes, há situações em que o artigo diz uma coisa e os comentários que se ouvem ou lêem nada têm em comum com o que está lá escrito. Saber ler não é apenas juntar as letras e pronunciar uns sons, mas sim interpretar.
Estes dias temos sido bombardeados com o caso das escutas que fizeram estragos demais, mas se pararmos para pensar podemos questionar: por que será que aquele tipo de jornalismo tem tanta importância? É fácil de perceber, a curiosidade em conhecer o que se passa sobre os famosos, os adversários ou simplesmente sobre os vizinhos é uma tentação para muita gente que orienta a sua vida em função dos outros e procura na informação, independentemente de onde ela surgir, um meio para se sobrepor aos outros.
Tudo isto para dizer que há certas notícias que só existem porque há consumidores. As direcções dos jornais são as primeiras responsáveis porque publicam, depois são os jornalistas ou colaboradores e, por fim, os leitores que se alimentam de tão rascas informações.
Estes acontecimentos vão levantar novamente a discussão sobre o jornalismo e os diferentes tipos de jornalismo e, certamente, pode ser uma viragem na forma como se faz jornalismo e obrigar a que cada instrumento de comunicação assuma a sua função. Também sabemos que vão continuar a existir controladores da informação e outros que vão publicar tudo o que considerarem pertinente. Da nossa parte, apesar do risco que se corre, prefiro uma liberalização informativa que respeite as leis do que uma ditadura disfarçada, até porque ‘Sou responsável pelo que escrevo, não pelo que é entendido!’

Pedro Miguel Sousa
in Jornal Povo de Fafe (22-07-2011)

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Insucesso, violência e avaliações nas escolas portuguesas


O ano lectivo chega ao fim e com um novo governo a pensar em medidas para aplicar às escolas portuguesas. Apesar de algumas medidas do anterior governo que à priori pareciam equilibradas, o certo é que de pouco valeram quando aplicadas no terreno, por isso está na hora de ‘parar, analisar, reconverter e aplicar’.
Os vários momentos de avaliação, depois de diversas tentativas para motivar os alunos ao longo do ano e levá-los a outras formas de estudo para conseguir resultados positivos, servem para ‘parar’ e observar as notas obtidas. Em diversos casos há uma real satisfação, o que motiva o esforço de qualquer professor, mas analisando caso a caso verifica-se que os casos problemáticos (principalmente os faltosos) continuam problemáticos e são muito poucos os que conseguem transitar de ano.
O que parecia bem-intencionado, pelas regras estabelecidas pelo Ministério da Educação, ou seja, ‘os alunos com resultados negativos ou com excesso de faltas deveriam ser colocados perante provas de recuperação’, não passou de uma ilusão para a maioria dos casos. Depois, aqueles que têm comportamentos muito pouco convencionais, nas relações com a comunidade escolar, estão impunes e não podem ser expulsos, ou porque são menores de idade ou porque ainda estão dentro da escolaridade obrigatória.
Como se pode verificar, os problemas existentes nas escolas são de fácil localização. As Novas Oportunidades, que pretendiam trazer um novo fôlego aos desmotivados ou aqueles que não tiveram oportunidade na sua adolescência ou juventude, não conseguiram ultrapassar todas as barreiras, principalmente nos mais jovens.
O que se pode e deve fazer?
Em primeiro parece evidente que as escolas precisam de ganhar novamente o estatuto de casa de educação e, para isso, os alunos têm de sentir que se não cumprem com o que está pré-estabelecido são punidos. Depois, os Encarregados de Educação têm de ser responsabilizados pelos seus educandos e perceber que as escolas são locais para estudo e não um reformatório ou infantários para crescidos, ou seja, também eles precisam de ter autoridade. Por fim, é preciso rever os programas e permitir que no caso dos cursos de Educação e Formação de Jovens continue a valorização profissional mas que o grau de exigência aumente.
O sentimento de que toda a gente sabe tudo e mais alguma coisa não foi o lado mais positivo das Novas Oportunidades, o mais positivo foi mesmo voltar a levar as pessoas à escola ou à formação, porque os alunos que antes tinham problemas de faltas continuam a faltar e mesmo com as recuperações desmotivam. Por tudo isto, é urgente que se continue a apostar na formação, apostando na formação de adultos com o RVCC mas só introdutória (depois devem ser encaminhados para formações específicas) e apostando numa real formação dos jovens que os obrigue a frequentar com rigor todo o processo formativo.
Pedro Miguel Sousa
in Jornal Povo de Fafe (15-07-2011)

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Ser jornalista não é fácil…


Na primeira pessoa!
Nunca tive o jornalismo como actividade profissional, mas sempre procurei cumprir com os valores do jornalismo e o código deontológico. Em mais de dez anos, ao serviço do jornalismo local, já tive vários dissabores, desde ameaças de morte a pancadaria, o mais engraçado no meio disto tudo é que todas as ameaças só surgem em tempo de eleições, o que nos leva a questionar: são estes que defendem a democracia?
Ainda não me calaram e, para falar muita verdade, agora sou eu quem não quer falar. Que ninguém pense que é por medo de ameaças ou de indivíduos mal formados, apenas porque já percebi que basta escrever uma vez, são muitos que no momento nos condenam por relatar o que está a acontecer, mas depois são os primeiros a dizer que ‘afinal tinha razão’. É nessa altura que eu sempre digo: «Desculpe, mas não tenho culpa!».
A velhice é um posto e, por isso, já não tenho paciência para ouvir e calar. A maior parte das pessoas que se julgam superiores aos outros nunca tiveram muita sorte comigo, em primeiro porque nasci de uma família humilde, que tudo o que tem foi fruto de muito trabalho e sempre me ensinou a olhar para os outros como iguais. Depois, porque também fui seminarista, o que muito me orgulha na minha formação humana assim como o facto de ter sido formado pelos classicistas, e fui preparado para me sentar à mesa com pobres e com ricos. Sei comer com todos os garfos e não colocar os cotovelos em cima da mesa, mas adoro uma bela churrascada e ficar com as mãos gordurentas. Já comi umas sandes e uma sopa em tascas ranhosas, mas também já estive em jantares de gala daqueles que têm orquestras a receber os convidados. Não sou melhor do que ninguém, mas não admito que se superiorizem perto de mim, principalmente se em causa estiverem pessoas com poucas capacidades para se defenderem!
Na primeira pessoa, tal como desenhei esta crónica, quero fazer uma homenagem especial a todos aqueles que diariamente se vêem confrontados com situações pouco transparentes, onde os seus empregos ou até as suas vidas podem ficar em causa se não fizerem o que os chefes ordenam, e mesmo assim têm coragem para enfrentar esses obstáculos. Quero saudar quem acredita na democracia, mesmo sem a apregoar. E, por fim, dizer a todos os leitores que a vida é bem mais interessante quando aprendemos a valorizar tudo o que nos rodeia, sejam as pessoas, as pedras, as flores, os rios…
Já agora, façam o favor de serem felizes, porque eu faço o mesmo!

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Portugal, passo a Passo(s)


Começaram por dizer que era inexperiente, uns porque eram de linha partidária diferente e viam o seu tacho em questão e outros porque não sabiam muito bem o que dizer visto que só estão habituados a comentar sobre o que já conhecem. Fica a primeira pergunta: se há políticos que têm muita experiência e o país está uma lástima, não será melhor escolher quem não tem experiência?
Depois, porque não se conformam com as derrotas eleitorais, utilizaram a eleição para Presidente da Assembleia da República para dizer que foi uma grande derrota política. Surge a segunda questão: o que é que alterou na vida dos portugueses a ‘não eleição’ de Fernando Nobre?
Ainda, quase todos os governadores civis pediram a demissão, mas, afinal, para que servem os Governos Civis?
Fartos de políticos que só pensam no seu bem-estar já estão todos os portugueses fartos e há muito tempo. Mesmo assim, ainda há quem prefira bater com a cabeça na parede do que mudar o sentido do seu voto. Felizmente, há uma grande parte dos portugueses que decidem o rumo deste país e vão dando cartões aos governantes conforme o seu desempenho.
Por muito que custe aos habituados ao tachismo, o novo Primeiro-Ministro viajou em classe económica para a reunião de líderes e disse que o fará dentro da Europa. Confesso que não sabia que ele defendia esta ideia, mas fico contente que ele a cumpra. Assim como me pareceu extraordinária a colocação de Fernando Nobre a eleições no parlamento, o que mostrou que Passos Coelho é firme nas suas atitudes. Em campanha eleitoral disse que Nobre era o candidato do PSD à Presidência e, mesmo sabendo que não iria ser fácil, honrou o seu compromisso com o eleitorado. Para terminar em grande este processo, pela primeira vez temos uma mulher a presidir à Assembleia da República, grande sinal de progresso neste país de machistas!
Quanto aos Governos Civis (que podem ser consultadas as suas competências muito facilmente nos sites correspondentes), ainda não sei muito bem o resultado que advirá com novas regras administrativas, mas mantenho a pergunta (“para que servem os Governos Civis?”) e sugiro que a mesma seja colocada em qualquer rua deste país ou ao grupo de pessoas que habitualmente contactamos… vão ver que o resultado é interessante!
Não faltarão momentos para ‘darmos na cabeça’ a Pedro Passos Coelho, Primeiro-ministro de Portugal, mas até ao momento ficamos a saber que defende as suas convicções com todos os riscos que isso acarreta e já poupa dinheiro dos NOSSOS IMPOSTOS nas viagens que faz, até pode nem ser nada de especial porque tem direito a viajar de graça devido ao cargo que ocupa, mas a verdade é que o faz.
É uma medida populista, dizem uns, mas porquê? Será que é por não ser de um partido da esquerda? Mas o que é a esquerda e a direita nos dias de hoje? Da nossa parte, pouco nos importa se é populista… o que interessa é que está a poupar dinheiro aos portugueses. Isto sim, são medidas de esquerda e da direita, do centro e das laterais!
Pedro Miguel Sousa
In Jornal Povo de Fafe (01-07-2011)