A maior parte das pessoas lamenta a situação em que se encontra o país, outros há que lamentam o rumo que segue o concelho ou mesmo a freguesia. Mas já repararam mesmo o que está a acontecer na sociedade?
É mesmo muito simples: Estamos num país muito pouco letrado. Metade das pessoas letradas não percebem como funcionam as instituições, metade dessas sujeitam-se, a outra metade manda.
Ou seja, ou estudas e começas a perceber e a exigir os teus direitos (sabendo que os políticos foram eleitos para te servir e não para mandar em ti) ou vais continuar a puxar carroças!
ESCRITA | ARTE | PUBLICAÇÕES | PROJETOS
terça-feira, 9 de novembro de 2010
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
O Protagonismo
O que podemos dizer de um político que acusa outro de querer protagonismo nos jornais, se este aproveita cada momento e passa a vida em 'festas de idosos', 'a dar cheques para reconstrução de habitações', 'a entregar diplomas das novas oportunidades'... será que todos não querem o mesmo?
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Deus dos deuses
Ó terra prometida por um deus
Que do alto do Monte nos observa
Deixa que teu servo se dilua
Nas margens deste mar sem cais.
Fustigaste com ortigas as palavras,
Cobriste de mato grosso o leito,
Mas esqueceste de mostrar compaixão
Quando foste invocado por amor.
Agora, atirai sem pensar o perdão
Porque vosso servo carece
Num esmorecer de sentidos.
A verdade nasce nua e crua,
O momento perde-se e evacua,
Mas ninguém chega para vós:
Nem as armas em punho,
Nem os ventos, nem as chuvas,
Nem os trovões ou granizo
Atemorizam com choro a criança
Que procura um mundo novo.
Abre-lhe as portas de verdade e
De justiça e faz do homem
Um outro homem, que seja
Novo em espírito, alma e corpo.
Pedro Sousa
Que do alto do Monte nos observa
Deixa que teu servo se dilua
Nas margens deste mar sem cais.
Fustigaste com ortigas as palavras,
Cobriste de mato grosso o leito,
Mas esqueceste de mostrar compaixão
Quando foste invocado por amor.
Agora, atirai sem pensar o perdão
Porque vosso servo carece
Num esmorecer de sentidos.
A verdade nasce nua e crua,
O momento perde-se e evacua,
Mas ninguém chega para vós:
Nem as armas em punho,
Nem os ventos, nem as chuvas,
Nem os trovões ou granizo
Atemorizam com choro a criança
Que procura um mundo novo.
Abre-lhe as portas de verdade e
De justiça e faz do homem
Um outro homem, que seja
Novo em espírito, alma e corpo.
Pedro Sousa
sábado, 30 de outubro de 2010
O FMI vem aí?

Muito sinceramente, apetece-me dizer até que enfim que a novela está a chegar ao fim! Não o digo com a maior das alegrias, mas também não esperava um final muito diferente. Houve um período que ainda duvidei que poderia existir algum entendimento, mas quem tem pressa de fazer aprovar uma proposta sem dela dar conhecimento prévio, não me parecia que se pudesse esperar algum diálogo possível.
Segundo o jornal I, Teixeira dos Santos ausentou-se das negociações para reunir com José Sócrates, logo, o que deixa a entender, é que este senhor não deu qualquer hipótese para aberturas, porque como já tinha dito «Não governamos com o orçamento dos outros». Pelos vistos, nem com o dos outros nem com nenhum, porque nesta ordem de trabalhos este já não será mais viável.
Este tipo de atitude, (quero, posso e mando), é característica de quem não sabe lidar senão com as suas próprias ideias e conceitos. Neste caso concreto, podemos afirmar mesmo que não sabe governar, nem com as suas nem com as dos outros. Se até aqui muito pouco me parecia sair do esquema ao qual fomos habituados, agora começo a ter algum receio do que possa advir de sucessivas (des)governações.
As pessoas estiveram quase sempre pacatas, embora com algumas manifestações populosas, mas nem por isso deixaram de eleger os mesmos para um segundo mandato. A partir de agora, quando os ordenados começarem a baixar e os subsídios cortados, quero ver se a reacção é a mesma. Para o bem da segurança pública, seja o FMI seja quem for, espero que haja uma intervenção profunda, a começar pelos altos cargos que pouco ou nada produzem e, principalmente, que obrigue a uma reformulação na classe política que não tem mais credibilidade e afasta os mais jovens como quem foge do diabo.
Este clima possessivo sobre tudo e sobre todos em que se encontra a maior parte da classe política, uma classe que é eleita para nos representar, a quem pagamos salários chorudos todos os meses, maltrata-nos e olha-nos de cima, como se nós (os seus patrões) fossemos obrigados a idolatrá-los. Afinal, será que já paramos para pensar, alguma vez, e verificar que nós é que os elegemos e eles é que mandam em nós? Não deveria ser ao contrário? Quem manda numa empresa, o patrão que emprega ou o trabalhador que é empregado?
Se eles são eleitos pelo povo, então vamos exigir que sejam bem mais educados e que tratem as pessoas com a dignidade que merecem! Quem quiser mandar em tudo e em todos, que vá para o deserto, pelo menos lá não incomodará ninguém!
Já agora, era importante pensarmos nisto para as autarquias locais…
Pedro Miguel Sousa
in Jornal Povo de Fafe (29-10-2010)
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Se a esquerda é isto, então eu sou da extrema-esquerda!
Este governo já deu o que tinha a dar! Não há mais paciência para ouvir um Primeiro-ministro que aproveita a questão da constituição para se desmarcar das suas responsabilidades sociais. O país está em crise e, para que conste em ‘acta’, eu não tenho culpa nenhuma, porque não votei nele!
Quando ouço a treta da esquerda e da direita, proferida por estes senhores do socialismo, actualmente no poder, fico completamente indignado. Em primeiro, porque estamos a ser governados por gente tão mal formada que não sabe o que representa a esquerda e a direita; em segundo, porque ao lado destes senhores considero-me bem mais à esquerda do que todos eles. Ora vejamos, sou a favor da escola pública para todos, ainda que aceite que deva existir o ensino privado como opção, sou a favor de justiça social, atrevendo-me a dizer que gostava que a reforma fosse aos 65 anos ou aos 40 anos de trabalho, porque quem começou a trabalhar aos 12 e 13 anos, como os meus pais, não deveria ter de trabalhar até aos 65 anos como eu que só comecei aos 25 anos! Queria um sistema de saúde que não obrigasse as pessoas a levantarem-se de madrugada para marcar uma simples consulta. Estradas transitáveis. Actividades culturais e recreativas facilitadas aos mais necessitados. Enfim, gostava mesmo que existisse uma política social. Mas o que vejo, todos os dias, é que há muita gente que gosta de ser tratada como ‘coitadinhos’ numas circunstâncias (por exemplo, para ir buscar apoios para reconstruir as suas casas) e outras vezes armam-se em ricalhaços (passam a vidinha de café em café).
Não há mais paciência para este tipo de oportunismo que se instalou na vida e, principalmente, na política ou através dela. Quantas pessoas não há que saltam de partido em partido à procura de tacho? Um dia acordam, são do CDS/PP, tomam café e começam a tarde no PSD e à noite já estão no PS, se não se deitarem cedo ainda passam para os independentes ou são do PCP. Haja vergonha!
Muitos dos que hoje estão a queixar-se da crise são os principais responsáveis por ela. São pessoas que nunca produziram nada ou quase nada para o país, passavam os seus dias entre a baixa médica e o próprio trabalho, logo recebendo a dois carrinhos, enquanto outros tinham apenas um rendimento, porque sempre foram honestos. Agora, o país está em crise e a culpa de alguns vai ser paga por todos.
Contudo, apesar destes esquemas manhosos, em que uns trabalham e outros levam os louros ou os frutos parece estar a acabar, porque quem sempre trabalhou honestamente (sem precisar de se vender), também soube fazer o seu pé-de-meia, aqueles que sempre tiveram a vida fácil não precisavam de se preocupar e, agora, o momento só será propício a quem a astúcia é uma característica. Há ainda outros que aproveitam a política ou grupos de apoio para se posicionarem a si ou familiares e amigos, mas com o aumento da escolaridade, as regras podem estar para mudar.
«O mundo é uma roda, tanto anda como desanda!»
Pedro Miguel Sousa
in Jornal Povo de Fafe (22-10-2010)
Quando ouço a treta da esquerda e da direita, proferida por estes senhores do socialismo, actualmente no poder, fico completamente indignado. Em primeiro, porque estamos a ser governados por gente tão mal formada que não sabe o que representa a esquerda e a direita; em segundo, porque ao lado destes senhores considero-me bem mais à esquerda do que todos eles. Ora vejamos, sou a favor da escola pública para todos, ainda que aceite que deva existir o ensino privado como opção, sou a favor de justiça social, atrevendo-me a dizer que gostava que a reforma fosse aos 65 anos ou aos 40 anos de trabalho, porque quem começou a trabalhar aos 12 e 13 anos, como os meus pais, não deveria ter de trabalhar até aos 65 anos como eu que só comecei aos 25 anos! Queria um sistema de saúde que não obrigasse as pessoas a levantarem-se de madrugada para marcar uma simples consulta. Estradas transitáveis. Actividades culturais e recreativas facilitadas aos mais necessitados. Enfim, gostava mesmo que existisse uma política social. Mas o que vejo, todos os dias, é que há muita gente que gosta de ser tratada como ‘coitadinhos’ numas circunstâncias (por exemplo, para ir buscar apoios para reconstruir as suas casas) e outras vezes armam-se em ricalhaços (passam a vidinha de café em café).
Não há mais paciência para este tipo de oportunismo que se instalou na vida e, principalmente, na política ou através dela. Quantas pessoas não há que saltam de partido em partido à procura de tacho? Um dia acordam, são do CDS/PP, tomam café e começam a tarde no PSD e à noite já estão no PS, se não se deitarem cedo ainda passam para os independentes ou são do PCP. Haja vergonha!
Muitos dos que hoje estão a queixar-se da crise são os principais responsáveis por ela. São pessoas que nunca produziram nada ou quase nada para o país, passavam os seus dias entre a baixa médica e o próprio trabalho, logo recebendo a dois carrinhos, enquanto outros tinham apenas um rendimento, porque sempre foram honestos. Agora, o país está em crise e a culpa de alguns vai ser paga por todos.
Contudo, apesar destes esquemas manhosos, em que uns trabalham e outros levam os louros ou os frutos parece estar a acabar, porque quem sempre trabalhou honestamente (sem precisar de se vender), também soube fazer o seu pé-de-meia, aqueles que sempre tiveram a vida fácil não precisavam de se preocupar e, agora, o momento só será propício a quem a astúcia é uma característica. Há ainda outros que aproveitam a política ou grupos de apoio para se posicionarem a si ou familiares e amigos, mas com o aumento da escolaridade, as regras podem estar para mudar.
«O mundo é uma roda, tanto anda como desanda!»
Pedro Miguel Sousa
in Jornal Povo de Fafe (22-10-2010)
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Abutres seus
Perfilados em grupos, os abutres
Em rodopio perturbante,
Entre as árvores escondidos,
Olhos postos, esfomeados.
Sem gritos, sem compromisso,
Em veludos ventos se passeiam
Na astuta viagem desprovida
Do que farejam.
Em rodopio perturbante,
Entre as árvores escondidos,
Olhos postos, esfomeados.
Sem gritos, sem compromisso,
Em veludos ventos se passeiam
Na astuta viagem desprovida
Do que farejam.
sábado, 16 de outubro de 2010
O PS queria um cheque em Branco do PSD?
Começa a ser ridículo ouvir todos os dias as mesmas notícias. Como se já não bastasse a situação caótica em que vive o país, agora temos esta tentativa de aprovar o orçamento sem antes o discutirem, era o que mais faltava, não?
A responsabilidade política não pode ser levada pela teoria do coitadinho ou como lhe chamam os entendidos ‘teoria da vitimização’. Se há crise é porque aconteceu alguma coisa. Se esta tem a ver com questões da natureza, existem ajudas humanitárias, mas se esta é agravada e causada por políticas irresponsáveis, devem tirar-se conclusões e não deixar com que nos usem como bodes expiatórios para o fracasso de alguns.
Para o PS era muito fácil: existe uma crise, todos votam favoravelmente no orçamento e o que vem a seguir é culpa de todos, porque o aprovaram. Se não votam favoravelmente ‘demito-me’, dizia o Primeiro-ministro, mas será que estamos no tempo de criança em que os miúdos fazem birra se não lhes emprestarem o brinquedo e dizem ‘se não me emprestares vou embora’?
Por que será que o Eng. Sócrates não mostra logo esse dito orçamento, se precisa de uma resposta urgente? Será que prefere a aprovação ou a reprovação daria mais jeito?
Passos Coelho afirmou que se não fossem as eleições presidenciais apresentaria uma moção de censura ao governo, precisamente por este governo querer passar uma imagem contrária ao que está previsto pelos analistas internacionais relativamente ao défice, o que me surpreendeu logo a seguir foi ver um comentário de um socialista no sentido de afirmar que estas declarações não eram boas para o país, porque deixa uma má imagem junto dos bancos internacionais.
Este foi o momento que mais me elucidou relativamente ao comportamento humano que se vem repetindo, ou seja, as pessoas cometem erros e depois não querem ser desmascarados alegando que é mau para a instituição, a freguesia ou cidade e o país. Se querem ser bem vistos, por que não fazem as coisas sem prejudicar os outros e sem querer todos os tachos para eles ou seus familiares e amigos? É que isto começa mesmo a notar-se em todo o lado…
No meio destas trapalhadas todas, concluímos que o país está mesmo em crise monetária e de valores. As pessoas são cada vez mais egoístas e acabam por ser enganadas, basta utilizar umas palavras ‘delicodoces’ e às vezes baterem-lhes com as mãos nas costas ou levá-las a encher o bandulho em comezainas pagas por todos nós ao som do ‘tiroliroliro’. Manuela Ferreira Leite, apesar de eu não ter gostado de várias atitudes enquanto presidente do partido, alertou para o que estava para chegar, mas ninguém lhe deu importância. Neste momento, é caso para voltar a acreditar na velha máxima «quem te avisa, teu amigo é».
Pedro Miguel Sousa
in Jornal Povo de Fafe (15-10-2010)
A responsabilidade política não pode ser levada pela teoria do coitadinho ou como lhe chamam os entendidos ‘teoria da vitimização’. Se há crise é porque aconteceu alguma coisa. Se esta tem a ver com questões da natureza, existem ajudas humanitárias, mas se esta é agravada e causada por políticas irresponsáveis, devem tirar-se conclusões e não deixar com que nos usem como bodes expiatórios para o fracasso de alguns.
Para o PS era muito fácil: existe uma crise, todos votam favoravelmente no orçamento e o que vem a seguir é culpa de todos, porque o aprovaram. Se não votam favoravelmente ‘demito-me’, dizia o Primeiro-ministro, mas será que estamos no tempo de criança em que os miúdos fazem birra se não lhes emprestarem o brinquedo e dizem ‘se não me emprestares vou embora’?
Por que será que o Eng. Sócrates não mostra logo esse dito orçamento, se precisa de uma resposta urgente? Será que prefere a aprovação ou a reprovação daria mais jeito?
Passos Coelho afirmou que se não fossem as eleições presidenciais apresentaria uma moção de censura ao governo, precisamente por este governo querer passar uma imagem contrária ao que está previsto pelos analistas internacionais relativamente ao défice, o que me surpreendeu logo a seguir foi ver um comentário de um socialista no sentido de afirmar que estas declarações não eram boas para o país, porque deixa uma má imagem junto dos bancos internacionais.
Este foi o momento que mais me elucidou relativamente ao comportamento humano que se vem repetindo, ou seja, as pessoas cometem erros e depois não querem ser desmascarados alegando que é mau para a instituição, a freguesia ou cidade e o país. Se querem ser bem vistos, por que não fazem as coisas sem prejudicar os outros e sem querer todos os tachos para eles ou seus familiares e amigos? É que isto começa mesmo a notar-se em todo o lado…
No meio destas trapalhadas todas, concluímos que o país está mesmo em crise monetária e de valores. As pessoas são cada vez mais egoístas e acabam por ser enganadas, basta utilizar umas palavras ‘delicodoces’ e às vezes baterem-lhes com as mãos nas costas ou levá-las a encher o bandulho em comezainas pagas por todos nós ao som do ‘tiroliroliro’. Manuela Ferreira Leite, apesar de eu não ter gostado de várias atitudes enquanto presidente do partido, alertou para o que estava para chegar, mas ninguém lhe deu importância. Neste momento, é caso para voltar a acreditar na velha máxima «quem te avisa, teu amigo é».
Pedro Miguel Sousa
in Jornal Povo de Fafe (15-10-2010)
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Um país à beira de um ataque de nervos!
Hoje as notícias seguiam dois rumos completamente diferentes: por um lado, as primeiras referências ao tão badalado orçamento; por outro, os mineiros chilenos estão a chegar bem. Não sei muito bem, mas algo me diz que a animação em Portugal não vai ser a melhor quando começarmos a ver que o conbustível está mais caro e tudo o resto também. As prestações vão disparar e os salários diminuir.
Este país está a pagar a factura de muitos anos de má gestão, mas não me parece que sejam estas políticas que determinarão uma nova investida das empresas. Até porque já todos vivem na incerteza!
Alguém terá uma ideia para levantar este país?
Este país está a pagar a factura de muitos anos de má gestão, mas não me parece que sejam estas políticas que determinarão uma nova investida das empresas. Até porque já todos vivem na incerteza!
Alguém terá uma ideia para levantar este país?
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