Este país precisa de uma nova revolução cultural! Portugal está a perder o humanismo dos poetas e escritores! As máquinas estão a determinar o funcionamento da sociedade portuguesa. São os números que comandas e ditam as leis. Estamos a viver uma nova crise ditatorial, imposta por códigos informáticos e ninguém faz nada. As empresas fecham porque não pagaram ao fisco até aquele dia. Os detentores de recibos verdes têm de pagar a Segurança Social, mesmo que o Estado não lhes pague os serviços prestados como acontece na formação.
Será que vamos ter de nos habituar às máquinas ou ainda vamos a tempo de inverter a situação e fazaer com que se estude caso a caso?
ESCRITA | ARTE | PUBLICAÇÕES | PROJETOS
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
sábado, 16 de janeiro de 2010
Um café e um bagaço!
Entrava no café com ar de poucos amigos. A sua reacção, ao contrário do esperado, fora de extrema delicadeza: «- Boa tarde!». De imediato, a funcionária retribui a saudação e pergunta o que deseja. A resposta foi simples: «Um café e um bagaço!»
Este poderia ser o mote para mais uma história fantasiosa em forma de novela, onde a acção iniciada in medias res se situa num interior provinciano. Contudo, repescamos uma das frases mais ouvidas todos os dias para uma crónica em que olha os usos e os costumes com simpatia, mas despreza a arrogância ‘intelectualóide’ por esta não se enquadrar nem respeitar o que há de mais genuíno.
O mundo está a sofrer verdadeiras transformações, disso já não temos qualquer dúvida. Se em tempos a crise económica deu lugar a ditaduras na Europa que levaram à 2ª Guerra Mundial, a crise de hoje está a ser muito mais feroz e felizmente não mata.
Depois de tantos anos em cegas ditaduras, eis que uma lufada de ar fresco prometia igualdade de direitos e tudo parecia um mar de rosas. Hoje, já todos nos apercebemos que a democracia veio só para alguns que continuaram a controlar a liberdade de expressão, a justiça e o poder político. No entanto, as novas tecnologias revolucionaram o século e agora a liberdade de expressão pode ser retomada e colocada à observação em todo o mundo. A justiça ainda está débil e a política de rastos, continua-se a aguardar uma revolução tecnológica ou de outra dimensão que exija mais destes quadros, mas uma certeza já existe: retomar as tradições e costumes e os valores da moral são o garante de uma nova geração que despertará uma revolução cultural.
Quantos políticos se formaram profissionalmente e quantos profissionais se formaram na política? A resposta será óbvia, mas o que importará destacar é que no futuro próximo só terá capacidade interventiva quem melhor desempenhar a sua função na sociedade ou polis, porque esses serão eleitos preferenciais do povo. Já os que continuarem a usar a chantagem, a mentira, a falsidade e os esquemas mais manhosos para aceder ao poder podem estar certos que ‘a justiça tarda, mas não falha’. Todos esses ficarão para trás, porque não apostaram na formação, porque não acreditaram no passado, logo não acreditam no futuro.
Procurar a identidade será o caminho a seguir para a evolução de toda e qualquer comunidade. Por isso, «um café e um bagaço!».
Pedro Miguel Sousa,
in Jornal Povo de Fafe (15/01/2010)
Este poderia ser o mote para mais uma história fantasiosa em forma de novela, onde a acção iniciada in medias res se situa num interior provinciano. Contudo, repescamos uma das frases mais ouvidas todos os dias para uma crónica em que olha os usos e os costumes com simpatia, mas despreza a arrogância ‘intelectualóide’ por esta não se enquadrar nem respeitar o que há de mais genuíno.
O mundo está a sofrer verdadeiras transformações, disso já não temos qualquer dúvida. Se em tempos a crise económica deu lugar a ditaduras na Europa que levaram à 2ª Guerra Mundial, a crise de hoje está a ser muito mais feroz e felizmente não mata.
Depois de tantos anos em cegas ditaduras, eis que uma lufada de ar fresco prometia igualdade de direitos e tudo parecia um mar de rosas. Hoje, já todos nos apercebemos que a democracia veio só para alguns que continuaram a controlar a liberdade de expressão, a justiça e o poder político. No entanto, as novas tecnologias revolucionaram o século e agora a liberdade de expressão pode ser retomada e colocada à observação em todo o mundo. A justiça ainda está débil e a política de rastos, continua-se a aguardar uma revolução tecnológica ou de outra dimensão que exija mais destes quadros, mas uma certeza já existe: retomar as tradições e costumes e os valores da moral são o garante de uma nova geração que despertará uma revolução cultural.
Quantos políticos se formaram profissionalmente e quantos profissionais se formaram na política? A resposta será óbvia, mas o que importará destacar é que no futuro próximo só terá capacidade interventiva quem melhor desempenhar a sua função na sociedade ou polis, porque esses serão eleitos preferenciais do povo. Já os que continuarem a usar a chantagem, a mentira, a falsidade e os esquemas mais manhosos para aceder ao poder podem estar certos que ‘a justiça tarda, mas não falha’. Todos esses ficarão para trás, porque não apostaram na formação, porque não acreditaram no passado, logo não acreditam no futuro.
Procurar a identidade será o caminho a seguir para a evolução de toda e qualquer comunidade. Por isso, «um café e um bagaço!».
Pedro Miguel Sousa,
in Jornal Povo de Fafe (15/01/2010)
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Criar gabinetes de apoios a projectos nas autarquias pode ser um factor de riqueza a curto prazo para todo o concelho
As vozes surgirão já contra as primeiras palavras, mas os mais atentos vão ler até ao fim, porque chega de marasmo e queixinhas em torno de um país à beira da falência! Não são os braços cruzados atitude de gente de garra, afinal somos ou não do norte, carago?
O tema que hoje decidimos abordar já não é novo, mas às vezes temos de falar muitas vezes para ver se alguém nos ouve. Certamente, não serão as palavras que muitos esperarão ouvir no imediato, principalmente as Câmaras que não tenham uma contabilidade muito estável, mas só estes terão capacidade de resposta para oferecer um simples atilho para que depois possa receber o porco. Afinal, até sabemos que ‘as merendas’ são o ex-líbris de muitos senhores…
A proposta de trabalho é muito simples: Criar um Gabinete de Apoio para atender gratuitamente pessoas ou entidades que pretendem desenvolver um projecto, candidatá-lo e realizá-lo no Concelho. Ainda que possa parecer abusado este oferecer de um serviço gratuito, os mais atentos perceberão que ‘ao apoiar algo deste género, a pessoa ou instituição vai criar riqueza no concelho se vir o seu projecto aprovado, porque vai criar postos de trabalho e vai pagar todos os impostos nessa mesma cidade. Ou seja, a velha máxima utilizada na Grécia Antiga «Dou para que me dês», ainda que aquela fosse uma atitude menos apreciada por se tratar de religiosidade, neste caso trata-se de investimento nas pessoas, nas instituições e no concelho.
Este momento é o mais indicado para projectos de fundo, para isso é necessário criar uma equipa especializada (independente) que pense no concelho em geral, defina as prioridades nos distintos sectores (Educação, Cultura, Desporto, Turismo, Lazer, Comércio, Acção Social, Indústria, Comunicação Social – divulgação, Gastronomia…) e abrir as portas para que os investidores, mesmo sem dinheiro, possam avançar para as candidaturas aos financiamentos públicos (QREN, PRODER, dgartes…), porque é para isso que eles existem e se não forem aproveitados não só as comunidades deixam de se desenvolver como também os fundos terão de ser devolvidos.
Para um País dinâmico e promissor, precisamos de Concelhos com atitude!
in Jornal Povo de Fafe (08/01/2010)
Pedro Miguel Sousa
O tema que hoje decidimos abordar já não é novo, mas às vezes temos de falar muitas vezes para ver se alguém nos ouve. Certamente, não serão as palavras que muitos esperarão ouvir no imediato, principalmente as Câmaras que não tenham uma contabilidade muito estável, mas só estes terão capacidade de resposta para oferecer um simples atilho para que depois possa receber o porco. Afinal, até sabemos que ‘as merendas’ são o ex-líbris de muitos senhores…
A proposta de trabalho é muito simples: Criar um Gabinete de Apoio para atender gratuitamente pessoas ou entidades que pretendem desenvolver um projecto, candidatá-lo e realizá-lo no Concelho. Ainda que possa parecer abusado este oferecer de um serviço gratuito, os mais atentos perceberão que ‘ao apoiar algo deste género, a pessoa ou instituição vai criar riqueza no concelho se vir o seu projecto aprovado, porque vai criar postos de trabalho e vai pagar todos os impostos nessa mesma cidade. Ou seja, a velha máxima utilizada na Grécia Antiga «Dou para que me dês», ainda que aquela fosse uma atitude menos apreciada por se tratar de religiosidade, neste caso trata-se de investimento nas pessoas, nas instituições e no concelho.
Este momento é o mais indicado para projectos de fundo, para isso é necessário criar uma equipa especializada (independente) que pense no concelho em geral, defina as prioridades nos distintos sectores (Educação, Cultura, Desporto, Turismo, Lazer, Comércio, Acção Social, Indústria, Comunicação Social – divulgação, Gastronomia…) e abrir as portas para que os investidores, mesmo sem dinheiro, possam avançar para as candidaturas aos financiamentos públicos (QREN, PRODER, dgartes…), porque é para isso que eles existem e se não forem aproveitados não só as comunidades deixam de se desenvolver como também os fundos terão de ser devolvidos.
Para um País dinâmico e promissor, precisamos de Concelhos com atitude!
in Jornal Povo de Fafe (08/01/2010)
Pedro Miguel Sousa
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
As máscaras

A fala que se segue, retirada de uma peça de Moliére, é um reflexo do que a sociedade procura e eu teimo em não lhes dar... principalmente nas minhas crónicas jornalísticas, mas um dia também vou escrever (ou publicar) os meus textos dramáticos, por agora saboreemos e reflictamos nas palavras de uma das personagens da obra o Avarento de Moliére:
VALÉRIO
«…sob que máscara de simpatia me disfarço para lhe agradar e que personagem represento todos os dias para conseguir o seu afecto. Tenho feito consideráveis progressos e vou-me dando conta de que para ganhar os homens, não há melhor caminho do que o de, diante deles, fazer reverência às suas inclinações, adoptar as suas máximas, esconder os seus defeitos e aplaudir o que fazem. Não vale a pena ter medo de exagerar na complacência e no modo como gozamos com eles, pois mesmo os mais finos são sempre cegos quando se trata de lisonja e não há nada, por mais impertinente e ridículo que pareça, que não se lhes consiga fazer engolir, desde que bem temperado com louvores. A sinceridade sofre um pouco com este meu trabalho, mas quando precisamos dos homens, temos de nos ajustar a eles e como não conseguimos conquistá-los senão assim, a culpa não é dos que lisonjeiam mas dos que querem ser lisonjeados.»
Moliére, O Avarento, Europa - América (pág. 15/16)
«…sob que máscara de simpatia me disfarço para lhe agradar e que personagem represento todos os dias para conseguir o seu afecto. Tenho feito consideráveis progressos e vou-me dando conta de que para ganhar os homens, não há melhor caminho do que o de, diante deles, fazer reverência às suas inclinações, adoptar as suas máximas, esconder os seus defeitos e aplaudir o que fazem. Não vale a pena ter medo de exagerar na complacência e no modo como gozamos com eles, pois mesmo os mais finos são sempre cegos quando se trata de lisonja e não há nada, por mais impertinente e ridículo que pareça, que não se lhes consiga fazer engolir, desde que bem temperado com louvores. A sinceridade sofre um pouco com este meu trabalho, mas quando precisamos dos homens, temos de nos ajustar a eles e como não conseguimos conquistá-los senão assim, a culpa não é dos que lisonjeiam mas dos que querem ser lisonjeados.»
Moliére, O Avarento, Europa - América (pág. 15/16)
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
Foi você que pediu um bom tema?
Tratado informal sobre Jornalismo Regional
2009 está no fim! As intempéries continuam, a crise ainda é sentida e os buracos continuam nas estradas à espera de uma solução adiada sine die. Anos após ano repetem-se as temáticas: fome, cheias, corrupção, agressões, subornos… falsificação de assinaturas… e, de vez em quando, lá aparecem umas coisas boas para nos alegrar a memória.
Com o ano a finalizar, parece-nos oportuno salientar a importância da escrita e as reacções que esta provoca. Na verdade, o jornalismo regional é estimulante. Há leitores para todos os gostos, uns porque gostam sempre, outros às vezes e alguns nunca… mas tudo na vida é assim! O que mais nos surpreende não são os que gostam sempre e muito menos os que não gostam nunca, porque esses são previsíveis, mas sim os que gostam umas vezes e outras não. Nestes encontramos as reacções mais curiosas e é para eles que nos direccionamos. Ora vejamos, uns têm opinião sobre o que vai acontecendo e confrontam o que escrevemos, ora concordando ora discordando, outros só gostam quando dizemos coisas bonitas, porque se dizemos coisas menos bonitas (tão verdade quanto as bonitas) dizem ‘ele até é bom rapaz, mas não devia escrever o que escreve’.
Então? Será que só se deveria escrever o que é bem feito? Então por que não se faz só o bem? Era melhor para todos!
As conclusões são muito fáceis de tirar: primeiro – o jornalismo regional é muito próximo dos leitores, o que leva a que se tente identificar a escrita com a pessoa, logo quem escreve tem de seguir uma linha com princípios bem definidos e nunca se desviar; segundo – se estamos envolvidos em partidos ou associações, há quem identifique a pessoa como tal e nunca a vê com o distanciamento que deve sempre existir; terceiro – há pessoas que só queriam que dissesse bem delas, mesmo que façam totalmente o contrário.
Neste sentido, ser jornalista na imprensa regional torna-se mais difícil do que numa imprensa nacional, uma vez que as exigências são mais fortes e os ânimos são sentidos directamente. Passar ao lado de tudo isto só se consegue com algum profissionalismo, ainda que nem sempre se consiga ver isso em todos os jornalistas da imprensa regional. Contudo, ainda que não sejamos profissionais no jornalismo regional, a experiência de nove anos mostra-nos que neste tipo de jornalismo ‘só consegue ter qualidade na informação quem despe as camisolas clubistas e partidárias e descreve a realidade de todos os ângulos, na opinião só é autêntico quem defende os verdadeiros valores morais sem se preocupar se vai atingir o grupinho lá da terra ou os fulaninhos, porque num jornalismo sério há só lugar para a verdade.
Em nome de um jornalismo convicto,
Desejamos um 2010 com muita alegria para todos os nossos leitores!
in Jornal Povo de Fafe (30/12/2009)
Pedro Miguel Sousa
2009 está no fim! As intempéries continuam, a crise ainda é sentida e os buracos continuam nas estradas à espera de uma solução adiada sine die. Anos após ano repetem-se as temáticas: fome, cheias, corrupção, agressões, subornos… falsificação de assinaturas… e, de vez em quando, lá aparecem umas coisas boas para nos alegrar a memória.
Com o ano a finalizar, parece-nos oportuno salientar a importância da escrita e as reacções que esta provoca. Na verdade, o jornalismo regional é estimulante. Há leitores para todos os gostos, uns porque gostam sempre, outros às vezes e alguns nunca… mas tudo na vida é assim! O que mais nos surpreende não são os que gostam sempre e muito menos os que não gostam nunca, porque esses são previsíveis, mas sim os que gostam umas vezes e outras não. Nestes encontramos as reacções mais curiosas e é para eles que nos direccionamos. Ora vejamos, uns têm opinião sobre o que vai acontecendo e confrontam o que escrevemos, ora concordando ora discordando, outros só gostam quando dizemos coisas bonitas, porque se dizemos coisas menos bonitas (tão verdade quanto as bonitas) dizem ‘ele até é bom rapaz, mas não devia escrever o que escreve’.
Então? Será que só se deveria escrever o que é bem feito? Então por que não se faz só o bem? Era melhor para todos!
As conclusões são muito fáceis de tirar: primeiro – o jornalismo regional é muito próximo dos leitores, o que leva a que se tente identificar a escrita com a pessoa, logo quem escreve tem de seguir uma linha com princípios bem definidos e nunca se desviar; segundo – se estamos envolvidos em partidos ou associações, há quem identifique a pessoa como tal e nunca a vê com o distanciamento que deve sempre existir; terceiro – há pessoas que só queriam que dissesse bem delas, mesmo que façam totalmente o contrário.
Neste sentido, ser jornalista na imprensa regional torna-se mais difícil do que numa imprensa nacional, uma vez que as exigências são mais fortes e os ânimos são sentidos directamente. Passar ao lado de tudo isto só se consegue com algum profissionalismo, ainda que nem sempre se consiga ver isso em todos os jornalistas da imprensa regional. Contudo, ainda que não sejamos profissionais no jornalismo regional, a experiência de nove anos mostra-nos que neste tipo de jornalismo ‘só consegue ter qualidade na informação quem despe as camisolas clubistas e partidárias e descreve a realidade de todos os ângulos, na opinião só é autêntico quem defende os verdadeiros valores morais sem se preocupar se vai atingir o grupinho lá da terra ou os fulaninhos, porque num jornalismo sério há só lugar para a verdade.
Em nome de um jornalismo convicto,
Desejamos um 2010 com muita alegria para todos os nossos leitores!
in Jornal Povo de Fafe (30/12/2009)
Pedro Miguel Sousa
domingo, 20 de dezembro de 2009
É Natal…
Múltiplas mensagens de Natal se lançarão durante os próximos dias. Umas, só porque fica bem, e outras, porque não fica mal, são todas importantes para lembrar aqueles que de uma ou de outra forma vão merecendo a nossa atenção ao longo do ano ou dos anos.
Há muita gente que deixamos simplesmente de ver, mas nesta altura toca a telefonar, mandar um email, um postal ou uma msn… é por isso que o Natal se torna uma festa destacada. Certamente que o consumismo não deixa de se meter no que há de mais admirável nas relações humanas, mas se pensarmos um pouco há tanta coisa que nunca se deixa de intrometer no que é mais sagrado. Veja-se o comércio e outras anomalias que se instalam em volta da religião, por exemplo, mas nem esses podem ser uma entrave à grande festividade que é o Natal.
Cada pessoa terá de procurar traçar o seu caminho num percurso de justiça e verdade, sem se importar mesmo com o que possam pensar e muito menos dizer a seu respeito, porque a superioridade humana não está no alto da montanha mas na dignidade alcançada em cada momento.
Para este Natal vamos pedir que a estabilidade familiar seja distribuída pelo mundo e, principalmente, bem no seio das famílias, porque grande parte dos problemas das nossas escolas, reflectidas na revolta e desmotivação dos alunos, só se dá devido a uma desestruturação que teima em alastrar a todos os níveis. Como sabemos que o Pai Natal e o Menino Jesus juntos não têm mãos a medir, convidamos todos os leitores para que possam dar uma pequena ajuda, que não é dispendiosa de géneros, mas só assim é que o mundo poderá ser todo presenteado.
Feliz Natal!
in Jornal Povo de Fafe (22/12/2009)
Pedro Miguel Sousa
Há muita gente que deixamos simplesmente de ver, mas nesta altura toca a telefonar, mandar um email, um postal ou uma msn… é por isso que o Natal se torna uma festa destacada. Certamente que o consumismo não deixa de se meter no que há de mais admirável nas relações humanas, mas se pensarmos um pouco há tanta coisa que nunca se deixa de intrometer no que é mais sagrado. Veja-se o comércio e outras anomalias que se instalam em volta da religião, por exemplo, mas nem esses podem ser uma entrave à grande festividade que é o Natal.
Cada pessoa terá de procurar traçar o seu caminho num percurso de justiça e verdade, sem se importar mesmo com o que possam pensar e muito menos dizer a seu respeito, porque a superioridade humana não está no alto da montanha mas na dignidade alcançada em cada momento.
Para este Natal vamos pedir que a estabilidade familiar seja distribuída pelo mundo e, principalmente, bem no seio das famílias, porque grande parte dos problemas das nossas escolas, reflectidas na revolta e desmotivação dos alunos, só se dá devido a uma desestruturação que teima em alastrar a todos os níveis. Como sabemos que o Pai Natal e o Menino Jesus juntos não têm mãos a medir, convidamos todos os leitores para que possam dar uma pequena ajuda, que não é dispendiosa de géneros, mas só assim é que o mundo poderá ser todo presenteado.
Feliz Natal!
in Jornal Povo de Fafe (22/12/2009)
Pedro Miguel Sousa
sábado, 12 de dezembro de 2009
Um pé dentro e outro fora
Os velhinhos andam às turras! Mário Soares e Manuel Alegre resolveram protagonizar mais uma das suas lutas de titãs. Desta vez o tema roça a fantasia de dois indivíduos que travaram várias lutas juntos, embora os últimos anos a realidade fosse diferente. Já nos habituaram entre entradas e saídas de cena e, neste espectáculo teatral, até fazem as maravilhas de um público atento à comédia.
Não compreendemos o que importará para a melhoria do país, nem o que trará de novo para a luta interna partidária, o que apriori nos afigura é que Soares não quer Alegre na corrida a Belém, mas então quem vai? Este não é o melhor momento para uma candidatura triunfal… ainda que tudo é possível!
A atenção a esta temática recordou-nos alguns conceitos que adquirimos com a presença destes senhores, que apesar das suas intrigas nunca precisaram de sair do partido para as suas candidaturas, sendo óbvio que a candidatura presidencial é pessoal, ainda que tenha partidos a apoiar. Não poderíamos deixar de destacar esta atitude. Dois ilustres que resolvem embirrar um com o outro, mas no fundo o seu partido tem mesmo que lhes tirar o chapéu porque ambos sempre andaram por ali, o mesmo não acontece com tanta gente que hoje é de um partido e, porque outro lhe dá mais conforto, toca a mudar para se poder passear nos corredores do poder.
Costuma-se dizer que ‘só não muda quem é burro’, embora concordemos com esta expressão ‘em parte’, jamais poderíamos concordar com a sua aplicação na totalidade, uma vez que a dignidade deve ser acentuada e é essa que nos torna autênticos e reais. As aldeias são o que mais se pode conhecer de mudanças no vento. Ontem PSD, hoje PS, amanhã Independente se não aparecer quem dê mais…
Hoje sou teu amigo, amanhã inimigo e depois… quanto dás?
O palco é mesmo um local apetecível, tornando a peça uma comédia iniciada nos bastidores. Depois há aqueles que são apenas de um partido, mas se o outro até nos dá segurança, toca a difamar para nos protegerem da tempestade. A sociedade é um palco enorme de representações trágicas, cómicas ou mesmo trágico-cómicas, mas o importante é irmo-nos divertindo com estas atitudes encenadas, porque a realidade da vida é bem mais pragmática. Se podermos fazer os outros mais felizes… por que não?
Pedro Miguel Sousa,
in Jornal Povo de Fafe (11-12-2009)
Não compreendemos o que importará para a melhoria do país, nem o que trará de novo para a luta interna partidária, o que apriori nos afigura é que Soares não quer Alegre na corrida a Belém, mas então quem vai? Este não é o melhor momento para uma candidatura triunfal… ainda que tudo é possível!
A atenção a esta temática recordou-nos alguns conceitos que adquirimos com a presença destes senhores, que apesar das suas intrigas nunca precisaram de sair do partido para as suas candidaturas, sendo óbvio que a candidatura presidencial é pessoal, ainda que tenha partidos a apoiar. Não poderíamos deixar de destacar esta atitude. Dois ilustres que resolvem embirrar um com o outro, mas no fundo o seu partido tem mesmo que lhes tirar o chapéu porque ambos sempre andaram por ali, o mesmo não acontece com tanta gente que hoje é de um partido e, porque outro lhe dá mais conforto, toca a mudar para se poder passear nos corredores do poder.
Costuma-se dizer que ‘só não muda quem é burro’, embora concordemos com esta expressão ‘em parte’, jamais poderíamos concordar com a sua aplicação na totalidade, uma vez que a dignidade deve ser acentuada e é essa que nos torna autênticos e reais. As aldeias são o que mais se pode conhecer de mudanças no vento. Ontem PSD, hoje PS, amanhã Independente se não aparecer quem dê mais…
Hoje sou teu amigo, amanhã inimigo e depois… quanto dás?
O palco é mesmo um local apetecível, tornando a peça uma comédia iniciada nos bastidores. Depois há aqueles que são apenas de um partido, mas se o outro até nos dá segurança, toca a difamar para nos protegerem da tempestade. A sociedade é um palco enorme de representações trágicas, cómicas ou mesmo trágico-cómicas, mas o importante é irmo-nos divertindo com estas atitudes encenadas, porque a realidade da vida é bem mais pragmática. Se podermos fazer os outros mais felizes… por que não?
Pedro Miguel Sousa,
in Jornal Povo de Fafe (11-12-2009)
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Com a saúde só se brinca!
Ninguém poderá dizer o contrário. Afinal, as pessoas só brincam se estiverem com saúde. Foi com muito agrado que recebemos a notícia sobre a satisfação dos utentes em relação ao Centro de Saúde de Fafe. Noutros tempos não seria possível dizer o mesmo, mas também noutros tempos não poderíamos estar para aqui a escrever o que bem nos apetece.
Vivam lá as senhoras e os senhores que se dedicaram à saúde em Fafe. Vivam as vozes que aplaudiram e também as que criticaram, porque não há nada nem ninguém que melhore se não admitir os erros para os ultrapassar.
Fafe está com um bom sistema de saúde, melhor dizendo: o Centro de Saúde de Fafe está com qualidade no atendimento, mas o Centro de Saúde de Fafe também tem umas ramificações, as apelidadas ‘Extensões’, e essas ainda não satisfazem os seus utentes. O que faltará para que os utentes dessas extensões também sejam notícia nacional? Já que se conhecem bons exemplos na cidade, vamos lá… toca a dar maior atenção às aldeias. No fundo até merecem uma boa saúde, não?
Senão, não sei se repararam, com o Natal à porta há sempre maior abuso nas doçuras e se só conseguirem uma consulta para o próximo ano, se tiverem a diabetes, podem correr grande risco.
Seja como for, votamos na melhoria das Extensões de Saúde de Fafe. Acabam-se as filas de espera, o tempo da tabaqueira, o que é óptimo para os políticos porque assim as pessoas não passam demasiado tempo à espera da consulta, logo não conspiram contra as obras que não se fazem ou as que se fazem, os empregos para os amigos, as obras sempre para as mesmas empresas… de facto, pensando bem, isto também é saúde. As pessoas doentes são atendidas rápido, não falam de ninguém, o que significa que não dão dores de cabeça e ainda elogiam o sistema de saúde. Parece-nos bem!
Viva a saúde com todos a brincar! E já agora, não se esqueçam das Extensões… de saúde, claro!
in Jornal Povo de Fafe (04/12/2009)
Pedro Miguel Sousa
Vivam lá as senhoras e os senhores que se dedicaram à saúde em Fafe. Vivam as vozes que aplaudiram e também as que criticaram, porque não há nada nem ninguém que melhore se não admitir os erros para os ultrapassar.
Fafe está com um bom sistema de saúde, melhor dizendo: o Centro de Saúde de Fafe está com qualidade no atendimento, mas o Centro de Saúde de Fafe também tem umas ramificações, as apelidadas ‘Extensões’, e essas ainda não satisfazem os seus utentes. O que faltará para que os utentes dessas extensões também sejam notícia nacional? Já que se conhecem bons exemplos na cidade, vamos lá… toca a dar maior atenção às aldeias. No fundo até merecem uma boa saúde, não?
Senão, não sei se repararam, com o Natal à porta há sempre maior abuso nas doçuras e se só conseguirem uma consulta para o próximo ano, se tiverem a diabetes, podem correr grande risco.
Seja como for, votamos na melhoria das Extensões de Saúde de Fafe. Acabam-se as filas de espera, o tempo da tabaqueira, o que é óptimo para os políticos porque assim as pessoas não passam demasiado tempo à espera da consulta, logo não conspiram contra as obras que não se fazem ou as que se fazem, os empregos para os amigos, as obras sempre para as mesmas empresas… de facto, pensando bem, isto também é saúde. As pessoas doentes são atendidas rápido, não falam de ninguém, o que significa que não dão dores de cabeça e ainda elogiam o sistema de saúde. Parece-nos bem!
Viva a saúde com todos a brincar! E já agora, não se esqueçam das Extensões… de saúde, claro!
in Jornal Povo de Fafe (04/12/2009)
Pedro Miguel Sousa
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