As vozes surgirão já contra as primeiras palavras, mas os mais atentos vão ler até ao fim, porque chega de marasmo e queixinhas em torno de um país à beira da falência! Não são os braços cruzados atitude de gente de garra, afinal somos ou não do norte, carago?
O tema que hoje decidimos abordar já não é novo, mas às vezes temos de falar muitas vezes para ver se alguém nos ouve. Certamente, não serão as palavras que muitos esperarão ouvir no imediato, principalmente as Câmaras que não tenham uma contabilidade muito estável, mas só estes terão capacidade de resposta para oferecer um simples atilho para que depois possa receber o porco. Afinal, até sabemos que ‘as merendas’ são o ex-líbris de muitos senhores…
A proposta de trabalho é muito simples: Criar um Gabinete de Apoio para atender gratuitamente pessoas ou entidades que pretendem desenvolver um projecto, candidatá-lo e realizá-lo no Concelho. Ainda que possa parecer abusado este oferecer de um serviço gratuito, os mais atentos perceberão que ‘ao apoiar algo deste género, a pessoa ou instituição vai criar riqueza no concelho se vir o seu projecto aprovado, porque vai criar postos de trabalho e vai pagar todos os impostos nessa mesma cidade. Ou seja, a velha máxima utilizada na Grécia Antiga «Dou para que me dês», ainda que aquela fosse uma atitude menos apreciada por se tratar de religiosidade, neste caso trata-se de investimento nas pessoas, nas instituições e no concelho.
Este momento é o mais indicado para projectos de fundo, para isso é necessário criar uma equipa especializada (independente) que pense no concelho em geral, defina as prioridades nos distintos sectores (Educação, Cultura, Desporto, Turismo, Lazer, Comércio, Acção Social, Indústria, Comunicação Social – divulgação, Gastronomia…) e abrir as portas para que os investidores, mesmo sem dinheiro, possam avançar para as candidaturas aos financiamentos públicos (QREN, PRODER, dgartes…), porque é para isso que eles existem e se não forem aproveitados não só as comunidades deixam de se desenvolver como também os fundos terão de ser devolvidos.
Para um País dinâmico e promissor, precisamos de Concelhos com atitude!
in Jornal Povo de Fafe (08/01/2010)
Pedro Miguel Sousa
ESCRITA | ARTE | PUBLICAÇÕES | PROJETOS
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
As máscaras

A fala que se segue, retirada de uma peça de Moliére, é um reflexo do que a sociedade procura e eu teimo em não lhes dar... principalmente nas minhas crónicas jornalísticas, mas um dia também vou escrever (ou publicar) os meus textos dramáticos, por agora saboreemos e reflictamos nas palavras de uma das personagens da obra o Avarento de Moliére:
VALÉRIO
«…sob que máscara de simpatia me disfarço para lhe agradar e que personagem represento todos os dias para conseguir o seu afecto. Tenho feito consideráveis progressos e vou-me dando conta de que para ganhar os homens, não há melhor caminho do que o de, diante deles, fazer reverência às suas inclinações, adoptar as suas máximas, esconder os seus defeitos e aplaudir o que fazem. Não vale a pena ter medo de exagerar na complacência e no modo como gozamos com eles, pois mesmo os mais finos são sempre cegos quando se trata de lisonja e não há nada, por mais impertinente e ridículo que pareça, que não se lhes consiga fazer engolir, desde que bem temperado com louvores. A sinceridade sofre um pouco com este meu trabalho, mas quando precisamos dos homens, temos de nos ajustar a eles e como não conseguimos conquistá-los senão assim, a culpa não é dos que lisonjeiam mas dos que querem ser lisonjeados.»
Moliére, O Avarento, Europa - América (pág. 15/16)
«…sob que máscara de simpatia me disfarço para lhe agradar e que personagem represento todos os dias para conseguir o seu afecto. Tenho feito consideráveis progressos e vou-me dando conta de que para ganhar os homens, não há melhor caminho do que o de, diante deles, fazer reverência às suas inclinações, adoptar as suas máximas, esconder os seus defeitos e aplaudir o que fazem. Não vale a pena ter medo de exagerar na complacência e no modo como gozamos com eles, pois mesmo os mais finos são sempre cegos quando se trata de lisonja e não há nada, por mais impertinente e ridículo que pareça, que não se lhes consiga fazer engolir, desde que bem temperado com louvores. A sinceridade sofre um pouco com este meu trabalho, mas quando precisamos dos homens, temos de nos ajustar a eles e como não conseguimos conquistá-los senão assim, a culpa não é dos que lisonjeiam mas dos que querem ser lisonjeados.»
Moliére, O Avarento, Europa - América (pág. 15/16)
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
Foi você que pediu um bom tema?
Tratado informal sobre Jornalismo Regional
2009 está no fim! As intempéries continuam, a crise ainda é sentida e os buracos continuam nas estradas à espera de uma solução adiada sine die. Anos após ano repetem-se as temáticas: fome, cheias, corrupção, agressões, subornos… falsificação de assinaturas… e, de vez em quando, lá aparecem umas coisas boas para nos alegrar a memória.
Com o ano a finalizar, parece-nos oportuno salientar a importância da escrita e as reacções que esta provoca. Na verdade, o jornalismo regional é estimulante. Há leitores para todos os gostos, uns porque gostam sempre, outros às vezes e alguns nunca… mas tudo na vida é assim! O que mais nos surpreende não são os que gostam sempre e muito menos os que não gostam nunca, porque esses são previsíveis, mas sim os que gostam umas vezes e outras não. Nestes encontramos as reacções mais curiosas e é para eles que nos direccionamos. Ora vejamos, uns têm opinião sobre o que vai acontecendo e confrontam o que escrevemos, ora concordando ora discordando, outros só gostam quando dizemos coisas bonitas, porque se dizemos coisas menos bonitas (tão verdade quanto as bonitas) dizem ‘ele até é bom rapaz, mas não devia escrever o que escreve’.
Então? Será que só se deveria escrever o que é bem feito? Então por que não se faz só o bem? Era melhor para todos!
As conclusões são muito fáceis de tirar: primeiro – o jornalismo regional é muito próximo dos leitores, o que leva a que se tente identificar a escrita com a pessoa, logo quem escreve tem de seguir uma linha com princípios bem definidos e nunca se desviar; segundo – se estamos envolvidos em partidos ou associações, há quem identifique a pessoa como tal e nunca a vê com o distanciamento que deve sempre existir; terceiro – há pessoas que só queriam que dissesse bem delas, mesmo que façam totalmente o contrário.
Neste sentido, ser jornalista na imprensa regional torna-se mais difícil do que numa imprensa nacional, uma vez que as exigências são mais fortes e os ânimos são sentidos directamente. Passar ao lado de tudo isto só se consegue com algum profissionalismo, ainda que nem sempre se consiga ver isso em todos os jornalistas da imprensa regional. Contudo, ainda que não sejamos profissionais no jornalismo regional, a experiência de nove anos mostra-nos que neste tipo de jornalismo ‘só consegue ter qualidade na informação quem despe as camisolas clubistas e partidárias e descreve a realidade de todos os ângulos, na opinião só é autêntico quem defende os verdadeiros valores morais sem se preocupar se vai atingir o grupinho lá da terra ou os fulaninhos, porque num jornalismo sério há só lugar para a verdade.
Em nome de um jornalismo convicto,
Desejamos um 2010 com muita alegria para todos os nossos leitores!
in Jornal Povo de Fafe (30/12/2009)
Pedro Miguel Sousa
2009 está no fim! As intempéries continuam, a crise ainda é sentida e os buracos continuam nas estradas à espera de uma solução adiada sine die. Anos após ano repetem-se as temáticas: fome, cheias, corrupção, agressões, subornos… falsificação de assinaturas… e, de vez em quando, lá aparecem umas coisas boas para nos alegrar a memória.
Com o ano a finalizar, parece-nos oportuno salientar a importância da escrita e as reacções que esta provoca. Na verdade, o jornalismo regional é estimulante. Há leitores para todos os gostos, uns porque gostam sempre, outros às vezes e alguns nunca… mas tudo na vida é assim! O que mais nos surpreende não são os que gostam sempre e muito menos os que não gostam nunca, porque esses são previsíveis, mas sim os que gostam umas vezes e outras não. Nestes encontramos as reacções mais curiosas e é para eles que nos direccionamos. Ora vejamos, uns têm opinião sobre o que vai acontecendo e confrontam o que escrevemos, ora concordando ora discordando, outros só gostam quando dizemos coisas bonitas, porque se dizemos coisas menos bonitas (tão verdade quanto as bonitas) dizem ‘ele até é bom rapaz, mas não devia escrever o que escreve’.
Então? Será que só se deveria escrever o que é bem feito? Então por que não se faz só o bem? Era melhor para todos!
As conclusões são muito fáceis de tirar: primeiro – o jornalismo regional é muito próximo dos leitores, o que leva a que se tente identificar a escrita com a pessoa, logo quem escreve tem de seguir uma linha com princípios bem definidos e nunca se desviar; segundo – se estamos envolvidos em partidos ou associações, há quem identifique a pessoa como tal e nunca a vê com o distanciamento que deve sempre existir; terceiro – há pessoas que só queriam que dissesse bem delas, mesmo que façam totalmente o contrário.
Neste sentido, ser jornalista na imprensa regional torna-se mais difícil do que numa imprensa nacional, uma vez que as exigências são mais fortes e os ânimos são sentidos directamente. Passar ao lado de tudo isto só se consegue com algum profissionalismo, ainda que nem sempre se consiga ver isso em todos os jornalistas da imprensa regional. Contudo, ainda que não sejamos profissionais no jornalismo regional, a experiência de nove anos mostra-nos que neste tipo de jornalismo ‘só consegue ter qualidade na informação quem despe as camisolas clubistas e partidárias e descreve a realidade de todos os ângulos, na opinião só é autêntico quem defende os verdadeiros valores morais sem se preocupar se vai atingir o grupinho lá da terra ou os fulaninhos, porque num jornalismo sério há só lugar para a verdade.
Em nome de um jornalismo convicto,
Desejamos um 2010 com muita alegria para todos os nossos leitores!
in Jornal Povo de Fafe (30/12/2009)
Pedro Miguel Sousa
domingo, 20 de dezembro de 2009
É Natal…
Múltiplas mensagens de Natal se lançarão durante os próximos dias. Umas, só porque fica bem, e outras, porque não fica mal, são todas importantes para lembrar aqueles que de uma ou de outra forma vão merecendo a nossa atenção ao longo do ano ou dos anos.
Há muita gente que deixamos simplesmente de ver, mas nesta altura toca a telefonar, mandar um email, um postal ou uma msn… é por isso que o Natal se torna uma festa destacada. Certamente que o consumismo não deixa de se meter no que há de mais admirável nas relações humanas, mas se pensarmos um pouco há tanta coisa que nunca se deixa de intrometer no que é mais sagrado. Veja-se o comércio e outras anomalias que se instalam em volta da religião, por exemplo, mas nem esses podem ser uma entrave à grande festividade que é o Natal.
Cada pessoa terá de procurar traçar o seu caminho num percurso de justiça e verdade, sem se importar mesmo com o que possam pensar e muito menos dizer a seu respeito, porque a superioridade humana não está no alto da montanha mas na dignidade alcançada em cada momento.
Para este Natal vamos pedir que a estabilidade familiar seja distribuída pelo mundo e, principalmente, bem no seio das famílias, porque grande parte dos problemas das nossas escolas, reflectidas na revolta e desmotivação dos alunos, só se dá devido a uma desestruturação que teima em alastrar a todos os níveis. Como sabemos que o Pai Natal e o Menino Jesus juntos não têm mãos a medir, convidamos todos os leitores para que possam dar uma pequena ajuda, que não é dispendiosa de géneros, mas só assim é que o mundo poderá ser todo presenteado.
Feliz Natal!
in Jornal Povo de Fafe (22/12/2009)
Pedro Miguel Sousa
Há muita gente que deixamos simplesmente de ver, mas nesta altura toca a telefonar, mandar um email, um postal ou uma msn… é por isso que o Natal se torna uma festa destacada. Certamente que o consumismo não deixa de se meter no que há de mais admirável nas relações humanas, mas se pensarmos um pouco há tanta coisa que nunca se deixa de intrometer no que é mais sagrado. Veja-se o comércio e outras anomalias que se instalam em volta da religião, por exemplo, mas nem esses podem ser uma entrave à grande festividade que é o Natal.
Cada pessoa terá de procurar traçar o seu caminho num percurso de justiça e verdade, sem se importar mesmo com o que possam pensar e muito menos dizer a seu respeito, porque a superioridade humana não está no alto da montanha mas na dignidade alcançada em cada momento.
Para este Natal vamos pedir que a estabilidade familiar seja distribuída pelo mundo e, principalmente, bem no seio das famílias, porque grande parte dos problemas das nossas escolas, reflectidas na revolta e desmotivação dos alunos, só se dá devido a uma desestruturação que teima em alastrar a todos os níveis. Como sabemos que o Pai Natal e o Menino Jesus juntos não têm mãos a medir, convidamos todos os leitores para que possam dar uma pequena ajuda, que não é dispendiosa de géneros, mas só assim é que o mundo poderá ser todo presenteado.
Feliz Natal!
in Jornal Povo de Fafe (22/12/2009)
Pedro Miguel Sousa
sábado, 12 de dezembro de 2009
Um pé dentro e outro fora
Os velhinhos andam às turras! Mário Soares e Manuel Alegre resolveram protagonizar mais uma das suas lutas de titãs. Desta vez o tema roça a fantasia de dois indivíduos que travaram várias lutas juntos, embora os últimos anos a realidade fosse diferente. Já nos habituaram entre entradas e saídas de cena e, neste espectáculo teatral, até fazem as maravilhas de um público atento à comédia.
Não compreendemos o que importará para a melhoria do país, nem o que trará de novo para a luta interna partidária, o que apriori nos afigura é que Soares não quer Alegre na corrida a Belém, mas então quem vai? Este não é o melhor momento para uma candidatura triunfal… ainda que tudo é possível!
A atenção a esta temática recordou-nos alguns conceitos que adquirimos com a presença destes senhores, que apesar das suas intrigas nunca precisaram de sair do partido para as suas candidaturas, sendo óbvio que a candidatura presidencial é pessoal, ainda que tenha partidos a apoiar. Não poderíamos deixar de destacar esta atitude. Dois ilustres que resolvem embirrar um com o outro, mas no fundo o seu partido tem mesmo que lhes tirar o chapéu porque ambos sempre andaram por ali, o mesmo não acontece com tanta gente que hoje é de um partido e, porque outro lhe dá mais conforto, toca a mudar para se poder passear nos corredores do poder.
Costuma-se dizer que ‘só não muda quem é burro’, embora concordemos com esta expressão ‘em parte’, jamais poderíamos concordar com a sua aplicação na totalidade, uma vez que a dignidade deve ser acentuada e é essa que nos torna autênticos e reais. As aldeias são o que mais se pode conhecer de mudanças no vento. Ontem PSD, hoje PS, amanhã Independente se não aparecer quem dê mais…
Hoje sou teu amigo, amanhã inimigo e depois… quanto dás?
O palco é mesmo um local apetecível, tornando a peça uma comédia iniciada nos bastidores. Depois há aqueles que são apenas de um partido, mas se o outro até nos dá segurança, toca a difamar para nos protegerem da tempestade. A sociedade é um palco enorme de representações trágicas, cómicas ou mesmo trágico-cómicas, mas o importante é irmo-nos divertindo com estas atitudes encenadas, porque a realidade da vida é bem mais pragmática. Se podermos fazer os outros mais felizes… por que não?
Pedro Miguel Sousa,
in Jornal Povo de Fafe (11-12-2009)
Não compreendemos o que importará para a melhoria do país, nem o que trará de novo para a luta interna partidária, o que apriori nos afigura é que Soares não quer Alegre na corrida a Belém, mas então quem vai? Este não é o melhor momento para uma candidatura triunfal… ainda que tudo é possível!
A atenção a esta temática recordou-nos alguns conceitos que adquirimos com a presença destes senhores, que apesar das suas intrigas nunca precisaram de sair do partido para as suas candidaturas, sendo óbvio que a candidatura presidencial é pessoal, ainda que tenha partidos a apoiar. Não poderíamos deixar de destacar esta atitude. Dois ilustres que resolvem embirrar um com o outro, mas no fundo o seu partido tem mesmo que lhes tirar o chapéu porque ambos sempre andaram por ali, o mesmo não acontece com tanta gente que hoje é de um partido e, porque outro lhe dá mais conforto, toca a mudar para se poder passear nos corredores do poder.
Costuma-se dizer que ‘só não muda quem é burro’, embora concordemos com esta expressão ‘em parte’, jamais poderíamos concordar com a sua aplicação na totalidade, uma vez que a dignidade deve ser acentuada e é essa que nos torna autênticos e reais. As aldeias são o que mais se pode conhecer de mudanças no vento. Ontem PSD, hoje PS, amanhã Independente se não aparecer quem dê mais…
Hoje sou teu amigo, amanhã inimigo e depois… quanto dás?
O palco é mesmo um local apetecível, tornando a peça uma comédia iniciada nos bastidores. Depois há aqueles que são apenas de um partido, mas se o outro até nos dá segurança, toca a difamar para nos protegerem da tempestade. A sociedade é um palco enorme de representações trágicas, cómicas ou mesmo trágico-cómicas, mas o importante é irmo-nos divertindo com estas atitudes encenadas, porque a realidade da vida é bem mais pragmática. Se podermos fazer os outros mais felizes… por que não?
Pedro Miguel Sousa,
in Jornal Povo de Fafe (11-12-2009)
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Com a saúde só se brinca!
Ninguém poderá dizer o contrário. Afinal, as pessoas só brincam se estiverem com saúde. Foi com muito agrado que recebemos a notícia sobre a satisfação dos utentes em relação ao Centro de Saúde de Fafe. Noutros tempos não seria possível dizer o mesmo, mas também noutros tempos não poderíamos estar para aqui a escrever o que bem nos apetece.
Vivam lá as senhoras e os senhores que se dedicaram à saúde em Fafe. Vivam as vozes que aplaudiram e também as que criticaram, porque não há nada nem ninguém que melhore se não admitir os erros para os ultrapassar.
Fafe está com um bom sistema de saúde, melhor dizendo: o Centro de Saúde de Fafe está com qualidade no atendimento, mas o Centro de Saúde de Fafe também tem umas ramificações, as apelidadas ‘Extensões’, e essas ainda não satisfazem os seus utentes. O que faltará para que os utentes dessas extensões também sejam notícia nacional? Já que se conhecem bons exemplos na cidade, vamos lá… toca a dar maior atenção às aldeias. No fundo até merecem uma boa saúde, não?
Senão, não sei se repararam, com o Natal à porta há sempre maior abuso nas doçuras e se só conseguirem uma consulta para o próximo ano, se tiverem a diabetes, podem correr grande risco.
Seja como for, votamos na melhoria das Extensões de Saúde de Fafe. Acabam-se as filas de espera, o tempo da tabaqueira, o que é óptimo para os políticos porque assim as pessoas não passam demasiado tempo à espera da consulta, logo não conspiram contra as obras que não se fazem ou as que se fazem, os empregos para os amigos, as obras sempre para as mesmas empresas… de facto, pensando bem, isto também é saúde. As pessoas doentes são atendidas rápido, não falam de ninguém, o que significa que não dão dores de cabeça e ainda elogiam o sistema de saúde. Parece-nos bem!
Viva a saúde com todos a brincar! E já agora, não se esqueçam das Extensões… de saúde, claro!
in Jornal Povo de Fafe (04/12/2009)
Pedro Miguel Sousa
Vivam lá as senhoras e os senhores que se dedicaram à saúde em Fafe. Vivam as vozes que aplaudiram e também as que criticaram, porque não há nada nem ninguém que melhore se não admitir os erros para os ultrapassar.
Fafe está com um bom sistema de saúde, melhor dizendo: o Centro de Saúde de Fafe está com qualidade no atendimento, mas o Centro de Saúde de Fafe também tem umas ramificações, as apelidadas ‘Extensões’, e essas ainda não satisfazem os seus utentes. O que faltará para que os utentes dessas extensões também sejam notícia nacional? Já que se conhecem bons exemplos na cidade, vamos lá… toca a dar maior atenção às aldeias. No fundo até merecem uma boa saúde, não?
Senão, não sei se repararam, com o Natal à porta há sempre maior abuso nas doçuras e se só conseguirem uma consulta para o próximo ano, se tiverem a diabetes, podem correr grande risco.
Seja como for, votamos na melhoria das Extensões de Saúde de Fafe. Acabam-se as filas de espera, o tempo da tabaqueira, o que é óptimo para os políticos porque assim as pessoas não passam demasiado tempo à espera da consulta, logo não conspiram contra as obras que não se fazem ou as que se fazem, os empregos para os amigos, as obras sempre para as mesmas empresas… de facto, pensando bem, isto também é saúde. As pessoas doentes são atendidas rápido, não falam de ninguém, o que significa que não dão dores de cabeça e ainda elogiam o sistema de saúde. Parece-nos bem!
Viva a saúde com todos a brincar! E já agora, não se esqueçam das Extensões… de saúde, claro!
in Jornal Povo de Fafe (04/12/2009)
Pedro Miguel Sousa
sábado, 28 de novembro de 2009
Como conseguir emprego sem precisar de tacho
O desemprego continua a aumentar e as respostas necessárias perdem-se na urgência do assunto.
O mercado de trabalho, sem dúvida, tem uma importância primordial na sociedade, principalmente no seu sistema económico. A auto-estima e o estatuto social são reforçados pela ocupação profissional que cada indivíduo desempenha, não querendo, com isto, fazer uma diferenciação de níveis ou classes sociais, mas realçando a importância que uma profissão desempenha para a elevação da moral da pessoa que a desempenha.
Crescemos com a célebre frase «A roupa de trabalho dignifica o homem», que meu pai repetia vez sem conta e, desde logo, nos apercebemos que o trabalho era um caminho privilegiado para alcançar uma vida de estabilidade e harmonia.
Nos tempos que correm, somos obrigados a remar contra a maré, uma vez que a oferta de mão-de-obra é maior do que a sua procura. Esta dura realidade obriga a uma ‘atitude activa’ na busca de uma ocupação, o que exige dinamismo, persistência e organização por parte daquele que precisa de entrar ou voltar para o mundo do trabalho. O tempo em que havia emprego para todos ou que se terminava um curso e era imediatamente colocado na área de formação já não existe, mas ainda há um mercado vasto que pode e deve ser explorado, sendo a criatividade e a astúcia os pontos mais importantes nesta etapa.
Embora se conheça uma vasta área de mecanismos ao dispor das pessoas (Centros de Emprego, sites, anúncios de jornal, empresas de recrutamento…), é necessário que aquele que procura emprego use as ferramentas culturais e científicas que tem ao seu dispor, fruto de uma aposta prévia na formação, e pesquise todas as áreas de intervenção que estão ao seu dispor, bastando perder (ganhando) tempo nas plataformas da internet (QREN, Plano Tecnológico, PRODER…), estudar programas, construir planos e apresentá-los às empresas, sendo que a sua implementação lhe garante um lugar profissional.
Grande parte das empresas portuguesas está a passar por um crise terrível devido ao marasmo a que se deixaram chegar, outras, infelizmente, porque não conseguem competir com preços mais baixos de produtos do que aqueles que têm para aquisição da matéria que precisam para transformação. Contudo, reconhecendo o retardamento cultural das empresas, o caminho passará pela aposta determinada numa perspectiva de mudança de mentalidade e de cultura empresarial. Numa proposta bem estruturada a uma empresa, o candidato não só ganha o seu emprego como também a sua afirmação.
in Jornal Povo de Fafe (27/11/2009)
Pedro Miguel Sousa
O mercado de trabalho, sem dúvida, tem uma importância primordial na sociedade, principalmente no seu sistema económico. A auto-estima e o estatuto social são reforçados pela ocupação profissional que cada indivíduo desempenha, não querendo, com isto, fazer uma diferenciação de níveis ou classes sociais, mas realçando a importância que uma profissão desempenha para a elevação da moral da pessoa que a desempenha.
Crescemos com a célebre frase «A roupa de trabalho dignifica o homem», que meu pai repetia vez sem conta e, desde logo, nos apercebemos que o trabalho era um caminho privilegiado para alcançar uma vida de estabilidade e harmonia.
Nos tempos que correm, somos obrigados a remar contra a maré, uma vez que a oferta de mão-de-obra é maior do que a sua procura. Esta dura realidade obriga a uma ‘atitude activa’ na busca de uma ocupação, o que exige dinamismo, persistência e organização por parte daquele que precisa de entrar ou voltar para o mundo do trabalho. O tempo em que havia emprego para todos ou que se terminava um curso e era imediatamente colocado na área de formação já não existe, mas ainda há um mercado vasto que pode e deve ser explorado, sendo a criatividade e a astúcia os pontos mais importantes nesta etapa.
Embora se conheça uma vasta área de mecanismos ao dispor das pessoas (Centros de Emprego, sites, anúncios de jornal, empresas de recrutamento…), é necessário que aquele que procura emprego use as ferramentas culturais e científicas que tem ao seu dispor, fruto de uma aposta prévia na formação, e pesquise todas as áreas de intervenção que estão ao seu dispor, bastando perder (ganhando) tempo nas plataformas da internet (QREN, Plano Tecnológico, PRODER…), estudar programas, construir planos e apresentá-los às empresas, sendo que a sua implementação lhe garante um lugar profissional.
Grande parte das empresas portuguesas está a passar por um crise terrível devido ao marasmo a que se deixaram chegar, outras, infelizmente, porque não conseguem competir com preços mais baixos de produtos do que aqueles que têm para aquisição da matéria que precisam para transformação. Contudo, reconhecendo o retardamento cultural das empresas, o caminho passará pela aposta determinada numa perspectiva de mudança de mentalidade e de cultura empresarial. Numa proposta bem estruturada a uma empresa, o candidato não só ganha o seu emprego como também a sua afirmação.
in Jornal Povo de Fafe (27/11/2009)
Pedro Miguel Sousa
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Álvaro Teixeira, Um Político de verdade!
A minha proximidade à pessoa não me pode impedir de realçar as suas qualidades. Pode até parecer abusivo, mas reconhecendo as características de ‘um político à maneira grega’, ou seja, aquele que se preocupa mais com a polis (cidade) do que consigo mesmo, tornam-no indiscutivelmente uma referência de grande qualidade e, claro está, contrasta com a maioria dos políticos que já nos fomos familiarizando.
Não seriamos cem por cento verdadeiros se referíssemos que sempre concordamos com os seus actos. Mas devemos destacar quais foram esses actos, porque assim tornam-nos mais reais ainda. Estivemos sempre em desacordo quando soubemos dos estratagemas que lhes iam montando e Álvaro sempre pronto a perdoar. Aqui nunca estivemos de acordo, até porque as provas que nos foram facultadas não deixam dúvidas!
No entanto, a sua qualidade é admirável! Consegue ampliar um terreno e disponibiliza-o de imediato para que a obra nasça, consegue melhorar as condições do associativismo, na cultura e desporto, e é na educação/formação que nasce a grande aposta. Uma luta cerrada pela construção de uma nova escola, com todas as qualidades, percorrem sempre a sua gestão, mas a abertura para que se implementassem cursos de formação, aos mais diversos níveis, tornam-no um político acreditado na valorização humana. As novas tecnologias, a internet gratuita e a internet a um euro/mês, são uma referência de inteligência. O que aconteceu? Apenas uma desconsideração de quem nunca soube perder… por isso, as obras eram dificultadas.
A sua gestão não foi fácil! Teve demasiada gente empenhada no seu afastamento, principalmente aqueles que mais lhe devem, só porque nunca usou a vingança quando até tinha motivos mais do que suficientes, mas esta atitude não é para todos.
Admiramos a sua paixão pela terra, mas admiramos mais a sua personalidade. Homem destemido, mas principalmente Homem de grande carácter. E, destacamos, a sua posição e poder de perdão nunca seria seguido por nós! Talvez seja esta a razão de ainda admirarmos mais a pessoa.
Para concluir, deixamos apenas a observação: Regadas, hoje, volta a ter todos os políticos da mesma cor (Junta, Câmara, Governo Civil e Governo da República), por isso, as desculpas de ‘não ser da mesma cor da Câmara’ acabaram! Espera-se, serena e atentamente, o início e a conclusão de todas as obras agendadas em vários mandatos (Estrada do saibro – prometida em campanha em 2 sentidos -, Boavista, Rio, Praia Fluvial…).
Se não for desta, não haverá mais desculpa!
Nota: na edição da passada semana, o correspondente Fernando Peixoto dizia que Nelson Teixeira se tinha demitido como director do GCDR… e, insinuava, tinha perdido as eleições na Junta. O senhor Fernando não se deve lembrar que perdeu há 4 anos e não aceitou o lugar na Assembleia, ao contrário do Nelson…
Pedro Miguel Sousa,
in Jornal Povo de Fafe (20/11/2009)
Não seriamos cem por cento verdadeiros se referíssemos que sempre concordamos com os seus actos. Mas devemos destacar quais foram esses actos, porque assim tornam-nos mais reais ainda. Estivemos sempre em desacordo quando soubemos dos estratagemas que lhes iam montando e Álvaro sempre pronto a perdoar. Aqui nunca estivemos de acordo, até porque as provas que nos foram facultadas não deixam dúvidas!
No entanto, a sua qualidade é admirável! Consegue ampliar um terreno e disponibiliza-o de imediato para que a obra nasça, consegue melhorar as condições do associativismo, na cultura e desporto, e é na educação/formação que nasce a grande aposta. Uma luta cerrada pela construção de uma nova escola, com todas as qualidades, percorrem sempre a sua gestão, mas a abertura para que se implementassem cursos de formação, aos mais diversos níveis, tornam-no um político acreditado na valorização humana. As novas tecnologias, a internet gratuita e a internet a um euro/mês, são uma referência de inteligência. O que aconteceu? Apenas uma desconsideração de quem nunca soube perder… por isso, as obras eram dificultadas.
A sua gestão não foi fácil! Teve demasiada gente empenhada no seu afastamento, principalmente aqueles que mais lhe devem, só porque nunca usou a vingança quando até tinha motivos mais do que suficientes, mas esta atitude não é para todos.
Admiramos a sua paixão pela terra, mas admiramos mais a sua personalidade. Homem destemido, mas principalmente Homem de grande carácter. E, destacamos, a sua posição e poder de perdão nunca seria seguido por nós! Talvez seja esta a razão de ainda admirarmos mais a pessoa.
Para concluir, deixamos apenas a observação: Regadas, hoje, volta a ter todos os políticos da mesma cor (Junta, Câmara, Governo Civil e Governo da República), por isso, as desculpas de ‘não ser da mesma cor da Câmara’ acabaram! Espera-se, serena e atentamente, o início e a conclusão de todas as obras agendadas em vários mandatos (Estrada do saibro – prometida em campanha em 2 sentidos -, Boavista, Rio, Praia Fluvial…).
Se não for desta, não haverá mais desculpa!
Nota: na edição da passada semana, o correspondente Fernando Peixoto dizia que Nelson Teixeira se tinha demitido como director do GCDR… e, insinuava, tinha perdido as eleições na Junta. O senhor Fernando não se deve lembrar que perdeu há 4 anos e não aceitou o lugar na Assembleia, ao contrário do Nelson…
Pedro Miguel Sousa,
in Jornal Povo de Fafe (20/11/2009)
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