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sábado, 29 de abril de 2017

Contra os jantares dos políticos… Presunto! Presunto! Presunto!

24 de Abril. Os políticos começam a puxar pela fita métrica. Começam as primeiras sondagens. O Facebook diz que a lotação está esgotada. Não percebi se não havia mais bilhetes, só para dizer aos outros que não tinham lugar, ou se existiria outra razão. O JN anuncia dois jantares. As primeiras fotos aparecem… primeiro da escola Montelongo, depois do Pavilhão da Secundária… E é assim que vai a vida política por Fafe! Um partido, duas candidaturas. Isto é o 25 de Abril a funcionar em pleno. Medem-se as filas…
Volto a casa. Não tive jantar algum de comemoração do 25 de abril, mas pude saborear os melhores sabores de uma cozinha caseira. Os sabores de sempre. Aqueles que me avivam a memória quando estou longe. Afinal o 25 de abril também trouxe uma nova forma de ser família…
Hoje é dia de festa. É 25 de Abril.
Já o disse anteriormente que esta novela está a ser fantástica. Mesmo aqueles que ligam muito pouco à política começam a fazer humor com o avançar dos episódios. E as cenas dos próximos capítulos? Acho que vou criar uma linha de apostas… Vai dar dinheiro!
O que mais está a motivar a minha atenção é verificar que ‘o que outros fizeram aquando no poder’ está-lhes a acontecer precisamente o mesmo! Dói, não dói?
Poderia ser de outra forma? Podia, mas não era a mesma coisa!
A vida é mesmo uma roda. Ainda há uns anos ajudavam às perseguições políticas e agora estão a ser vítimas… ainda me lembro de umas eleições em que lá nos escuteiros fizeram uma reunião com o chefe de núcleo porque um escuteiro não obedecia às ordens do chefe e não apoiava a lista que mais lhe convinha… É claro que a lista do escuteiro ganhou as eleições… Lá está, ‘deus escreve direito por linhas tortas’… Depois foi outra associação, também não apoiava a lista do poder… o associado não presta… toca a riscá-lo!
Obviamente que esse escuteiro, fez o que outros fizeram também nas suas freguesias, abandonou as chatices e disse: «Felizes os pobres porque deles é o reino dos céus!»
Há pois é. Era mesmo assim que as coisas funcionavam. E agora?
Agora, é um partido nacional a dar um grande chuto naqueles que um dia apoiavam estes seus amigos… Aqueles que faziam estas jogadas. E valia tudo! O importante é ganhar, não importa como…
Sinceramente, acho que o Costa está a ser um grande Senhor!
Contra os jantares da política… Presunto! Presunto! Presunto!

Viva o 25 de Abril

terça-feira, 18 de abril de 2017

Não sou candidato, não há jantares à minha pala!

Não vou mesmo em nenhuma lista nas próximas eleições autárquicas em Regadas. Gosto muito da minha terrinha, mas não gosto nada do que ela se tornou com tantos interesses por lugares e lugarejos. Que terra mais interesseira. Não estou desiludido, nada que me surpreenda, apenas jamais compactuarei com tamanha falta de princípios. Vale tudo.
Vem isto a propósito de algumas interpelações que me têm chegado e, porque não gosto de alimentar dúvidas, penso que um esclarecimento público pode ajudar a clarificar a minha posição, principalmente porque qualquer análise neste espaço jornalístico da minha parte não pode ser interpretada como defensora de algum partido em particular.
Sou livre. Não devo favores políticos. E não serei mais do que um espetador atento da novela que já vai longa. É claro que vou exercer o meu direito ao voto. Faço questão. Não sei em quem vou votar, mas já sei em quem não votarei.
Colar cartazes? Abanar bandeirinhas? Não! Desta vez, não!
Estão a ver aquele tipo que se cansa de apontar estratégias, que fazem de conta que o ouvem antes das eleições, mas depois não querem saber só porque discorda das ordens do chefe?
Também ninguém vai ter a possibilidade de comer jantaradas à minha pala. O comício dos independentes já não terá a necessidade de falar do gajo que estudou para padre e é um burro carregado de livros, porque é assim que são classificados os doutores.
Os que se aproveitaram e se juntaram contra a junta que disponibilizou o terreno para o lar (PSD/CDS), só para ter lugares para a família e amigos (PS) e agora andam às turras porque foram desarmados pelos seus pares têm agora a possibilidade de se candidatarem uns contra os outros. Nós estamos de fora! Só a observar! Só naquela!

Posto este esclarecimento, julgo que estarei mais do que legitimado para proceder ao comentário político. À análise das manhas e artimanhas das candidaturas. A dizer o que penso e julgo importante para o debate plural. A contribuir para uma cidadania mais interventiva.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Fafe, jogo do pau ou da bicha?

Também quero uma parede na feira com as lendas de Regadas, já fiz a recolha história e fora publicada na última revista do Club Alfa, é só escolher: «Assim, é dito que no 'Vale de Quintela' aparecia uma cadela com pitos; Em 'Mata Burros' (entrada do Loureiro - Paço) aparecia um homem muito grande, o que levava a que muito povo chegasse ao 'Alto e Vira para Trás' (partilha de Quintela Loureiro) e fugisse; Em 'Chosabrensa' (Quelha das Campas) aparecia o lobo e apareciam as bruxas no Rio do Génio.»
Não querendo influenciar a possível escolha, sugeria uma atenção particular para “a cadela com pitos”, parece-me que dava um excelente quadro e bruxas há em todas as terrinhas… e Montalegre já as adotou a todas.
Não queria ser desmancha-prazeres, mas os números dos likes nas publicações quando se fala do tema da justiça não enganam e a única lenda que nos caracteriza verdadeiramente e levará o nome de Fafe além fronteiras é só uma: JUSTIÇA DE FAFE!
“Com Fafe, ninguém Fanfe!” já era o lema conhecido em Coimbra, Ansião, depois em Lisboa e outra vez Coimbra, agora em Portimão e logo, logo, será numa outra cidade qualquer deste país por onde eu passar e parece-me que esta experiência é partilhada por todos os fafenses espalhados pelo país e não só. É o lema que as pessoas conhecem e acham graça à expressão. E, ao contrário do que poderão pensar, para nos dizerem estas coisas é porque conseguimos criar simpatia com a maior das naturalidades. Bem, verdade seja dita, também sabem logo que não se podem esticar, porque também se apercebem que connosco é ‘Pão, pão! Queijo, queijo!’.
Hernâni Von Doellinger, após a notícia grafitesta nos muros da feira, começa por destacar na publicação “Fafe, uma camisa-de-onze-varas (ou A bicha...)”, no seu blogue Tarrenego, um excerto retirado do blogue Falaf Magazine de Jesus martinho sobre A lenda da bicha das sete cabeças de Fafe, «Conta-se que, há muitos anos, num lugar de Moreira de Rei, existia uma enorme cobra (bicha) escondida nos silvedos, que trazia as populações aterrorizadas, pois comia as pessoas e os animais que por ali passavam. [...]» e, mais adiante, refere-se à lenda da Justiça de Fafe nestes termos: «Ora bem. Fafenses. Temos um lenda, nossa, só nossa, única, identificativa de uma gente pacata mas que não aceita levar desanda para casa. E essa gente somos nós, ou se calhar éramos nós. E eu bem gostava de ver a nossa lenda contada tintim por tintim no muro da feira. É uma lenda tão única e tão só nossa que até leva o nome da nossa terra. Olhem que bonito: Justiça de Fafe
Não se percebem bem as razões da tentativa de apagar a Justiça de Fafe dos livros de história ou, pelo menos, dos festejos, mas podem ter a certeza, a Justiça de Fafe é o ex-líbris de Fafe, logo a seguir vem o nosso Fafe com toda a sua Justiça.
Se não mudam de ideias os políticos, mudemos os políticos!


quarta-feira, 1 de março de 2017

Fafe precisa de garra e tranquilidade, já chega disso!

Não sei se me irrita mais a conversa das mensagens da CGD ou a troca de mimos dos politiqueiros fafenses. Se no início até achei alguma piada a toda a azáfama provocada pelo momento, agora acho que só interessa mesmo perceber o que Fafe pode ganhar com políticas a sério.
Não gostava nada de um regresso ao passado!
Estes últimos três anos representaram o sair do marasmo. Há tanta obra que teimava em nunca ser iniciada e já é mais do que realidade. Há tanta trapalhada que não via fim e foi tão rápida a sua resolução. Nem vou perder tempo com os travões do passado. Já foi. Já aconteceu. Mas também já passou.
Fafe tem de ser futuro. Fafe merece gente com novas visões. Gente que leu um livro, nem que tenha sido de banda desenhada. Gente que olhe para o concelho e consiga um projeto global na educação, cultura e arte. Gente que abrace o flagelo do desemprego e saiba negociar a implementação de novas empresas. Gente que tenha coragem de mudar leis obsoletas que só prejudicam os munícipes. Gente que olhe verdadeiramente para a globalização e tudo o que ela representa.
Não somos mais só de Fafe, somos do mundo onde está Fafe.
Não pensem que tenho ilusões! Sei bem que os atuais agentes políticos vão continuar a gladiar-se, sobretudo nas redes sociais, porque não percebem que o tempo é outro. Mas não contem comigo, ok?
Eu acredito em projetos. Acredito no lápis e no papel. No esboço. Depois, só mesmo depois de uma prévia apresentação entre as partes, depois de juntar o melhor de cada ideia ao meu projeto, é que o considero pronto para o confronto. Sou adepto do trabalho em equipa, porque considero que só a união de várias ideias é que dão força a cada projeto.
As tontices vão mesmo continuar. Os agentes políticos não são peritos em comunicação e as empresas contratadas de fora, por mais testes que possam fazer, não conhecem a realidade genuína. Mesmo com todos os testes e análises ao comportamento social, é preciso começar cedo para resultados deixarem de ser só hipotéticos.
Fafe precisa deixar cair o ruído. Fafe precisa abraçar a euforia do Raly, a alegria da vitória do Fafe e a força da Justiça de Fafe.
Só quando isso acontecer é que seremos novamente Fafe.
Fafe à vitória!


sábado, 11 de fevereiro de 2017

Raul Cunha não pode aceitar a demissão dos Vereadores do PSD

É mesmo o interesse de Fafe que está em causa?

O meu último artigo “Fafe precisa de outras políticas” não foi mais do que uma análise aos jogos de bastidores que estão a acontecer e que fazem as delícias novelísticas de qualquer espetador. Cheguei a comentar que só voltava à política mais ativa no dia a seguir às próximas autárquicas, mas não me poderei demitir dos meus deveres cívicos enquanto cidadão fafense.
Ao contrário de toda a gente, parece-me, não concordo em nada com um final de mandato sem uma coligação firme e coesa. Ora vamos lá refletir:
1 – Raúl Cunha estabeleceu uma coligação com o PSD para garantir estabilidade (eu fui contra na altura);
2 – As relações correram bem e é reconhecido por toda a gente que a Câmara foi aberta finalmente às pessoas;
3 – Numa altura em que se fala em novas eleições, depois das guerras do PS, Raúl Cunha faz um acordo com os Independentes para conseguir ter suporte para ir a eleições;
4 – O PSD revela que já havia um acordo com os Independentes;
5 – Vereadores do PSD pedem demissão (o caminho mais óbvio e acertado, mas deve ser ponderado, afinal, os Vereadores fizeram a diferença, ainda que mesmo nos seus pelouros haja muito a fazer. Por exemplo, as pessoas pedem uma licença e em vez de chegar a autorização, aparece uma carta/ofício do Vereador a dizer que está no engenheiro, mas as pessoas só querem o veredito e não burocracias… logo, é preciso levar tudo até ao final. Em Cantanhede uma licença só demora 1 mês e não 10 como em Fafe);
6 – Parcídio fala que pensava que era para se manter um acordo com a coligação na intervenção na última reunião da Câmara;
7 – Raúl Cunha se teve um mandato tranquilo, deve-se em muito à lealdade e trabalho dos elementos do PSD;
8 – Para o melhor para Fafe, metam-se as mãos às consciências, Raúl Cunha tem de segurar os elementos do PSD até ao fim, até porque esse é um compromisso com Fafe;
9 – Se o objetivo é mesmo Fafe, Raúl Cunha tem de convidar e incluir o PSD neste acordo a apresentar-se às próximas eleições;
10 – Uma proposta de lista:
1-      Raúl Cunha
2-      Parcídio Summavielle
3-      (Vereadora?)
4-      José Baptista


Nota: As eleições não estão ganhas. Todos devem limar as crispações de última hora e concentrar-se em Fafe. Se não conseguirem, demitam-se todos. Fafe tem de estar em primeiro!

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Fafe precisa de outras políticas

Confesso que me tenho divertido à brava com a mais recente “novela de costumes” fafense. A trama está lá. Na verdade sempre esteve, mas se em tempos era o Príncipe de Maquiavel que orientava, agora parece-me que os atores estão mais virados para o clássico Kamasutra. Será influência das “Cinquenta sombras mais negras?”
Se para uns o que importava era atingir os fins, convocando a si todos os que pudessem ganhar, independentemente das cores partidárias, chegou o momento do juízo final e se aqueles deixaram as cores do coração para embarcar antes, agora já não custa nada voltar a fazer o mesmo por outros… bem feito, elas pagam-se neste mundo… já para os outros, viram a oportunidade há muito desejada – afastar quem um dia também os afastou.
A história repete-se em Fafe. É caso para dizer que a vida é uma roda, pois tanto anda como desanda!
Desconhecendo as cenas dos próximos capítulos, fomos adivinhando este desfecho que caiu que nem uma bomba e fez acalmar os ânimos das redes sociais. O grande sinal foi dado por Laurentino Dias, quando declarou que não seria mais candidato à Presidência da Assembleia Municipal. É óbvio que não é mais do que a nossa opinião, mas a sua proximidade à distrital leva-o a desviar-se da concelhia. Sem grandes ruídos, mas assertivamente. Já Raul Cunha, ainda que seja apenas simpatizante, é o Presidente da Câmara e as coisas até lhe correram bem, por isso, quem melhor do que aquele que sempre esteve com o PS Distrital e Nacional? Quando tudo parecia perdido, a concelhia já o apontava como um homem sem palavra, dá-se uma excelente jogada, apontada como “Xeque-mate” pelo blogue Jornal de Fafe, e muito bem aplicada…
Penso que será claro que só me refiro às jogadas que se passam no roseiral, já no meio do laranjal as implicações podem ser outras… mas nesse campo, ainda não possuo informações suficientes para avaliar a novela.
O que se pode esperar dos próximos capítulos?
Se me contratassem para escrever, garanto que ainda há duas grandes opções para tornar a novela mais interessante antes do final que se aguarda feliz como qualquer novela. Mas se o número dos espetadores aumenta, poderia ser interessante prolongar mais uns tempos, não acham?
As obras literárias precisam de verosimilhança ou, simplificando, necessitam de um conjunto de probabilidades para criar expetativas e agarrar a trama e o leitor/espetador. Mas como não sou o escritor desta novela, continuarei a assistir aos próximos capítulos numa qualquer esplanada em frente para o mar, nas belíssimas praias algarvias…
Mas não se preocupem, estarei aí para votar!

in Jornal Povo de Fafe (10-02-2017)

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Blog meu, blog meu, haverá comentador mais parvo do que o meu?

Anónimo deixou um novo comentário na sua mensagem "É urgente acabar com a INDAQUA": 

«O homem que te vai lá montar o contador vai la de graça! o carro com que ele lá vai anda a ar e vento! e foi oferecido pelo divino espírito santo!tas mal habituado! querias o que? as coisas de graça?»

     a) Não sabes ler;

     b) Não se trata de pagar, ó parvo, trata-se de dizer que a “caução”, é devolvida, na teoria, mas na prática nunca é devolvida na totalidade, porque tem de se pagar para “Suspensão da ligação a pedido do utilizador”, quando bastava trocar o contador, ok?

    c) É preciso pagar os salários e os carros para lá ir? É verdade. Por isso, não foi uma equipa, mas três, ouviste bem, três para resolver isto;

    d) Se rentabilizassem os recursos, podiam ser os CTT a despachar a correspondência, mas estes têm os carteiros particulares… afinal, todos pagamos… não é? Para quê poupar?

     e) És um idiota, parvo (e parvo significa – mente pequena) que só te interessas com o teu umbigo;
     
     f) Decerto, também estás a mamar à pala de um tacho que algum político te arranjou num dos seus centros de emprego ou ser causador da mesma;

     g) Não te preocupes comigo, está tudo pago!

     h) Mas lembra-te, ó parvalhão, estamos num estado de direito. Podes dar a cara. Não sejas cobarde… Eu aceito a crítica dos outros. Mas percebo, Fafe viveu um regime fascista ou caça às bruxas até há pouco tempo, não foi?

    i) Mas também não te esqueças, usarei sempre todos os mecanismos para denunciar as injustiças… podes até não concordar, mas também não te devo nada!

     j) Obrigado por me dares razão, ao relembrares das mordomias que lá se passam... Muito obrigado, mesmo!

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Câmara condenada a pagar 172 milhões no negócio da água

O negócio da água é muito vantajoso. E os Municípios que optaram por concessionar um bem precioso como a 'água' não fizeram muito bem as contas. Mas depois dos erros cometidos é preciso arcar com as consequências, certo?
Ora vejamos só este caso acabadinho de ser publicado pelo Correio da Manhã sobre aqui os nossos vizinhos de Barcelos:
Câmara de Barcelos condenada a pagar 172 milhões no caso da água

«Em janeiro de 2012, o Tribunal Arbitral de Lisboa condenou a Câmara de Barcelos a pagar, até 2035 e em tranches anuais, uma indemnização total de 172 milhões de euros à Àguas de Barcelos (AdB), para assegurar o reequilíbrio financeiro da concessão. 
Em causa o facto de os consumos previstos no contrato de concessão nunca terem sido atingidos, pelo que a AdB requereu a constituição do tribunal arbitral.
(...)
A água e o saneamento de Barcelos foram concessionados em 2004, por um executivo camarário PSD liderado por Fernando Reis, mas entretanto, em 2009, a câmara passou para as mãos do PS, que desde então tem tentado remunicipalizar aqueles serviços, por considerar a concessão "ruinosa" para os cofres camarários.»

Há coisas que nunca deveriam ser privatizadas e quando se trata de um bem essencial, como a água, muito menos!

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

É urgente acabar com a INDAQUA

A INDAQUA tem leis que prejudicam os fafenses e a Câmara nem pode dizer nada? É assim que incentivam os jovens a construir? Não venham com testes de qualidade porque basta dar uma volta pela cidade, ouvir os comerciantes, por exemplo, e logo nos é apresentado um conjunto de situações que nos apontam o contrato da Câmara com a INDAQUA como um atentado ao bolso dos contribuintes fafenses.
Sabiam que há comerciantes em Fafe, em pleno século XXI, que não dispõem de casa de banho no estabelecimento, porque têm de pagar o mesmo valor seja uma loja de roupa ou um café?
E sabiam também que há truques para iludir o consumidor? Ora vejamos:
Primeiro, uma pessoa em Fafe ao construir pede um “Contador de obras”, porque não dá para colocar logo definitivo (porquê) e paga 53,14 como “Depósito de garantia”;

Segundo, acaba a obra e pede para mudar de obras para definitivo/doméstico. Não dá. Tem de pagar 46,14 para “Suspensão da ligação a pedido do utilizador” (o utilizador não queria suspender, mas mudar, percebem, mudar para consumo doméstico);

Terceiro, como para pedir licença de habitabilidade é necessário estabelecer contrato com a servidora de águas, toca a pagar mais 46,62 para Instalação definitiva, aqui porque ficou um metro atrás do que estava inicialmente. Resumo da história: a garantia ou caução é uma fraude, porque paga obrigatoriamente para “suspender” quando só quer ALTERAR.
Alguém anda a precisar de aulas de português, não?
Mas a INDAQUA socorre-se do “Regulamento do Serviço Público de Abastecimento de Água no Concelho de Fafe, publicado no Diário da República, 2.ª Série – N.º 63, de 28 de março de 2012, e foi aprovado pela Assembleia Municipal de Fafe em sessão ordinária de 24 de fevereiro de 2012, sob proposta do executivo camarário de 2 de fevereiro de 2012” para justificar que podem ‘pedir caução aos utilizadores para uso não doméstico’. Até aí, tudo bem, mas por que não o devolvem conforme deveria ser aquando do pedido de ‘substituição de contador?’
É disso que se trata. Nem poderia ser possível de outra forma, não é?
A INDAQUA detém o monopólio das águas e, mesmo que quiséssemos, não há alternativa a não ser recorrer novamente ao contrato com a INDAQUA para obter licença de habitabilidade. Ou seja, um tipo paga caução e esta é-lhe retirada quase na totalidade porque é obrigado a terminar um contrato e a contratualizar outro.
Ora façam-me um favor e não brinquem com o nosso dinheiro!
Mas a culpa não é só deles, o executivo (Fevereiro 2012, logo os anteriores) que assinou estas leis tem a mesma responsabilidade. E, segundo consegui apurar com o Vereador responsável pelo pelouro, só em 2021 é que se pode renegociar.

Ou isto muda já ou só vejo uma solução: INDAQUA em Fafe? Não, obrigado!
in Jornal Povo de Fafe (27-01-2017)

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Carta aberta ao Presidente da Câmara de Fafe

Caro Dr. Raúl Cunha,
Os meus cumprimentos!

Tem de levar o mandato até ao final!
     Acompanhei com atenção o último ato eleitoral do partido pelo qual se candidatou nas últimas eleições. Este acompanhamento não foi mais do que os jornais ou redes sociais deixavam escapar, mas vi que a luta se tornou verdadeiramente interessante com a sua tomada de posição. Enfrentar poderes instalados não é fácil. Apoiar incondicionalmente a candidatura de Pompeu Martins foi uma marca bem distinta do que se conhece na política fafense nos mais diferentes quadrantes.
     Confesso que na altura da sua candidatura à Presidência da Câmara não acreditava nada que pudesse trazer a Fafe grandes novidades, quer o Dr. Raúl quer os restantes candidatos a vereadores faziam parte dessa estrutura partidária que bem conhecemos, mas hoje tenho de reconhecer a frase: ‘não é por acompanhar com os maus que temos de ser como eles’.
     Apesar de toda a controvérsia no ato eleitoral, lá se conseguiu o veredito final e eis que consegue fazer uma coligação. Até neste caso, se tivesse tido a oportunidade de votar em plenário, votaria contra essa coligação. Quando se soube do resultado das eleições, fui quase o único a dizer que preferia que tivesse ganho a lista dos independentes… Muito sinceramente, acho que Fafe perdeu muito em ter gente que só trabalhou para o aparelhismo e em concreto para um determinado grupo, o que saltou à vista novamente com o cacique de votos denunciada nos jornais, e em particular a minha freguesia perdeu imenso… Sim, eu sou da aldeia!
     Ainda não chegamos ao final de três anos. Os imbróglios que não havia meio de se resolver, estão com fim à vista. A Câmara de Fafe está aberta aos cidadãos. A todos. Já não é preciso pedir ao tipo mais próximo do aparelho para desbloquear processos na Câmara. O Presidente é capaz de ouvir e não deixa que nenhum chefe de gabinete altere o que acordou previamente. Humildade e Atitude! Humildade porque tem a capacidade de ouvir as propostas e, se as considerar oportunas, não hesita em apoiar. Atitude simplesmente porque tem palavra.
     Há ainda muita coisa a fazer por Fafe. Uma verdadeira articulação na saúde, educação, cultura e artes entre a Autarquia, as Famílias, a Escola e as Instituições. É preciso uma maior sintonia com o IEFP e, quem sabe com esta nova proposta do Governo de acompanhamento aos desempregados, conseguir colmatar esse flagelo e fixar mais os nossos jovens. Apostar em infraestruturas que sejam realmente eficazes para a qualidade de vida das pessoas. Enfim, tanta coisa precisa ser feita e só com alguém com capacidade de ouvir e optar pelo melhor é que poderá ser possível…
     Não julgue que escrevo esta carta só para não deixar cair a coligação. É que isso nem me preocupa. Viria com bons olhos uma candidatura à Câmara do Eng. Baptista ou novamente do Dr. Pedro Gonçalves que reúnem a característica que muito admiro, a humildade. Mas, ao que parece, nem um nem o outro serão candidatos a Presidente da Câmara.
     Dois mandatos é o tempo ideal para deixar marca e obra. Se não for possível os dois, que se cumpra este até ao final. Apoio não lhe faltará…
Um forte abraço.
Pedro Sousa

In Jornal Povo de Fafe (28-07-2016)

segunda-feira, 11 de abril de 2016

A Terra pode começar a ficar Justa

     O que fica depois de cinco dias de notícias com a palavra Fafe?
     Existir uma terra que premeia, reconhece ou destaca valores da humanidade não me parece mal. Aí está uma boa utilização da ‘Justiça de Fafe’. Mas começa-me a preocupar os valores em causa. Nada se faz sem investimento e, ao contrário dos liberais e dos economistas, nem tudo tem de ter retorno financeiro, mas há limites…
     Escrevo este artigo no dia 4 de Abril e, como é óbvio, desconheço o resultado desta segunda edição da “Terra Justa – Encontro Internacional de Causas e Valores da Humanidade”. Sei bem que servirá para projetar Fafe (e um ou outro político fafense), mas continua-se a ter de pagar para chamar a atenção dos Media.
     Confesso que isto me provoca alguma confusão. Já tivemos um evento que poderia dar frutos nessa matéria e, por causa daquelas invejinhas marotas, tudo desabou… Quem manda? Quem deu o mote? A quem pertence? Eram algumas perguntas que se faziam aquando da organização daquele evento que juntava associações, juntas de freguesia, escolas e o município. Milhares de pessoas saíam às ruas para participar como figurinos ou como espetadores nas tais ‘Jornadas Literárias’… que poderiam ser ‘Jornadas Culturais e Literárias’…
     Seria o caminho? Seria este o tal evento para que Fafe não precisasse de chamar a comunicação social como acontece com as sextas-feiras treze? Não sei… não sei e não vou saber porque o formato já não existe. Só sei que não é nada fácil trabalhar em Fafe. Há muita gente à procura de protagonismo e há quem tenha muito medo de ser ultrapassado…
     Acredito que isto não está muito longe de sofrer uma reviravolta. Há por aí uma fornada de gente nova, muito bem formada, e que está mais empenhada em defender causas do que entrar em jogos político-partidários. Essa malta jovem, ao contrário da geração à sua frente, tem uma característica excelente: são capazes de partilhar informação. Há uns anos, só um grupelho se candidatava a subsídios para o gado porque metiam-se nas cooperativas e poucos tinham acesso à informação, hoje é diferente, muito diferente. Os mais jovens partilham a informação sem receio e, mais ainda, são capazes de se juntarem para construírem projetos melhores.
     Será este o princípio da reviravolta na política?
     O tempo o dirá. O que me parece é que os jovens acreditam cada vez mais em projetos do que em colagens de cartazes ou o abanar de bandeirinhas…
     Enquanto isso… o que fica depois de cinco dias de notícias com a palavra Fafe?
     E para o comum dos fafenses, há interesse neste evento? Que valor atribuem a esta atividade? Há retorno económico, social ou cultural?
     Ate lá… Que a Terra continue Justa!


in Jornal Povo de Fafe (08-04-2016)

domingo, 3 de janeiro de 2016

Passagem de Ano no Multiusos, lembram-se do meu artigo?

Lembram-se da polémica com a tenda da passagem de ano em frente à Câmara? E do artigo que eu escrevi com uma solução? Fizeram como eu disse e já me disseram que foi um sucesso...

Deixo aqui para relembrar:

A Câmara de Fafe e a tenda da passagem de ano

A polémica podia ter sido evitada? Podia!

Não era para me debruçar sobre este assunto, até porque acho que já causou alguma confusão e a mim, sinceramente, o que mais me parece neste caso é que faltou alguma ponderação.
Tive conhecimento do artigo do Notícias de Fafe e li o post do COMBOIOdefafe e respetivoscomentários. Para ser muito sincero, compreendo todas as partes e aceito-as com muita tranquilidade, acho mesmo que todas as partes envolvidas têm razão, o que me surge é uma ideia que poderia evitar todo este burburinho.
Ora vejamos onde reside o problema:
1 – Há uma queixa por causa de perturbações às pessoas aí moradoras;
2 - Câmara cobra dinheiro aos automobilistas mas não cobrou os dias que este parque esteve ocupado com uma tenda (é que não é só a noite que está em causa).
Agora vamos pensar em reformular isto tudo:
1 – A Câmara em vez de dar licença para montar a tenda, podia ter contratualizado pelo mesmo valor o espaço do Multiusos;
2 – Os vizinhos não eram incomodados;
3 – A Câmara recebia um valor que serviria para a manutenção do pavilhão e, mais importante do que isso, era mais uma atividade num espaço tão mal aproveitado;
4 – Os promotores do evento ainda tinham a possibilidade de aproveitar as alas superiores do pavilhão e disponibilizar umas mesas para quem quisesse uma passagem de ano com mais requinte e juntar a família e amigos (com alimentos preparados por um dos promotores - promoção);
5 – Com um bocadinho de sorte ainda se podia promover também os doces da região e o vinho espumante e assim é que se trabalharia para a promoção do turismo.

No início ainda pensei que a tenda pudesse trazer alguns dissabores para outros espaços que tinham também a passagem de ano como atividade a realizar, mas ao que assisti na Zona Bowling e ao que me falaram noutros espaços, tudo estava muito bem compostinho. Sendo que ao Bowling só lhe faltava arrebentar pelas costuras, por isso… o problema não foi dar prioridade a uns e não a outros, ainda que aqui concorde que há uma precedência aberta!


Apareçam mais iniciativas que Fafe precisa! Convinha era que fossem bem analisadas…

sábado, 26 de dezembro de 2015

Fafe ainda tem muito trabalho pela frente, mas só tem caminho para a frente, ok?

     Respira-se melhor em Fafe. Há ventos bem mais favoráveis na cidade. Mudar faz bem. Fafe mudou e as pessoas, lentamente, estão a mudar também.
     Sempre defendi uma política para as pessoas. Uma política para todos. Basta juntar os meus artigos desde o ano 2000 até 2015 e, sem qualquer dúvida, lá estará sempre a mesma objetividade de pensamento. A política ou a gestão da pólis (cidade estado) é dever de todos os cidadãos. A democracia é o poder do povo. Assim, na sua origem, a política tem de orientar a ação do povo para o povo.
     Finalmente, temos um Município de portas abertas. Uma Câmara capaz de receber e ouvir as mais distintas propostas. É fácil falar com o Presidente da Câmara e também funciona do mesmo modo com alguns Vereadores. É verdade que ainda há muita burocracia que precisa ser ultrapassada. Mas também é verdade que as coisas não se mudam de uma só vez. E, na verdade, a mudança é sempre um dilema, mesmo que seja para benefício de todos. As pessoas ficam tão acomodadas às rotinas que se um requerimento deixa de ter uma linha para passar a ter um quadrado e escolher a melhor opção, já é um caos.
     Já se ouvem alguns rumores relativos às próximas autárquicas. Entre mais ou menos surpresas, há políticos que dão sinal de alguma aflição e nem se apercebem disso. Há uns dias atrás participava numa reunião com políticos fafenses e discutia-se a questão do ‘Orçamento Participativo’. Nas várias explicações foram dizendo que só podiam ser candidatos ao projetos residentes ou fafenses. Sendo a reunião informal (acho que até demais), deixei escapar que ‘o Dr. Raúl não podia…’ Logo um político se pronunciou em defesa do líder e disse ‘mas pode mandar fazer’. Raúl Cunha, bem ao seu estilo, até porque já tínhamos tido essa conversa antes, disse em tom de brincadeira: «eu costumo dizer que nem em mim posso votar, mas dava muito jeito».       Estes pormenores podem parecer pouco importantes, mas revelam bem o nervoso miudinho que assombra o partido socialista. Raúl Cunha veio trazer democracia a Fafe e muito mais ao PS. Algumas juntas de freguesia ainda continuam a apoiar só quem lhes dá o voto ou a arranjar favores aos familiares, mas Raúl Cunha abre as portas a toda a gente.
     Numa entrevista recente ao anterior Edil, podia-se ler a indignação em saber que um militante socialista foi aliciado para alinhar pelos independentes, mas não foi isso que o seu partido fez durante décadas aos militantes e simpatizantes do PSD e até do CDS para as juntas?
     Há uma marca que separa a política em Fafe antes e depois de Raúl Cunha. Sem dúvida. Sinceramente, acho que há duas opções para o futuro: Raúl Cunha reforça a liderança com mentalidades mais ao seu estilo ou precisamos de um novo Presidente que no dia a seguir às eleições consiga abrir as portas da Câmara a todas as propostas e, depois de análise, saiba escolher as melhores.
     Fafe não pode regressar mais ao passado!
     As políticas de agora em diante terão de ser devidamente planeadas. Unir esforços entre Associações, Escolas e Autarquia será uma mais-valia na Educação, Cultura, Deporto e Juventude. A ação conjunta levará a que cada um seja o complemento do outro. A Escola trabalha a instrução, a Autarquia cria condições logísticas e o Associativismo oferece a produção cultural, artística e desportiva, onde se pode colocar em prática a aprendizagem da Escola e utilizar o palco do Município. Juntar forças entre Associações Empresariais, Município e IEFP também representará uma melhor articulação na luta contra o desemprego ou mesmo na criação de propostas de promoção de iniciativas que promovam a exportação da marca Fafe.
    O caminho ainda é longo. É possível chegar lá. Haja vontade…
    Note-se, aqui e agora, que os meus escritos nunca pretenderam ser lei, muito pelo contrário, sou Professor e habituei-me à linguagem da construção crítica. Os meus alunos, depois de conhecerem as matérias, são obrigados a tomar posições sobre os assuntos abordados e optar por si mesmos depois da troca de ideias. Nos meus artigos procuro seguir os mesmos critérios. Os leitores têm sempre a última palavra.
      A todos, um Feliz 2016.
                  Pedro Sousa

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Um Governo quê? Da preferência da maioria?

Agora que as birras estão a acalmar, importa deixar dois pensamentos:
1 - Humildade!
Quem hoje manda, amanhã será mandado, nem que seja para o 'caralho!'
2 - Governo de preferência da maioria dos portugueses?
Não me parece. É que não sei se repararam, mas o PS não ganhou mesmo as eleições. A coligação PàF foi a mais votada... Dizer que juntos (PS, CDU e BE) têm mais votos? Aí é verdade! Mas seguindo esta ordem de ideias, o Governo seria preferência se fosse constituído por elementos dos três partidos... o que não é!
O que podemos aceitar, facilmente, é como diz o Psicólogo Rocha "Governo da preferência da maioria Parlamentar".
Aqui, a conversa já é outra!

sábado, 24 de outubro de 2015

Fafe não serviu de exemplo à formação de Governo

Será que a coligação em Fafe chegou ao conhecimento de Passos coelho e de António Costa?
Há dois anos atrás escrevia a minha tomada de posição relativamente à coligação que se estabelecia entre o PS e o PSD em Fafe. Não estava de acordo, inicialmente, mas não me foi dada a hipótese de demonstrar isso antes de estar tudo acordado entre as partes. Não conheço os contornos socialistas, mas do lado da social democracia a comissão política concelhia optou por negociar o acordo sem consultar o plenário.
Já de mãos dadas, eis que surge o plenário e foi aí que demonstrei a minha tomada de posição:
1 – “Estabelecer acordo sem a consulta prévia do plenário foi um erro.”
Na minha ótica, devia ter sido feita a consulta ao plenário e, democraticamente, seria feita a vontade da maioria. Eu sabia que iria ficar exatamente como está (neste momento), mas pelo menos era dada a voz aos militantes que também serviram para ajudar na eleição de 2 vereadores.
2 – “Desacordo com a coligação porque a política seguida pelo PS Fafe não asseguravam que todos os fafenses fossem tratados por igual.”
O protecionismo e caciquismo eram mais que evidentes... E, na verdade, a maior parte dos membros transitaram do anterior executivo.
A coligação avançou e, já me referi também a esse assunto, Raúl Cunha começa a mostrar atitudes mais democráticas do que até então. A sua política é virada para Fafe e os Fafenses e há abertura do Município para além dos socialistas. É verdade que só iniciou, mas isso já demonstra vontade de alguma mudança…
Eis que o modelo de Fafe, coligação PS e PSD, começa a ser muito badalado nos discursos políticos. Era tão bom, diziam, que até era discutido lá para Lisboa…
Oh terrinha…
Claro que passar esta mensagem era bom para os intervenientes, sobretudo para justificar o compromisso assumido, mas chegar ao ponto de querer associar esta ideia ao país, alto e para o baile! É óbvio que importa que se entendam em Fafe, mas ponto! Começa e acaba aí!
Se dúvidas existiam, essas estão dissipadas. Em nenhum momento Passos Coelho se referiu ao exemplo de Fafe e… António Costa nem tão pouco deu espaço para abertura a esse entendimento!

Ora bem, o Governo ainda não foi apresentado, tudo pode ser possível até lá! Continuar assim é que me parece prejudicial ao país...


segunda-feira, 28 de setembro de 2015

"ma•la•fai•a" - Política à moda de Fafe...

ma•la•fai•a [Regionalismo]  Aguardente de fraca graduação que se tira no fim das alambicadas de boa aguardente, para se refinar ou juntar ao cadraço.

"malafaia", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://www.priberam.pt/dlpo/malafaia [consultado em 28-09-2015].
 foto: http://www.quintadamalafaia.pt/
Há já algum tempo que não me pronuncio sobre a política fafense. Melhor, até falo, mas só naquelas conversas rápidas de café… Confesso que me sinto muito bem, por isso, desenganem-se aqueles que julgaram um dia que a minha pessoa podia estar viciada… sem chance, ok?
Apesar de não escrever, não significa que não ‘ande atento’… sei que dá jeito aos mais céticos, mas no silêncio encontra-se maior atenção ao pormenor.
A famosa Quinta da Malafaia volta a ser tema de conversa entre os populares fafenses. Ao contrário do que fui ouvindo durante o fim-de-semana, desta vez tenho de aplaudir o Município Fafense. Bem sei que era bonito ir sempre os mesmos… mas agora, Raúl Cunha, mostrando que as pessoas devem ter todas as mesmas oportunidades, resolveu criar regras e levar pessoas alternadamente.
Muito bem, Senhor Presidente! – Diria eu se fosse deputado… como não sou (ainda), escrevo aqui no meu blogue…

Nota: Aceito livremente opiniões diferentes… Mas a isto chama-se ‘igualdade de oportunidades’. Pode não ser tão fácil para controlar votos, mas é o caminho certo para quem os quer aumentar…


quarta-feira, 25 de março de 2015

Município de Fafe e INDAQUA uma relação perigosa

Em busca da taxa perdida

As relações que o Município foi estabelecendo ao longo de 30 anos não são de todo as melhores para os cidadãos fafenses. Já sabemos a história amorosa do Município e da Naturfafe, o quase divórcio do Município e da COFAFE e… ainda temos de levar com mais esta privatização das águas que é dos assuntos que nenhum país deveria permitir. Água e Luz nunca deveriam ser privatizadas ou, pelo menos, sem que o poder público tivesse controlo para que não existissem abusos.
Todos nós sabemos que dentro das relações, para que elas funcionem, têm de existir cedências de parte a parte. Hoje cedo eu aqui, tu amanhã arranjas 20 postos de trabalho para os meus fiéis seguidores e se não são passam a ser…
Relações à parte, parece-me que há aqui uma distração de Raúl Cunha em compactuar com esta situação da INDAQUA. Mas também me parece que o PSD não está a fazer o seu trabalho nesta matéria. Uma das propostas do candidato do PSD, se ganhasse as eleições, era municipalizar as águas de imediato. É bem verdade que o PSD não ganhou, mas está lá. Também é verdade que já aconteceram negociações entre o Município e a INDAQUA nesta legislatura e as coisas agravaram-se em matérias de taxas… Sinceramente não sei o que diga quanto a isto…
O que me parecia, neste momento, mais importante seria repensar a forma como estão a fazer as coisas, ou seja, na carta que estão a enviar aos munícipes há um discurso muito pomposo, a roçar a benevolência, mas logo diz ‘ou faz ou paga multas pesadas’.
O que é isto?
Esta atitude não está compatível com a que Raúl Cunha nos tem vindo a presentear. Não seria mais eficaz se agora surgisse apenas só a parte em que diz: neste momento quem quiser meter água da companhia, que será obrigatória para todos, mais ano menos ano, os custos serão suportados pela autarquia e quem não quiser agora ‘só terá direito à ligação gratuita todos os que ultimamente tiverem acesso ao ramal’ ou até 'todos e pronto'.
Para que fique bem claro, isto não é uma questão pessoal, até porque a minha casa já é servida pela rede de águas pública, só espero que não saia azul ou às cores, e também concordo que todos os edifícios estejam ligados por uma questão de saúde pública, mas só concordarei com isto quando o concelho estiver coberto a 100%, o que não é o caso. E porque também sei que isto só servirá para pagar uma taxa à INDAQUA, porque as pessoas vão continuar a beber a água do seu poço… e há pessoas que mais uma taxa faz diferença, onde está a JUSTIÇA SOCIAL? 
É por estas e por outras que me sinto mais à esquerda dos tais da esquerda...
Fafe está com uma imagem muito positiva neste momento. Não mudo uma vírgula aos artigos que escrevi até ao momento, mas mais importante do que a imagem para o exterior é a qualidade de vida dos seus Munícipes, pois essa é a melhor imagem que qualquer concelho pode dar.

segunda-feira, 23 de março de 2015

A "JUSTIÇA DE FAFE" vende ou não vende?


Eu não disse?
Ora aqui está! Como podem ver nas imagens ao lado "546 pessoas gostam disto" e na imagem de baixo há "40 partilhas". Obviamente que isto só diz respeito ao que tenho acesso direto, ou seja, as minhas páginas (blog e facebook do blog). Há outras páginas que partilharam e dessas não tenho dados. Mas o que queria mesmo mostrar é que o nome "JUSTIÇA DE FAFE" vende mesmo e as pessoas de Fafe não têm qualquer medo de o assumir. Quem tem medo, parece-me, são alguns 'maus' gestores do passado e com 'zero' conhecimento em marketing e comunicação.
Neste aspeto, não duvidem, Fafe é terra mais do que justa, é terra da JUSTIÇA DE FAFE.

Amanhã voltaremos a falar em 'Justiça de Fafe' porque parece-me que há uma grande preocupação em vender Fafe lá fora e há aspetos que dizem respeito à vida diretamente dos fafenses que está a ser descorada. Nomeadamente no que diz respeito à parceria Indáqua e Município de Fafe. Preciso da cópia do programa de um partido político, mas já consultei um jurista... Não me parece que entregar cartas a intimidar as pessoas seja o melhor para a imagem da autarquia... A menos que todos já se pudessem ligar à rede pública... mas amanhã falaremos.

terça-feira, 17 de março de 2015

“Com Fafe, Ninguém Fanfe”

Sou um acérrimo defensor da causa. Nunca fui muito com a ideia de Sala de Visitas do Minho. Não quero com isto menosprezar a intencionalidade dos seus autores, sejam lá eles quem forem, mas “Justiça de Fafe” vende muito mais e nisso ninguém me lixa.
Assumi esta posição há muito tempo. Há dias voltei a fazer referência ao assunto:

Logo de seguida vejo anunciada uma aposta na Justiça, ainda que o nome me pareça lançado um pouco a medo: “Terra Justa”. Porquê? Não seria mesmo mais eficaz: “Fafe, Terra da Justiça”?
Compreendo que se queira associar este novo projeto a ‘causas’, mas haverá causa maior do que fazer justiça? Até nas palavras: ‘justa’ tem 5 letras e 2 sílabas e ‘Justiça’ tem 7 letras e 3 sílabas. Até a simbologia do 7 e do 3 podiam ser auxiliadores de grandes dissertações académicas… ou criações performativas!
É mais do que evidente que me agrada pegar no tema. Mas mais me agradará se se assumir mesmo este nosso lema tão forte (Com Fafe, Ninguém Fanfe) e a própria imagem da ‘Justiça de Fafe’ como se faz com o Galo de Barcelos.
Querem apostar como a imagem vende?
Vamos ver quantos likes tem este post… com esta simpática imagem que representa muito mais do que arruaceirada que alguns tanto medo têm. Quem vem de fora quer ver esta imagem e conhecer o nosso lema.
Não será de justiça que a cidade de Fafe, o Distrito, o País, A Europa e o Mundo precisam?
Seja como for, finalmente à 'Justiça de Fafe' vai-lhe ser dada a importância merecida. Mais uns pontos para quem muito bem sabe orientar o líder maior e, com isso, o líder soma e segue. É assim, um gestor não tem de saber tudo, mas tem de se saber rodear. Para que se 'faça justiça' temos de aplaudir Nuno Cobanco que muito bem está a trabalhar a imagem de Fafe e Raúl Cunha que se soube rodear.

Viva a Justiça… de Fafe! Claro! 

Imagem retirada do JORNALdeFAFE