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sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Qual é a melhor Escola?

A Escola que prepara os alunos para as Universidades ou mercado de Trabalho, mesmo sem recursos financeiros, ou a Escola em que os seus alunos pagam altas propinas e depois das aulas vão direitinho para casa dos seus explicadores?
Os rankings das escolas voltaram a preencher várias páginas dos jornais nacionais. Foram notícias em toda a comunicação social. Criaram discussões acesas como todas as vezes que apareceram. Uns ficaram contentes porque todos gostam de ir à frente. Outros, simplesmente, olharam para os resultados e não ligaram mais, afinal, na sua Escola há preocupações diárias para que os alunos possam ter pelo menos uma refeição quente por dia. Há tantos e tantos problemas nas suas casas que conseguir tirar notas positivas, por mais pequeninas que sejam, é uma vitória enorme e ultrapassa qualquer estatística disfarçada de coisa boa, mas só interessa ao poder económico para que possam arrecadar mais clientes para os seus estabelecimentos.
A quem interessam os números dos rankings? A quem interessam as pessoas dos rankings?
O ensino precisa mais do que números. Não são as Escolas que estão mal. Podem até ser os métodos de ensino a necessitar de uma profunda revisão, mas o que falta mesmo é centrar a educação na pessoa em si. Há uma pergunta que tem de ser feita em cada reação de um aluno: ‘Por que será que agiu desta forma?’
Esta foi uma das melhores lições que tive do Psicólogo, Poeta e, mais do que tudo, meu camarada e amigo António Vilhena. Olhar o problema do aluno com uma pergunta tão simples é mais do que suficiente para perceber que há todo um fator humano a ter em conta antes de qualquer resultado ou atitude. Às vezes não é nada fácil. Tantas vezes nós, os professores, nos sentimos impotentes para os conflitos que já vêm de fora dos muros da escola. Mas é a simples compreensão humana que leva à conversa, ao encaminhamento, à orientação daquele ou daquela jovem que merece bem mais do que uma boa nota. Merece a vida. A vida harmoniosa de quem é criança, adolescente ou até adulto que mais ninguém quer sequer ouvir falar.
Esta é a Escola. Este é o ensinamento que os clássicos nos deixaram e criaram Escolas e ensinamentos que todos seguimos sem questionar donde surgiram. É tão pomposo lançar umas frases de Aristóteles, Platão, Sócrates, Santo Agostinho quando nos servem, não é? Mas também deveríamos repensar a sociedade tal como eles fizeram no seu tempo.
Qual é a melhor Escola? A Escola que formou a aluna que entrou em Medicina, sem recurso a nenhum ou a reduzidos investimentos em explicações, no meio de tantos outros que nem queriam saber de competições por médias, ou a Escola em que a maioria dos alunos, depois de saírem das aulas, vão direitinhos para casa dos seus explicadores?
Há muitos fatores que contribuem para o sucesso nos rankings. Investiguem, não será difícil perceber. Quanto a nós, preferimos a Escola de Todos e para Todos. A Escola que nos preparou para entrar na primeira opção, na velhinha, mas encantadora, Universidade de Coimbra.

Obrigado, Escola Pública!

domingo, 28 de janeiro de 2018

JSD deu lição de urbanidade

Há políticos em Fafe que pensam que todos querem o lugar que eles ocupam!
O PSD foi a votos a nível nacional. Duas candidaturas, encabeçadas respetivamente por Pedro Santana Lopes e Rui Rio, fizeram acordar uma secção que parecia adormecida e à mercê de quem seguia apenas uma linha de pensamento. Como não podia deixar de ser, as opções não eram unanimes e surgem apoios a cada uma das candidaturas, uma na linha da maioria dos elementos da comissão política ainda em funções, Pedro Santana Lopes, e outra que opta por apoiar Rui Rio, sendo esta apoiada publicamente com notas à imprensa pela JSD.
Confesso que fiquei extremamente agradado com a urbanidade, quer a elegância na forma, quer o nível do discurso adotado pelos mais jovens. Apesar de terem muitas razões para se irritarem com os bombardeamentos palavrosos que foram alvo, sempre souberam desvalorizar a calúnia e concentrar-se no objetivo final, dar uma grande vitória a Rui Rio.
Nos bastidores falava-se que os jovens poderiam estar a preparar uma candidatura à liderança do partido em Fafe, mas isso não aconteceu, até porque os mesmos afirmavam que só tinham um objetivo: a vitória de Rui Rio.
Os factos são mais do que evidentes. A Juventude tem nível e, mais do que tudo, tem formação suficiente para conduzir o partido. Certamente que não sabem tudo! E também é evidente que precisarão sempre dos mais velhos para dar consistência às suas equipas, mas já ninguém poderá dizer que o futuro está comprometido, pois quem vem a seguir traz consigo uma excelente preparação académica e humana.
Ao contrário do PS, o PSD em Fafe não tem nada para dar aos jovens. Não tem cargos para oferecer, nem tão pouco tem tido a hipótese de ser indicado para um ou outro emprego de alguma câmara de amigos. Estes jovens sabem que têm de apostar em si, na sua formação, nos seus empregos, ou nunca terão nada, nunca serão nada. Estar no PSD em Fafe não é igual, nem sequer idêntico, a militar no Partido Socialista.
Será que é assim tão difícil, aos dirigentes do PSD, perceber que o lugar que eles ocupam não é assim tão apetecível? Será que não se apercebem que o PSD não tem grande impacto no quotidiano das pessoas?
Por muito que possa doer, esta é a realidade pura e dura. Os cargos de dirigente no PSD Fafe só interessam para afirmações internas, que podem levar a nomeações, ou posicionamento estratégico em Fafe, afinal dá sempre alguma visibilidade sair nos jornais de vez em quando!

Continuo sem saber o que vai fazer o PSD. Continuo a dizer que o PSD precisa de agarrar as oportunidades para poder ajudar os fafenses com os seus ideais e as suas ações, mas isso só é possível quando estiverem no poder, nem que seja em coligação. Mas também continuo a pensar que isso só será possível quando os dirigentes traçarem um plano e enfrentarem a população com humildade. 

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Chega! Vamos mudar o rumo de Fafe…

Educação. Cultura. Arte. Desporto. Turismo. Animação. Associativismo. Urbanismo. Empreendedorismo. Emprego. Comércio. Saúde.
Era o que mais faltava, num país democrático, tivéssemos que obedecer cegamente às ideias de um ou outro indivíduo que se julga o mais sábio de todos, o único capaz de estar preparado para exercer as mais diversas funções nos cargos públicos… E os outros? Será que Fafe só tem meia dúzia de pessoas preparadas para ocupar cargos de relevo? Será que temos de apoiar aqueles que passam a vida a dizer mal dos outros só porque não concordam com as suas ideias?
Não! Comigo não contem, ok?
Decidi há muito tempo que a minha vida será orientada por muito mais do que simples quezílias parvas. É claro que com isto não quero dizer que vou aceitar tudo o que os outros fazem ou dizem a meu respeito, mas também não me vou deixar aborrecer com aqueles que usam o palavrão ou o insulto gratuito para terem a sensação que são superiores. E, o mesmo quero para os outros. O 25 de Abril veio mesmo para que pudéssemos ter uma palavra e uma opinião sobre o que nos rodeia. Não é à toa que se trabalham obras em Literatura Portuguesa como ‘Felizmente ao Luar’ ou ‘O Memorial do convento’, entre muitas outras de tantos autores que se inspiram na liberdade para que as gerações vindouras possam encarar o mundo, o país e até a sua cidade com uma positividade que mereça o sorriso de cada um dos dias.
E é assim que espero que aconteça daqui para a frente também na minha cidade. É esta força que fui encontrando por este país, em cada terra que atraquei para lecionar, em cada árvore que me aparecia nas longas viagens, em cada onda mais ou menos calma. Sim, porque se há alguém que nada deve aos políticos desta cidade sou mesmo eu, nunca houve uma alma caridosa que fosse capaz de ‘me dar um apoio’… nunca tive qualquer tacho dos políticos fafenses… Nada lhes devo! Nada mesmo…
Mas gosto de política. Gosto da minha cidade. E gosto muito da minha aldeia. E, por isso mesmo, acredito que está na hora de iniciar um rumo novo. Está na hora de conhecer novos atores no mundo da política. Está mais do que na hora de traçar projetos comuns que possam engrandecer a cidade. É preciso traçar objetivos comuns. Não porque é giro, mas porque são esses que conseguem chegar mais longe. São esses que têm hipótese de serem aprovados pelas mais diferentes apostas governamentais ou europeias. Já ninguém trabalha sozinho. Esta é a hora de uma verdadeira transformação da cidade.

Chegou a hora! Vamos lá, Fafe?

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

José Baptista assume vereação em 2018?

PSD 0 – Fafe Sempre 2
O jogo mal começou e o PSD já perde por duas bolas. Logo no primeiro minuto, após uma derrota pesada, Fafe Sempre ataca com uma palmadinha nas costas e convida o PSD para o segundo lugar da Assembleia Municipal. Dominado pela fúria dos resultados, PSD não hesita e aceita pomposamente o lugar e, mais uma vez, os sócios do clube não são chamados a prenunciarem-se. Afinal, a equipa é deles e, ao que parece, o clube também.
Chega a hora de mexer na equipa, PSD não está no Governo, PSD também já não está na Câmara e Fafe Sempre aproveita o caminho livre para rematar e é goooooooooooolo! É golo! É golo! O Serviço de Emprego já foi para um dos seus… (segundo o JORNALdeFafe).
A bola volta ao centro. O árbitro dá sinal da partida e eis que aparece a primeira grande prova de fogo: Orçamento 2018! Fafe Sempre aproveita novamente o momento e com abstenção dá ideia de estar a colocar o interesse de Fafe em primeiro. Seja ou não essa a intenção, o certo é que volta a marcar pontos, até porque ninguém está disposto a ter eleições tão cedo. Já o PSD aparece contra tudo e contra todos e a queixar-se de que as suas ideias foram deixadas de fora. As suas brilhantes ideias, vejam só… Como a Zona Industrial de Regadas, por exemplo!
O mais bonito disto tudo é que nós até achamos mesmo que eram (e serão) ideias importantes para a afirmação e avanço industrial do concelho, mas ao contrário do PSD que culpa os outros, achamos que a culpa é do PSD. Simplesmente porque devia estar lá dentro a trabalhar em coligação e defender estas mesmas ideias.
Querem brincar aos políticos para se afirmarem dentro do partido? Vão passar a vida a queixar-se à espera que os fafenses tenham pena? Não adianta! No primeiro caso, já está provado que se não abrirem o partido a todos, as pessoas simplesmente se afastam; no segundo caso, os fafenses não querem quem esteja sempre do contra e a queixar-se, mas sim quem apresente soluções e as ponha em funcionamento para que todos tenham melhor qualidade de vida. É claro que para isso, é preciso estar lá dentro e isso só é possível com uma coligação como aquela que até já tiveram no último mandato…
Não sei o que vai acontecer nos próximos dias. Da minha parte, tenciono atacar nas rabanadas, formigos, aletria… Já do PSD, das duas só podemos escolher uma: ou vai continuar a deitar fumo pelas orelhas e nós vamos assistindo ao desfile de pavões ou entra realmente no que interessa e assume uma coligação com o executivo de Raúl Cunha tentando, na medida do possível, resgatar as ideias que os dois vereadores foram lançando nos três anos que lá estiveram. Já que o primeiro eleito diz que ‘segue unido à sua profissão’, a segunda ‘está disponível para os fafenses na assembleia da república’, a representação do partido na Câmara de Fafe não poderia ficar em melhores mãos do que na figura de alguém humilde, cientificamente bem preparado como é o Engenheiro José Batista.

Se assim não for, para o bem de Fafe, que este Natal traga tantas coisas boas para os fafenses que nem seja mais preciso recorrer aos políticos…

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

#jornalpovodefafe: Quem não está disposto a trabalhar em coligação, demita-se!

A realidade política fafense é mesmo outra. Tenho acompanhado o desenrolar dos acontecimentos, afinal como sempre fiz, embora tivesse optado por não me pronunciar antes do último ato eleitoral, não fossem alguns iluminados usarem isso para justificar os seus maus resultados, mas não posso deixar de verificar que os políticos do antigo regime ainda não estão dispostos a assumir que a factualidade dos números é mais do que evidente.
Desta vez não me refiro à Câmara, mas só desta, apenas me dirijo para as juntas de freguesia. Se há juntas que lá conseguiram entendimento para que as coisas possam funcionar, outras há em que isso parece muito longe de acontecer. Arões S. Romão já teve de fazer mais do que uma reunião, em Moreira de Rei parece que a banda toca com a mesma pauta. Será que as pessoas não percebem que as cartas foram dadas e isto ficou tudo baralhado?
Se em artigos anteriores defendi a ‘estabilidade governativa’ como aconteceu nas juntas de Golães e Fafe, por exemplo, e me parece fundamental que venha a acontecer o mesmo na autarquia, mantenho o mesmo princípio para as restantes. Deste modo, que me desculpem os intervenientes, só se quiserem, mas em Moreira de Rei leio que os dois mais votados na oposição (Fafe Sempre e Unidos a Fafe) se encontram disponíveis para encontrar uma solução, mas que obviamente os inclua. O que espera o mais votado? Que lhe entreguem a junta sem mais nem menos? Que lhe permitam governar como sempre fez até agora? Não pode ser! A realidade é outra. Penso que os políticos têm de se convencer disso. Os políticos precisam de ter a capacidade de dialogar ou, se não conseguirem, a porta é a serventia da casa. O Povo votou, faça-se a sua vontade. O Povo não deu maioria? Paciência, governe-se com a sua decisão. O Povo é soberano.
Muito sinceramente, mesmo que os likes dos meus posts possam diminuir, depois do escrutínio só pode ser traçado um objetivo: colocar-se ao serviço da comunidade, mesmo que se tenha de engolir um saco cheio de sapos. Quem não estiver disposto…
há eleições de quatro em quatro anos!

domingo, 12 de novembro de 2017

Nunca me senti tão bem representado por um Presidente

Há problemas e ele vai lá. Faz criar formas de resolução e volta lá. Quer tudo a funcionar e vai lá estar. É assim Marcelo Rebelo de Sousa. Não se submeteu à vontade de Passos Coelho, mas também não deixa que o Costa lhe diga o que fazer. Quem marca a sua agenda é ele próprio. Marca, desmarca se alguma circunstância o justificar – mesmo que seja um compromisso internacional, e volta a remarcar só para estar junto ao povo português. Sim, o Povo como muitos gostam de dizer que defendem de cravo ao peito, mas poucos o conseguem fazer mais do que nos festejos do próprio dia 25 de Abril.
Como eu gostava que houvesse um Presidente com estas medidas em cada Câmara deste país. E às tantas até há quem esteja perto das populações e são esses que tanto estão a irritar os dinossauros que dominaram as cidades anos a fio. É tempo dos ‘afetos’ como tanto se tem apregoado e, como é mais do que óbvio, os afetos não nascem do acaso, eles têm de ser inerentes à própria condição humana. Se é certo que também se aprendem, também é certo que eles nunca vão aparecer de quem quer a todo o custo ganhar uma autarquia, custe o que custar.
Há neste preciso momento em Fafe uma febre desenfreada para derrubar a Câmara de Fafe. Isso é já falado em reuniões mais ou menos disfarçadas. Desenganem-se todos os que pensam que vão ter a vida simplificada se tentarem prejudicar o bom funcionamento de um grupo democraticamente eleito. Que nem pensem que as decisões de dois ou três dentro de um ou outro partido, que nem ousam fazer reuniões de avaliação do último ato eleitoral com os militantes, se vão sobrepor às convicções de quem defende a decisão do povo como última palava.
O povo decidiu e merece ser respeitado.
Se surgirem novas eleições antes do tempo, haverá muitas surpresas. Não será respeitada qualquer tomada de posição partidária sem que essa seja previamente discutida e votada em local próprio. Os partidos não têm donos!

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Os fafenses não querem confusões políticas

A Juventude não é instalada e ainda bem. Por momentos pensei que tudo estava “de pernas para o ar” e só eu pensava ‘fora da caixa’. Pelos vistos, não pensava assim tão diferente de outras pessoas, apenas desconhecia que tal pudesse estar a acontecer, não fossem os jornais de Fafe, na semana passada, a dizer-me que a Juventude laranja já há muito tinha alertado para o rumo que consideravam menos positivo. Mais uma vez, foram os jovens os mais corajosos!
A eleição da mesa da assembleia municipal foi tudo menos positiva para o bem da política fafense. Aqueles que antes criticavam os candidatos a presidentes da junta por serem do PSD e se 'venderem' ao PS, fizeram também agora aquela mesma figurinha. O PSD Fafe que devia estar a construir a ponte de um bom entendimento para o progresso de Fafe, depois de três anos a mostrar como se deve fazer política a sério em prol das pessoas e do concelho, senta-se agora ao lado dos que não têm mais do que um objetivo: impedir Parcídio Summavielle de assumir a Presidência do Município de Fafe. Esta guerra não é e nem pode ser do PSD. O PSD devia estar a reinar e não à submissão...
Não me ouvirão a dizer mal da comissão política do PSD e muito menos da ausência de trabalho, mas por muito que tenham feito internamente, nisso honra seja feita, tudo isso tem pouca significância para os fafenses, pura e simplesmente porque não traz qualquer alteração à vida da população. As pessoas estão-se maribando para as homenagens a ilustres do partido, estas só têm importância para os mais próximos. As pessoas nem querem saber se há muitos ou poucos votos no partido a nível nacional, isto só tem interesse para quem precisa de se afirmar dentro do partido. As pessoas nem querem saber se reuniram com as juntas ou com as associações. Mas já querem saber das bolsas para universitários, a resolução do prédio da Sacor, o Parque da Cidade… Isto só para falar naqueles que mais foram levantados durante a campanha eleitoral. É verdade que o PSD esteve lá, em todos eles, como na reestruturação da feira semanal, mas o que adiantou? Que proveito tirou disso? Nada! Saiu a discutir contra tudo e contra todos, quando devia estar lá a reivindicar as suas boas ações ao lado de um Presidente que, queiram ou não, se tornou Presidente de Todos os Fafenses com a arte de  bem receber e mais ainda com a resolução de problemas que se arrastavam há anos.
Não me peçam para dizer mal de Raúl Cunha. Nem mesmo de Parcídio Summavielle. Até porque para o bem de Fafe, só me interessa mesmo que tragam bons e grandes projetos. Peçam-me antes para exigir ao PSD que se torne num partido de ‘estabilidade governativa’. Um Partido feito para servir as pessoas. Um Partido não só virado para as Pessoas, mas com as Pessoas.

Talvez esteja na hora do Partido assumir a sua ala de Esquerda (do Povo e para o Povo), já que a direita não vai lá! Ou talvez não esteja e eu sou um utópico… de esquerda moderada, mas feliz!

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Os resultados já eram esperados, não?

Nunca existiu PS Lisboa e PS Fafe. A ideia lançada não foi mais do que uma luta interna, em praça pública, para medir ‘egos’ e ver quem manda. Mas, independente das tomadas de posição de cada um, quem manda em último caso será sempre a regra ditada e devidamente contemplada pelos estatutos.
Fafe Sempre dizia, e muito bem, ‘Em Fafe mandam os Fafenses’ e não é que mandaram mesmo? Ao que parece mandaram-nos dar uma volta e, convenhamos, já não era sem tempo. Não é que o candidato não fosse uma mais-valia, mas já o era há 4 anos e a forma como foi tratado não caiu lá muito bem…
O PSD ainda não recuperou da hecatombe de 1979, precisamente o meu ano de nascimento. Ou seja, tive de andar a pesquisar o que se passou para tentar perceber quais as razões que poderão estar na origem para que numa situação de divisão de um partido não conseguir sequer um segundo lugarzinho. É mau demais!
Acreditem ou continuem na ignorância de sempre, o PSD é refém e vítima de uma ideia de elitismo bacoca. Ou seja, nas minhas pesquisas (nestes casos nada melhor do que ouvir os mais velhos) fui confrontado com a seguinte afirmação: ‘Quando o PSD era poder tinha uma atitude muito rude para com as pessoas. Em Regadas, por exemplo, foram duas pessoas pedir à Câmara na altura para que facilitasse na obtenção da licença para as suas casas, um por causa do muro e outro da própria casa que não lhe davam licença apenas por causa de um metro (1m) e até se pôs de joelhos a pedir por favor. Segundo eles, os senhores do poder responderam-lhes: «Estamos aqui para cumprir a lei e não fazer favores!». Sabes o que eles fizeram? Foram para o Bugio, na altura trabalhava lá mesmo muita gente, e começaram a lutar contra o PSD e apoiar o Parcídio. Um deles foi o teu tio Fernando. E a verdade é que o Parcídio Summavielle recebia toda a gente, antes da maioria, e isso não dava hipótese a mais ninguém. Pronto, aí está, o PSD não tem mesmo a melhor das imagens em Fafe e já não é de agora. É claro que em nada ajuda o facto de só quererem ouvir os militantes em alturas eleitorais, porque precisam deles para as listas e para abanar bandeirinhas, mas ao que parece, este ano foi um dos exemplos óbvios que as pessoas já não estão para aturar desvarios alheios. Militantes de longa data apareceram em força em listas do PS e Fafe Sempre. Isto deve ter leituras, não?
Só mais uma coisinha, não fui nada favorável e mostrei-o na altura da coligação entre o PSD e PS, mas com o tempo percebi que as coisas até corriam bem, será que a demissão dos cargos era necessária? O PSD só abriu portas para que outros ocupassem o protagonismo que era seu…
Os resultados da CDU foram equivalentes, mas confesso que pensava que Leonel Castro conseguiria aumentar a votação no Bloco de Esquerda, não só pela aposta de Lisboa com a correria a Fafe, mas também pelo brilhante trabalho que fizeram na construção dos IPF. Não foi assim…
Olhando rapidamente para a campanha, concluo que estes políticos são muito verdes no recurso às redes sociais. Prevaleceram os perfis falsos, o insulto e o azedume, deixando de lado o que realmente interessava mas que deveria ser trabalhado, pelo menos, desde há dois anos atrás.

Há, certamente, muitas avaliações e conclusões a tirar nos próximos tempos… A coisa vai animar!

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

100 anos e humor requintado

Tive o privilégio, pela primeira vez na minha vida, de estar presente numa festa do centésimo aniversário. 100 anos. É verdade. Não é fácil. E, obviamente, isso leva a uma grande festa. Familiares e amigos rodeavam as mesas fartas, mas era lá no fundo que estava a poltrona com a Rainha da festa ou, como dizia a aniversariante com o seu tom de graça, ‘a santinha de Arouca… toda a gente vem ver a santinha de Arouca’ e as gargalhadas saltam em toda a sala.
Já não é fácil chegar aos 100 anos, mas chegar a essa idade e com a capacidade de brincar com as situações e usar um humor muito peculiar, aí é que é caso para dizer: viva a vida!
Florinda Silva Lemos, 100 anos. É a Mulher que vai á frente na idade em Regadas. É também a tia da minha cara-metade que logo me disse: «Não és da família, mas vais ser. Sorte! Sorte aos dois!». Eu apenas agradeci, mas retive cada palavra, afinal era a matriarca. Noutros tempos seria mesmo a chefe da tribo. Tempos em que os anciãos eram os grandes conselheiros, orientadores, e toda a gente os respeitava sagradamente.
A vida pregou-lhe algumas partidas. Enviuvou extremamente cedo, mas era preciso cuidar da sua família, do seu legado, e fê-lo com muita mestria. Basta apenas conhecer aqueles que lhe são mais próximos.

Se mais não podermos tirar de todos estes anos, fiquemos pelo exemplo de luta e perseverança de uma mulher de armas. Retiremos o exemplo de mãe e mulher dedicada e olhemos para a grande festa em que familiares e amigos se juntaram para celebrar a vida. A sua vida ou a vida de cada um com a sua, porque só assim é que a comunidade faz sentido.
#jornalpovodefafe

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Aguarda-se um mês cheio de promessas a curto prazo

Não sei se sou o único, mas este ano tirei umas feriazinhas da política. Às vezes temos mesmo de nos afastar para perceber o que os nossos mais críticos são capazes de fazer, já que ‘nunca se enganam e raramente têm dúvidas’. Ai é assim, ó sôtor? Então faça o favor de fazer uma boa viagem que nós ficamos por estes lados…
Aguardo com algum entusiasmo para conhecer as propostas que vão ser lançadas. Um ou outro amigo já me deu a conhecer algumas ideias. Umas parecem-me bem, outras nem por isso, mas o que realmente noto é que todas elas nos parecem pouco consistentes. São facilmente descartáveis, se é que me faço entender. Não estaria já na altura de se pensar um concelho a longo prazo? Conhecer as estatísticas da população e centrar toda a ação para melhor satisfazer as reais necessidades, mas de forma contínua e duradoura?
O que adiantou há uns anos construir campos multidesportivos em freguesias que não conseguiam fazer uma equipa quanto mais duas para se defrontarem? Pois, é mesmo isso… As estratégias têm sido muito pouco adequadas…

Penso, sinceramente, que ainda vamos a tempo de apelar ao bom senso. Não tentem fazer das pessoas ingénuas, porque elas quando querem sabem muito bem dar o verdadeiro pontapé. Aproveitem, senhores candidatos, para se sentarem com professores, economistas, juristas, agricultores, pedreiros e trolhas, padeiros e carpinteiros, ou seja, com representantes de várias profissões, movimentos e associações, mas que possam dar um contributo para o que efetivamente é necessário para Fafe.

terça-feira, 22 de agosto de 2017

A praia fluvial de Regadas não era para estar pronta?

Este ano resolvemos apostar na aquisição de uns barcos. Caravelle K65. Grandes máquinas puxadas a remos. Não sabia remar. Numa aventura inicial que mais parecia as manobras dos carrinhos de choque, eis que o chilrear da passarada, a suavidade das águas cristalinas e as palmas das árvores ao sabor do vento me atiravam facilmente para um ambiente bucólico. Não eram mais as ondas do mar a embalarem, mas os sons de sempre, nas memórias mais felizes da infância.
Como é bom estar em paz com a natureza!
Não fosse o poder da natureza, mesmo no seu estado mais selvagem, até me sentiria triste com o desprezo a que está dotado um dos rios mais emblemáticos de Fafe. Um rio que permitiu alimento a centenas de famílias quando alimentava as turbinas de uma fábrica, o mesmo rio que leva a luz a tantas outras, entre campos, montes e vales até se juntar com outro e depois outro e terminar em grande forma mar adentro.
É triste. É mesmo muito triste quando há interesses que não se conjugam com os da natureza. É até vergonhoso quando se faz bandeira de um recurso natural que merece ser tratado com aplauso por toda uma população, mas depois é esquecido tão somente…
Seria assim tão difícil criar uma pequena presa e usar a areia acumulada para servir de poiso às toalhas mais ou menos floridas? E se se juntassem duas ou três mesas dessas já feitas e a preços tão acessíveis numa dessas lojas que vendem quase tudo?
Fácil, não? Custos? Reduzidíssimos… mas quando os interesses são outros…

Enfim, resta-nos aproveitar o rio tal como ele é. Selvagem. E, como é óbvio, continuar a esperar até que as melhores ideias voltem a reinar…

terça-feira, 1 de agosto de 2017

As autárquicas dos perfis falsos

O Homem é um ser eminentemente comunicativo. Precisa da comunicação como pão para a boca e água para o corpo. Não fosse isso e isto seria uma selvajaria ainda maior, mas quando há a necessidade do recurso a perfis falsos, principalmente dos agentes defensores da democracia e em pleno século XXI, é muito grave ou, pelo menos, muito triste e deprimente.
O que pensam os eleitores disto? Ou será que ainda continuamos tão a leste da política que já nem disso queremos saber?
A lei do ‘salve-se quem puder’ está lançada, não fosse a ânsia do poder para os que já lá estiveram e querem voltar ou o querer a todo o custo para os que mal puseram os pés nos momentos decisivos. Enfim, mais uma triste realidade do estado da política em Portugal.
Há quatro anos foi o momento áureo da discussão pública. O Blog Montelongo era o fórum de excelência. A pluralidade de opiniões era evidente. Depois tudo começou a esmorecer e os agentes políticos, que tentam agora chamar todos ao debate, foram os primeiros a fugir aos debates organizados bem no centro da cidade. Diziam que eram muito politizados… Mas há debate cívico sem envolver a política, a polis (cidade) ou os cidadãos? E se o painel de convidados tem gente de todos os partidos, qual o problema de comparecer e intervir? Muito fácil, os políticos não estão preparados para o confronto da população.
O resultado deste afastamento e o medo da confrontação está agora bem visível no recurso aos falsos perfis. Pobres coitados. Mas vamos assistir até às eleições ao discurso oposto, o discurso que mostra que em primeiro estão as pessoas, o povo e outra vez o povo, mas de preferência que não chateiem mais nos próximos quatro anos, ok?

Precisamos de uma nova geração de políticos ou o discurso continuará a ser o mesmo! Precisamos de gente com capacidade comunicativa e precisamos mais ainda de uma política positiva. Há já candidaturas com gente muito nova. Parece que estamos finalmente a lavar a cara à política! Haja paciência e um dia todos vencem!

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Quando acontece sempre a mesma coisa

Os incêndios são um flagelo todos os anos. Todos esperamos o bom tempo para as grandes festividades, os casamentos, as comunhões, a praia e os festivais… mas sabemos que no bom tempo também aparece um dos maiores pesadelos para a espécie humana.
Não nos cansamos mais de chamar ‘heróis’ aos bombeiros, e bem, mas eles são heróis durante o ano todo, mesmo no Inverno, porque estão lá sempre… não precisavam de ter a função de apagar chamas para serem considerados como tal, basta o auxílio que dão às populações, estando, para isso, 24h sobre 24h de prevenção.
É sempre a mesma coisa. Todos os anos a mesma conversa. Não faltam conhecedores das causas e consequências dos incêndios, mas não há uma política verdadeiramente eficaz para acabar com tudo isto.
O que se pode fazer?
Penso que já foi mais do que discutido o que se pode fazer, mas basta que se conheçam donos aos terrenos e os obrigue à sua limpeza. Há apoios para isso, fiscalize-se. Não quer limpar? Paga multa ou fica sem o terreno, já que não é responsável para o ter… É claro que aí o Estado terá de se responsabilizar pela limpeza ou, quem sabe, pela cedência para cultivo em troca de o manter limpo e produtivo. O mesmo em todos a seu cargo…
Enquanto não se criar uma política a sério, isto vai acontecer ano após ano. Há muitos interesses e, o mais engraçado, é que já nem lhes importa esconder… é tudo à descarada!
Este ano foi demais. Há pessoas que perderam a vida porque não tiveram hipótese de escapar ao cerco do fogo… até dói só em pensar!
Acho que já chega de pensar no lucro, não? Anda um país inteiro à mercê de meia dúzia que lhes dá jeito: o aluguer dos helicópteros, a madeira mais barata…
E se tudo estivesse mesmo limpo? Com outro tipo de árvores?
Não dá lucro no imediato, pois não?
Acho que vamos ter mesmo de aceitar que algum familiar dos deputados compre uma frota de helicópteros, os de outros abram empresas de limpeza de terrenos e os de outras empresas de cultivo de terrenos cedidos pelo estado… pode ser que assim, com a adjudicação à família dos legisladores, já se consiga uma política que favoreça os portugueses.

sábado, 10 de junho de 2017

Este país anda ao rubro

Somos os maiores. Isto nem parece mais Portugal. Aquele país à beira mar plantado que depois de uma crise grave se ergueu e começou a ganhar tudo o que havia para ganhar. Foi o Campeonato da Europa. O Festival da Eurovisão. A eleição do Guterres para o mais alto cargo da ONU. O Ronaldo continua a somar troféus por onde passa. O Mourinho volta a ganhar. O Presidente da República adotou a palavra ‘afetos’ e faz do ato o brilho de tanta gente que se considera próxima do representante máximo. Isto anda bonito, pá!

Fafe não está muito diferente do país. No Raly, o mesmo sucesso de sempre. O Fafe tem uma moldura humana que dá gosto. As aldeias viraram-se finalmente para o seu património natural. A Terra Justa, o Festival da Vitela… enfim, há tanta coisa positiva a acontecer que se pode dizer que Fafe está a seguir o rumo certo. O que falta? Falta uma política que saiba aproveitar o melhor de cada aldeia, grupo ou pessoa. Mas quanto a isto, só o tempo o dirá…

Podemos dizer que o que não está bem em Fafe são os políticos. Ou a política dos políticos.
Mas não quero falar desses. São sempre os mesmos. As mesmas caras. As mesmas ideias ou a falta delas… São sempre os mesmos a trabalhar para os mesmos. Estou fora…

Como gosto deste Portugal assim. Fafe é só mais uma parcela que terá a sua hora de se livrar de todos estes políticos e encontrar alguém mais ao estilo de Marcelo. Uma nova geração de malta que vai sair de onde menos se espera. Malta que vai cortar com o estereótipo desses partidos e movimentos todos. É urgente mudar o rumo a Fafe.

Estas trocas e baldrocas são o reflexo do que chegou a política e os seus atores. Uma vergonha chapada onde a palavra ‘vale tudo’ é ordem há muitos anos, não pensem que é só de agora. Mas valha-nos Portugal. Valha-nos as vitórias por esse mundo fora. Mas valha-nos também as vitórias dos nossos conterrâneos, mesmo que seja uma jovem médica de Regadas, filha de gente humilde, que ganhou o prémio de melhor aluna. Foi para isso que apareceu o Abril. A revolução. A possibilidade de estudar dada a todos por igual. E, só assim, todos podem levar o nome de Portugal bem alto.
«Só falta (mesmo) cantar a língua portuguesa!»
 E em Fafe, mandar os políticos para as serras até às eleições só a pão e água!

sexta-feira, 26 de maio de 2017

O Rally. O Fafe. A Justiça.

 Imagens: JN, ADF

O Rally sempre de prego a fundo. O Fafe foi à luta. Falta cumprir-se a Justiça de Fafe.
Não há hipótese. O Rally de Portugal não tem cenário mais bonito do que as serras repletas de forasteiros que rumam ano após ano à mais emblemática catedral da modalidade. Este ano nem o Raminhos faltou. O bom humor subiu a bordo de um dos carros para fazer o famoso salto de Fafe. E não foi o único. Bloggers e Vlogers já viram que o espetáculo é para aproveitar. Dá likes. Muitos likes.
O Fafe não conseguiu a manutenção. Esse não era o desejo de quem há um ano conseguiu uma das maiores festas do Clube, mas o Fafe venceu! Aceitaremos com facilidade outras opiniões, mas o Fafe foi um grande vencedor. Há quanto tempo não se via tanta euforia à volta da mágica? Não vale vir com as tretas do costume: ganha, são os maiores e perdem, já não prestam… Haja reconhecimento. É preciso aplaudir quem deu o corpo às adversidades de um clube que não nada em dinheiro, mas que nem isso o demoveu de ir à luta. É sempre melhor morrer de pé do que viver a rastejar. Já não me lembrava de ouvir falar tanto no Fafe como este ano. Até pelos Algarves era interpelado para ouvir falar do ‘seu Fafe’, diziam-me tantas vezes…
Fafe, Terra da Justiça. Mas que faz pouco uso do seu potencial. Bem, não faz quase nada para ser mais sincero. Lá se criaram uns eventos em torno do nome, mas agarrar a coisa como deve ser, não será trabalho para os próximos tempos! Está à vista, mesmo!
O Rally não precisa de mais apresentação. Talvez saber rentabilizar melhor seria importante. O Fafe terá de reorganizar o seu trabalho para surgir com mais força. A vitela já tem festival. Há uma Terra Justa com mediatismo. Só falta mesmo um evento genuíno à verdadeira “Justiça de Fafe”, a mesma que só intelectuais como Camilo Castelo Branco sabiam retratar e os fafenses a conhecem como ninguém e não têm qualquer vergonha de a assumirem como sua ou não fossem eles de Fafe, vejam só!


domingo, 14 de maio de 2017

O To Zé vai a votos e tem um projeto e o melhor da festa é a malta que o acompanha

O discurso de apresentação da lista do Tó Zé chegou ao meu conhecimento. Não levem a mal não dizer o Eng. António José Silva mas, sinceramente, espero que continue a ser o Tó Zé porque é assim que a malta o conhece na dedicação às causas. Claro que o canudo dá-lhe credibilidade científica, mas essa só será relevante se juntar sempre o humanismo nas suas ações.
Não votarei para a Junta de Fafe, mas achei curioso o que se aponta para a Freguesia de Fafe e há muito que defendo que as pessoas um dia vão começar a ser mais exigentes e vão votar em ideias concretas. Se vai ser já desta vez? Não sei.
Relativamente à apresentação da lista e ao discurso, não poderia deixar de destacar a astúcia em criar uma lista diversificada. Tem muitas mulheres. Muito bem. A política precisa de ouvir mais o sexo feminino. Há questões que são tratadas com outra sensibilidade se forem tratadas por mulheres. Nunca achei piada a querer que tudo fosse igual, do mesmo modo, por homens e mulheres. Por alguma razão são sexos diferentes. É mesmo da natureza. Não se trata de direitos, ok? Esses têm de ser mesmo iguais e ponto. Mas há características que são tratadas melhor por homens e outras por mulheres. Um pai não é igual a uma mãe. Há gestos que só o pai tem e outros só a mãe sabe fazer… um não substitui o outro. Se conhecerem alguém que tem de fazer o papel de ambos, perguntem-lhe se não tem de se redobrar… Não é fácil!
Eu mesmo gostava de ver mulheres a escrever a sua opinião no Povo de Fafe. Tenho a certeza que o Povo de Fafe sairia muito a ganhar. Se for questão de espaço, posso partilhar o meu…
Clara Paredes Castro foi um nome que me saltou à vista. Foi uma das convidadas num debate organizado pelo Club Alfa sobre o Turismo e, confesso-vos, que grande lição sobre o assunto. A mulher sabe do que fala. Se um dia fizer uma lista à Câmara, aí terei de ser mesmo candidato e ‘não candidato’ como agora… A Clara vai comigo!
“Novas tecnologias e inovação, acessibilidades pedonais, corredor verde, parque canino, abastecimento elétrico, autocarro, reaproveitar escolas para a sede da junta, espaço de juventude e voluntariado, gestão do cemitério como outras freguesias, dinamizar os bairros, apostar na transmissão histórico-cultural de Fafe, criar atividades para promover o comércio…” são a recolha rápida das propostas. À primeira vista sou levado a dizer que há questões levantadas que me parece estranho ainda não estarem a acontecer. Daqui a três anos, mais coisa menos coisa, será valorizada a criatividade. Se uma comunidade não acompanhar o tempo vai ficar para trás. Todas as propostas têm de passar obrigatoriamente por uma reorganização que envolva as novas tecnologias, não para substituir o contacto humano com a natureza, mas para que facilitem a sua atuação. Quanto mais organizado estiver a comunidade mais tempo terá o cidadão para se dedicar ao ócio e ao desfrute do que de melhor a vida lhe oferece: a família, os amigos, a leitura, a vida ou a natureza por excelência! 


sábado, 29 de abril de 2017

Contra os jantares dos políticos… Presunto! Presunto! Presunto!

24 de Abril. Os políticos começam a puxar pela fita métrica. Começam as primeiras sondagens. O Facebook diz que a lotação está esgotada. Não percebi se não havia mais bilhetes, só para dizer aos outros que não tinham lugar, ou se existiria outra razão. O JN anuncia dois jantares. As primeiras fotos aparecem… primeiro da escola Montelongo, depois do Pavilhão da Secundária… E é assim que vai a vida política por Fafe! Um partido, duas candidaturas. Isto é o 25 de Abril a funcionar em pleno. Medem-se as filas…
Volto a casa. Não tive jantar algum de comemoração do 25 de abril, mas pude saborear os melhores sabores de uma cozinha caseira. Os sabores de sempre. Aqueles que me avivam a memória quando estou longe. Afinal o 25 de abril também trouxe uma nova forma de ser família…
Hoje é dia de festa. É 25 de Abril.
Já o disse anteriormente que esta novela está a ser fantástica. Mesmo aqueles que ligam muito pouco à política começam a fazer humor com o avançar dos episódios. E as cenas dos próximos capítulos? Acho que vou criar uma linha de apostas… Vai dar dinheiro!
O que mais está a motivar a minha atenção é verificar que ‘o que outros fizeram aquando no poder’ está-lhes a acontecer precisamente o mesmo! Dói, não dói?
Poderia ser de outra forma? Podia, mas não era a mesma coisa!
A vida é mesmo uma roda. Ainda há uns anos ajudavam às perseguições políticas e agora estão a ser vítimas… ainda me lembro de umas eleições em que lá nos escuteiros fizeram uma reunião com o chefe de núcleo porque um escuteiro não obedecia às ordens do chefe e não apoiava a lista que mais lhe convinha… É claro que a lista do escuteiro ganhou as eleições… Lá está, ‘deus escreve direito por linhas tortas’… Depois foi outra associação, também não apoiava a lista do poder… o associado não presta… toca a riscá-lo!
Obviamente que esse escuteiro, fez o que outros fizeram também nas suas freguesias, abandonou as chatices e disse: «Felizes os pobres porque deles é o reino dos céus!»
Há pois é. Era mesmo assim que as coisas funcionavam. E agora?
Agora, é um partido nacional a dar um grande chuto naqueles que um dia apoiavam estes seus amigos… Aqueles que faziam estas jogadas. E valia tudo! O importante é ganhar, não importa como…
Sinceramente, acho que o Costa está a ser um grande Senhor!
Contra os jantares da política… Presunto! Presunto! Presunto!

Viva o 25 de Abril

terça-feira, 18 de abril de 2017

Não sou candidato, não há jantares à minha pala!

Não vou mesmo em nenhuma lista nas próximas eleições autárquicas em Regadas. Gosto muito da minha terrinha, mas não gosto nada do que ela se tornou com tantos interesses por lugares e lugarejos. Que terra mais interesseira. Não estou desiludido, nada que me surpreenda, apenas jamais compactuarei com tamanha falta de princípios. Vale tudo.
Vem isto a propósito de algumas interpelações que me têm chegado e, porque não gosto de alimentar dúvidas, penso que um esclarecimento público pode ajudar a clarificar a minha posição, principalmente porque qualquer análise neste espaço jornalístico da minha parte não pode ser interpretada como defensora de algum partido em particular.
Sou livre. Não devo favores políticos. E não serei mais do que um espetador atento da novela que já vai longa. É claro que vou exercer o meu direito ao voto. Faço questão. Não sei em quem vou votar, mas já sei em quem não votarei.
Colar cartazes? Abanar bandeirinhas? Não! Desta vez, não!
Estão a ver aquele tipo que se cansa de apontar estratégias, que fazem de conta que o ouvem antes das eleições, mas depois não querem saber só porque discorda das ordens do chefe?
Também ninguém vai ter a possibilidade de comer jantaradas à minha pala. O comício dos independentes já não terá a necessidade de falar do gajo que estudou para padre e é um burro carregado de livros, porque é assim que são classificados os doutores.
Os que se aproveitaram e se juntaram contra a junta que disponibilizou o terreno para o lar (PSD/CDS), só para ter lugares para a família e amigos (PS) e agora andam às turras porque foram desarmados pelos seus pares têm agora a possibilidade de se candidatarem uns contra os outros. Nós estamos de fora! Só a observar! Só naquela!

Posto este esclarecimento, julgo que estarei mais do que legitimado para proceder ao comentário político. À análise das manhas e artimanhas das candidaturas. A dizer o que penso e julgo importante para o debate plural. A contribuir para uma cidadania mais interventiva.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Fafe, jogo do pau ou da bicha?

Também quero uma parede na feira com as lendas de Regadas, já fiz a recolha história e fora publicada na última revista do Club Alfa, é só escolher: «Assim, é dito que no 'Vale de Quintela' aparecia uma cadela com pitos; Em 'Mata Burros' (entrada do Loureiro - Paço) aparecia um homem muito grande, o que levava a que muito povo chegasse ao 'Alto e Vira para Trás' (partilha de Quintela Loureiro) e fugisse; Em 'Chosabrensa' (Quelha das Campas) aparecia o lobo e apareciam as bruxas no Rio do Génio.»
Não querendo influenciar a possível escolha, sugeria uma atenção particular para “a cadela com pitos”, parece-me que dava um excelente quadro e bruxas há em todas as terrinhas… e Montalegre já as adotou a todas.
Não queria ser desmancha-prazeres, mas os números dos likes nas publicações quando se fala do tema da justiça não enganam e a única lenda que nos caracteriza verdadeiramente e levará o nome de Fafe além fronteiras é só uma: JUSTIÇA DE FAFE!
“Com Fafe, ninguém Fanfe!” já era o lema conhecido em Coimbra, Ansião, depois em Lisboa e outra vez Coimbra, agora em Portimão e logo, logo, será numa outra cidade qualquer deste país por onde eu passar e parece-me que esta experiência é partilhada por todos os fafenses espalhados pelo país e não só. É o lema que as pessoas conhecem e acham graça à expressão. E, ao contrário do que poderão pensar, para nos dizerem estas coisas é porque conseguimos criar simpatia com a maior das naturalidades. Bem, verdade seja dita, também sabem logo que não se podem esticar, porque também se apercebem que connosco é ‘Pão, pão! Queijo, queijo!’.
Hernâni Von Doellinger, após a notícia grafitesta nos muros da feira, começa por destacar na publicação “Fafe, uma camisa-de-onze-varas (ou A bicha...)”, no seu blogue Tarrenego, um excerto retirado do blogue Falaf Magazine de Jesus martinho sobre A lenda da bicha das sete cabeças de Fafe, «Conta-se que, há muitos anos, num lugar de Moreira de Rei, existia uma enorme cobra (bicha) escondida nos silvedos, que trazia as populações aterrorizadas, pois comia as pessoas e os animais que por ali passavam. [...]» e, mais adiante, refere-se à lenda da Justiça de Fafe nestes termos: «Ora bem. Fafenses. Temos um lenda, nossa, só nossa, única, identificativa de uma gente pacata mas que não aceita levar desanda para casa. E essa gente somos nós, ou se calhar éramos nós. E eu bem gostava de ver a nossa lenda contada tintim por tintim no muro da feira. É uma lenda tão única e tão só nossa que até leva o nome da nossa terra. Olhem que bonito: Justiça de Fafe
Não se percebem bem as razões da tentativa de apagar a Justiça de Fafe dos livros de história ou, pelo menos, dos festejos, mas podem ter a certeza, a Justiça de Fafe é o ex-líbris de Fafe, logo a seguir vem o nosso Fafe com toda a sua Justiça.
Se não mudam de ideias os políticos, mudemos os políticos!


sexta-feira, 24 de março de 2017

A humildade da criança, o espírito do jovem e a sabedoria do velho

Será mesmo que o mundo está em constante mudança?
Ao reler algumas das obras queirosianas (Os Maias, O Crime do Padre Amaro…), apercebo-me que a sociedade se evoluiu foi só nos canais para levar a mensagem, já que os conteúdos pouco ou nada evoluíram em relação àqueles tempos. A política continua em esquemas manhosos, há jornais que só dizem as verdades convenientes, os saraus são para as papoilas das senhorecas, a igreja a encobrir o pecado… Nada que já outros o tenham dito, mas não estará na hora de criar um verdadeiro plano de leitura para que os erros do passado deixem definitivamente de se prolongarem ad eternum?
Um recente estudo estatístico, divulgado esta semana, concluiu que a gravidez na adolescência tem diminuído, o que se deve è educação sexual nas escolas. Há também o exemplo da reciclagem que ainda que não tenha dado frutos no imediato, começou a sentir-se aos poucos devido à sensibilização também ela nas escolas. Ou seja, a Escola é o local de instrução por excelência. A Escola, ainda que jamais consiga substituir os afetos familiares, será sempre o espaço privilegiado para captar a atenção dos discentes. Aqui já iniciou o Plano Nacional de Leitura, o que se espera que traga os benefícios desejados a médio/longo prazo, mas será que há outras formas de olharmos para a sociedade e encontrar canais que possam representar essa formação que tanta falta faz ao ser humano?
É claro que sim, os jornais são os primeiros a ter essa função. Mas para que isso aconteça é necessário que os seus escritores sejam devidamente instruídos. E o que é uma pessoa instruída? Um doutor? Nada disso… uma pessoa instruída é aquela que tem “a humildade da criança, o espírito do jovem e a sabedoria do velho”.
A criança não tem barreiras para o perdão, tanto se chateia como já está a brincar outra vez com a mesma criança, o jovem tem aquele espírito de luta e aventura, já o velho é o sábio que acarreta consigo um conjunto de sabedoria que não vem em livros, mas que a vida lhe ensinou. Juntar estes três ingredientes é a construção da pessoa em pleno.
Deve ser também assim a história de um Jornal.

Parabéns ao Jornal Povo de Fafe!